Friday, November 06, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 91

eu viajava pelas redondezas de jah quando o fabian me tirou do circulo flutuante para recorrer a floresta. estavamos viajando, longe, longe, numa dimensao que parecia distinta, intensa, mas pesada. tanto existia entre nos que eu cantava os mantras de hare krisnha, flutuando, pedindo permissao para entrar as dimensoes cosmicas de todo o ser, de todos os universos, de todas essas galaxias que tentavamos sentir com os filhos do amanhecer. eles cantavam numa tipi improvisada nas beiras do rio, indicando o calendario maia e vivendo as lendas ocultas de pascal voltan. tanto sorriam, agradecendo a agua da chuva, das tempestades que caiam sobre a floresta, sobre o mar de galilei. sagrado, sagrado, e eu vivia,mas o fabian continuava correndo entre as pedras, e eu me sentia tao triste, tao triste porque nao estavamos mas conectados. este era o comeco do fim, a viagem que marcava o comeco da nossa despedida, de um amor que foi, mas que passou, da ilusao, de um amigo com quem tanto aprendi e tanta tormenta vivi. ele tao ausente, tao frio no seu inverno, com tanto medo, tao desconectado, mas ao mesmo tempo tao belo, tao bom, tao puro. sentindo essa compaixao que o fazia fugir, fugir longe daqui, e eu tentanto entenderlo, fazerlo sentir, tentado me dissolver em susas vibracoes que tanto pelo universo me dispersavam. mas ele ia embora, ia embora, porque sim, porque sim, porque eh assim como tinha que ser.

entao encontrava a francisca, uma hippie maluca que tinha um cachorro chamado shiva, a quem lhe contava todos os meus problemas, e que acabou amando intensamente o fabian. eramos tres amigos, e assim o sentia, quando pegavamos carona subindo as montanhas no meio da chuva, no meio da noite, parando num supermercado, comprando uma banana, e robando tanta comida. ela era tao feliz, tao contente, tanto tinha sofrido, mas tanto sentia, tanto vivia. perdida, coitada, perdida como uma hippie, como uma viajante da luz que aqui tinha chegado. o fabian fumava, se perdia nos laberintos de sua mente, em territorios tao escuros que nem com todo o amor eu podia chegar. eu me sentida devoto de krisnha, de budha, de govinda e de tantos outros profetas, tentava vibrar com o mundo, cantando, sentindo a massima das felicidades, agradecendo o fato de apenas ser. sou! sou! tanto sou!
mas o fabian se retraia, me acusava de egoista, de nao entenderlo, de nao conseguir sair da minha percepcao, de nao escutarlo, de ignorarlo, e ele caia, caia, caia mas e mas num posso que tao distante nos tinha. nao posso, nao posso, nao posso ir ate as sombras de procurar. tanto tentei, mas nao posso mais. os muros persistem, e quao triste, mas ao mesmo tempo tao feliz, isto me faz.

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cronicas de uma viagem sem rumo 90

conmigo esta tudo bem, tipo tenho depressoes esporadicas que duram um par de horas mas depois passam, porque vejo que toda a tristeza eh felicidade e vice e versa, entao tudo vai e volta, sempre indo.
vivo alguns problemas passados de amor, com o fabian, ja aceitei que ele nao me ama, que somos amigos. hoje ele me disse que nao se sentia atraido por mim, e que por isso ele nao me amava, o que me desmoronou tantas coisas no meu interior, ate afetando minha autoestima. que garoto doente, que sinto pena dele, me revelando isso agora, so agora, ele que nao se sente entendido por mim, que critica o meu ego, a minha vontade de ser. tudo porque eu falei que ele estava dominado pela normativa heterossexual que imperava na sociedade. mas muitos outros conflitos que tenho com ele, tormenta azul, tormenta azul, e eu navegante de barco, que entro no mar tentando confluir com vibracoes, tentando me dissolver no amor, me perder sem rumo, mas o unico que encontro sao tormentas, rodamoinhos obscuros de ventos frios que me absorvem mais e mais, porque o sol, o sol nunca eh tao belo quando se vive uma tempestade de amor por primeira vez.
mas ja decidi que ja naveguei demais por aguas turbias, que quero o verao, que o inverno passou, tanto cresci, tanto amei, tanto me iludi. mas passou, quero ser um passaro, voar, voar, voar mais, mas me sinto preso, porque nao encontro o amor. mas ja chegarei, porque minha natureza eh amar, e me dissolver na vida, evoluindo.
claro, karma, ciclos das acoes e das reacoes, indo e vindo, tudo, se nao amasse tanto esse ciclo da vida viraria monge hare krishna, cantando mantras de om o dia inteiro num templo dos himalayas, mas ainda sinto tantos desejos, tantas vontades, tantos sonhos que me fazem ser, que me fazem viver tao dentro, tao intenso nesta tao bela ilusao.
o mundo eh tao grande, tao belo, tanto quero viver. agora estou num kibbutz, na palestina. uns soldados pararam o fabian e eu enquanto andavamos na estrada, era noite, era deserto, e essas luzes se iluminavam. tinhamos pegado uma carona que nos dinha deixado em plena noite no territorio ocupado. apenas decidimos andar, porque nao havia nenhum onibus, nenhum carro.
os soldados perguntaram o que faziam, estavam dom fuzis, com armas que desconhecia que existiam, mas era apenas garotos, que riam, e sorriam, ao nos ver com pes descalcos. nao temos sapatos. nao importava, mas estavam felizes, eles estavam no exercito, e nos achavam malucos e por isso riam.
nisso nos levaram ate um kibbutz, uma ocupacao israelense em territorio palestino, onde conhecimos um pessoal que nos convidou para passar aqui a noite.

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Estoy vivo

Estoy tan triste
son estos artilugios
de mente y espiritu
que controlan tu ser

ilusiones que maritrios
causan al alma
haciendote llorar
en una tragedia

que tiene comienzo y fin

es el juego del tiempo
de esta vida que te
ilude con desafios

mi tristeza es amor
mi alegria tambien
frustraciones continuas
sin principio y ni fin

pero apesar de la tristeza sonrio
cuanto sonrio,
despertando y precibiendo que apesar de todo,
ahora estoy vivo.

lloro, lloro, sonrio
porque soy un guerrero
y de la tristeza y de la alegria
somos todos hijos.

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Monday, October 26, 2009

Mi amigo

Mi amigo
quiero dormir contigo
esta noche
abrazarte, sentirte,
decirte lo cuanto te quiero

recorrer juntos la transicion
del tiempo
que es todo y es nada
en donde todas las fronteras
entre el dormir y el despertar
se apagan

porque eres movimiento opuesto
e identico
tan intenso
tanto te quiero

me inspiras en los artilugios
de luz y sombra
justo alli en donde
fluye con fuerza el rio
navegas con intempestad de
hombre
mientras yo te observo
sientiendome vivo.

Entonces el viento
ligero y fuerte
me canta tu nombre
eres tu, tu!
el que esta llegando.

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Hombre

que cruel es tener un cuerpo cuando estas en soledad.

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cronicas de uma viagem sem rumo 89

Acabei de chegar em ramallah, na palestina. atravessei o muro que separa este territorio militarizado. os arabes de um lado, os judeus de um outro. agora estou sozinho, nao sei bem o que fazer, o unico que sei eh que tudo tem acontecido muito rapido. cheguei na palestina, e desde que cheguei nesta terra senti as vibracoes de muitas guerras, quero fazer algo, mas na verdade pouco posso fazer, sou um viajante e estou somente observando, nao fico em nenhum lugar durante suficiente tempo. quero fazer, fazer, transformar, mas ainda nao eh tempo, estou seguindo o meu caminho que me leva cada vez mais perto, cada vez mais longe.
antes estava nas montanhas, entre as florestas verdes entravadas num deserto salomonico, entre hippies que cantavam as estrelas e a lua, mas decidi sair do rainbow gathering, ir ate o mar de galileu, nadar em suas aguas doces e depois continuar pegando carona ate tel aviv, queria ver israel, entender israel de outras perspectivas. cheguei em tel aviv naquela mesma noite, nao tenho nada a escrever, alias tenho muito, mas por muitos motivos nao quero escrever, so sei que estou tao longe do amor, mas as vezes tao perto, que eh muito dificil setir os limites que se diluem e voltam a aparecer a cada piscar de olhos. talvez este seja o desafio de ser humano, esta eterna transicao. por isso abandonei as praias de tel aviv e cheguei na cidade velha de jerusalem. uns palestinos jogavam pedras na policia, que fortemente armada entrava nos guetos, nos alberintos da cidade antiga enquanto turistas corriam assustados.
o lugar onde cristo morreu o o cristianismo comecou, onde desde entao tantas guerra se vive ate o dia de hoje. investiguei os laberintos arabes, judaicos, cristaoes que se entravam naquela pequena mas simbolica cidade. os passadicos secretos, as ruas estreitas, os bazares, os militares, os ativistas, as mulheres que se escodem. muitot empo depois chego ao muro dos lamentos escutando a musica dos bar mitzvahs, dos jovens novos judeus que comecaram atraveis de rituais uma vida religiosa para terminar alguns anos depois jurando juras de patria frente a bandeira de israel com a kashnolikov na mao, talvez ate jogando tiros o espaco, utando cotra uma juihad que do outro lado do muro busca vinganca e reinvidicacao.
tudo flui contrubadamente em uma terra de lava, onde a propriedade se afincou na veia de cidadoes temerosos que preferem a patria do que a paz. tudo eh loucura, tudo eh loucura, mas mesmo assim sentia o rir dos hippies que cantavam ao redor do fogo. eu fechava os olhos e voltava uma vez mas a sonhar. acordei, e senti intensamente. estou vivo, vivo.

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Sunday, October 11, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 88

oi Dora,
que bom receber noticias tuas e saber que vc esta aproveitando barcelona, fazendo novas amizades, e tudo. eh ahahaha, ficou gostando do daniel, um grande abraco pra ele, acho ele otima pessoa. soube q vc vai voltar para o brasil, acho otimo tambem, continua vivendo a vida sempre intensamente, nao se apegando a nada, sendo leve, sem medos, com muita coragem, como um jogo de criancas. otimo, otimo tudo, ate o nao otimo eh otimo, ate a vontade de mudar, o desejo de querer mudar eh otimo.
agora estou lendo muito sobre buddhismo, e espiritualidade, e ontem, nossa, ontem agente esteve dormindo em aguas termais, em um verdadeiro rio de agua quente com varias e varias cachoeiras, todas perdidas entre montanhas no meio do deserto, e desde o alto das montanhas, escutando as cachoeiras conseguiamos ver o por do sol no mar morto, ao outro lado estava a palestina, e o mar se transformava em espelho do ceu. entao so viamos estrelas fugazes, que davam bem vinda a noite, e ai agente decidia cantar cancoes do vento sobre montanhas onde os unicos habitantes eramos nos, surivovrs of the tribe. today. today and now.
estou com muitas saudades tuas, ao escrever entrei numa viagem descriptiva, mas agora volto ao mail. espero que continues evoluindo sempre, acho voce uma otima otima pessoa, com um belo espirito. verao, sinto em voce verao.
isso eh algo que estou comecando a aceitar no fabian, ele eh yin e eu sou yang, eu tambem sou verao, mas ele eh inverno. mesmo assim gosto muito dele, estou aceitando como ele eh, mas sei que ele nao esta preparado para amar, mas mesmo assim entre nos existe um amor de amigos. complicada essa relacao que tenho com ele, mas o que importa, tudo eh vida, o importante eh viver.
espero que aproveites muito o brasil, e faca sempre o que ditar o teu coracao, se agora bateu a vontade de ir para o brasil va, mas se um dia bater a vontade de viajar, viaja.
sempre vivendo chorando e rindo.
agora estamos em amman, capital da jordania, esperando o visto do iran que fica pronto em tres dias mais. depois vamos pra israel visitar a dafna, uahahah, nao sei, mas sinto muito verao cada vez que troco email com ela. tel aviv deve ser genial. depois disso voltamos pra jordania siria turquia e depois iran.
estou com muitas saudades tuas,
muito amor sempre
;) rapha

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Tuesday, October 06, 2009

The man I love

Nothing, nothing, nothing
it is like I have
fallen in love
with a dead man
frozen heart
nada, nada
no affection in a human
being
that turns me
into nothing
as well.

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The man I love

Nothing, nothing, nothing
it is like I had
fallen in love
with a dead man
frozen heart
nada, nada
no affection in a human
being
that turns me
into nothing
as well.

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The man I love II

I cannot be in love
with someone
that doesn't smile
when he wakes up
you are winter
beautiful beautiful
winter
But I am summer
I can enjoy winter
even fool myself with winter
but I will never love
winter in the same way
I love
summer.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 87

o mar vermelho eh azul como o ceu, e eu nadava nele, olhando para israel e para o egito. estamos na jordania, andando pelo deserto, desocbrindo cavernas no alto das montanhas, escalando ate a cima e observando as estrelas. eh certo que nao sou amado, e que meu coracao fica congelado com o inverno do meu amigo. me sinto preso numa tragedia de mil cores que escurece com a noite e acorda insensitiva no nascer do sol. estou triste, triste e feliz por estar triste. tanto amor preso que se ata, que se congela como se estivesse nas praderas da siberia.
mas ele eh meu amigo, ehh certo que cada particula do seu ser me atrai sem desigual, como se ele fosse o unico ser humano sobre a terra no qual focar meu amor. mas eh triste, eh triste amar o inverno, sendeo que eu sou sol, calor, e verao.
mas acordo com o sol olhando ao mar, e mergulho entre as ondas,salgadas ondas que refrescma a minha pena e me lembram do genial de estar vivo. estou viajando o mundo com um grande amigo, me conecto em alma, e viajamos descobrindo os misterios da mente, do ego, e de mil transicaoes mais.
encontramos o bhagavad-gita numa velha livreiria de uma vila esquecida num ponto do universo. vila deserta onde criancas saiam correndo de casa so para olhar a chegada de dois forasteros que pisavam aquele asfalto velho castigado pelo sol.
iamos, iamos mais, ate chegar a uma montanha, e acordar com o barulho da mesquita que verde tras nos cantavam os canticos do quoran. entao continuavamos andando por caminhos de terra, ate avistar la de longe o mar morto.
tentavamos mergulhar naquela agua salgada que te fazia flutuar. ele eh inverno, mas em mim ainda ha muito sol.

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Monday, September 28, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 86

oi fernanda
que bom que vc mandou noticias e que otimo escutar de ti.
tambem estou com muitas saudades, e adorei o tempo que agente passou juntos. mas tambem acho hora de vc se desprender e comecar a voar com suas proprias asas, procurando a sua propria transformacao e vivendo a magia da vida.
muita luz sempre, e nao se esqueca que somos sempre transicao. e que otimo eh ser transicao! trasiacao! uahahaha. sempre transicao. eh tao otimo estar vivo, e estou muito contente de te ter como irmao.
as vezes a vida traz dificuldades, mas tudo eh vida, tudo eh desafio, mesmo a tristeza, a saudade. nao existe dia sem sol, inverno sem verao, luz sem sombra. eh tudo eh belo, sempre vivendo, sempre indo.
estou aprendendo muitas coisas. vivendo uma semi tragedia com o fabian. ele diz que me ama, mas nao sabe se como amigo ou algo mais. ele tem muitos problemas, mas a nossa conexao eh mental, tao mental e tanto aprendemos mutuamente, que navego nele e vejo tanta luz mas ao mesmo tempo tantas tormentas. mas estou indo, aproveitando o momento, nao pressionando, apenas vivendo. ficamos no deserto, numas cavernas que encontramos, meditando e cantando, e tendo a nossa amizade introspectiva, apenas conversando trocando experiencias e observando o ceu. fazendo jejum, comendo apenas agua e pao, muito pouco pao. ha pouco tempo chegamos em damascus, e que cidade contrubada. mas estou tao feliz.
espero que vaia tudo bem em barcelona, ou na franca, ou onde seja que estes. so te sugiro nao se apegar as coisas, nao ter pesos, e sempre ser leve, fluindo, fluindo sempre como o vento. sem medo, sempre com coragem, honestidade e compaixao.
agora estou tentando viver isso, sentir a transicao da vida o maximo possivel. sempre fluindo, sempre transfromando.
me conta sobre teus planos, mamae falou que vc ia voltar para o rio. se eu fosse vc eu nao faria isso, tentaria aproveitar mas o tempo na europa, viajar, se descobrir, mas faca o que sentir no coracao, que isso eh o mais importante.
muita vida,
e transicao.
muito amor.
teu irmaao
rapha.

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Tuesday, September 22, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 85

Escalavamos cem metros de rocha pura para escutar desde as planicies planas dal altas montanhas o grito de allah akbar. era o final de ramazam e a cidadade la de longe era iluminada em quanto disfrutavamos da visao pura de estar vivos. eu pensava no agradecido que estava por toda a vida, sentindo essa felcidiade que batia no peito, um impulso divino que subia em todo o meu corpo. estou vivo, e sou transicao. observava o fabian e as estrelas, e as luzes que la debaixo faziam um breve oasis iluminado em todo o deserto.
estavamos cansados, mas felizes, porque muito haviamos escalados nesta nova travessia que nos tera pela a natureza, longe, muito longe da violencia das cidades, dos caoes que latem de toda autoridade.
vi o fabian, e como sempre quando o vejo tudo em meu corpo tremeu. tanta vida, tanta vida, me transmite, quanto me estimula quanto me inspira, tao igual tao diferente. estava contente. mas o senti pesado, tinha ancoras, muitas ancoras que o prendiam a muitos amores. e eu nao, eu estava fluindo, e nao poderia fluir se ele estivesse tao preso. mas ele falou que queria ir. vamos, vamos, vamos no agora, sempre no agora.

me falou sobre a namorada que tinha deixado atras, sobre os seus planos de voltar com ela em maio, e mil coisas mais. tudo isso nao entendia, ela uma lingua que nao falava. olha, observa a montanha, lhe dizia, observa o ceu, tudo, tudo o que existe.

ele ainda falava o idioma das cidades, dos sedentarios, dos que estao muito presos em suas proprias realidades. nao fazia planos. vive o agora. me disse que tinha razao, e por isso escalavamos as montanhas, para chegar la encima, bem alto, e escutar a tranquilidade insurgente de toda paz.

antes de encontrarlo a dois dias atras tinha ficado um tempo de reflexao sozinho nas montanhas desertas que existem entre o Ira, a Turquia e o Irak. Tudo era tao belo, tanto silencio, tanto vento.
podia sentir a beleza de estar vivo, a solidao. apenas observava a terra, a areia, o ceu, entao abria o meu caderno, escrevia e cantava.
estava mudando, estava acordando.
depos de muito tempo sobre as colinas decidia descer ao povoado. tinha deixado atras o meu amigo kurdo que tinha se perdido clandestinamente pelo irak. nao poderia continuar com ele, gostava de sua energia, de sua presenca, tao alegre e tao clara era, mas precisava de solidao, e ele era o proprio barulho personificado em corpo de ser humano.

tinha viajado dois meses com minha irma, e agora comeceraria uma nova fase viajando junto ao fabian. precisava de silencio, entender varias coisas, tempo de reflexao. tinha entrado em caminhos mentais que gostaria de transitar em reflexao, contemplando, questionando, fazendo uma viagem introspectiva que me permitisse entender, sentir as novas mudancas que tinha experimentado. era um tempo de consolidacao. tanto, tanto havia mudado.

nao poderia continuar pelo irak, nao importasse o intensa que fossem as noites escutando e dancando musica kurda com os insurgentes que encontravamos no caminho. porque nossa intencao era chegar ate um campo da pkk, no irak, conhecer suas tacticas. meu amigo kurdo, igual que eu, queriamos ser guerrilheiros, aprender suas tecnicas, combater, viver esta guerra.

mas perto da fronteira lhe disse que nao, que poderia ir ao irak depois, mas que agora nao era a hora.
ele ficou machucado e acredito que deicdiu voltar a istanbul.
nada podia fazer, minhas vozes internas me chamavam para as montanhas, e ele me chamava para a acao.
mas ele queria qeu fosse longe, e eu so pensava em voltar a encontrar o fabian depios de tanto tempo ausente, este amigo que tao parte eh da minha vida.
o voltei a encontrar. e boum, tudo explodiu, neste abracao tao unico que senti.
continuamos em movimento, subindo montanhas e sendo brutamente acordado por soldados turcos que nos confundiram com terroristas.
isso foi anoite, e tanta raiva sentia desta maldita autoridade que nos domina.
mas a montanha, a montanha era tao bela, era tao bela que ecludia, e viajamos la do alto os fogos da cidade, desse povo mulsumao que celebrava o fim dos dias de ramazan.
estava grato de estar vivo. e agora continuo andando, em tarnsicao, descobrindo o deserto da syria, antes de partir com o meu amigo para a india.

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Friday, September 18, 2009

Philosophy of Transition - part 2

İt has been 24 hours since İ am completely alone in these deserte mountains. But just now İve started to write.

Maybe İve expected to find Nirvana up here.

An deven though İ havent found yet, İ realized how beautiful lolines can be. You can enjoy an entire universe that is in you and outside you and all around. and all.

Because the universe is all and is nothing.

We are all, and we are nothing.

When we exist we form a duality. Something is, therefore something is not

Everything there is is all and is nothing. and there will always be the unknown.

Because the unknown is movemnet is what motivates ttransition.

İ will write about this yin yang discoveries later.

İ just want to point out that today İ ofund out something quite important.

That İ am flowing with teh wind and that İ am not flowing with the wind. That inside me İ feel a strong path. This path is called transformation.

İ am in this life to transform, İ feel it everyday when waking up.

İ feel this strenght, teh strenght of transfromation that İ see materialized in me htorugh my ego.

Ego can be beautiful, because the ego is life, is a way, a very powerful way in which the whole sea, in shich God, is m anifestating in you. you. you.

You just have to realize that the great truths are paradoxes.

Youa re God God is you. You are all all is you. You are the sea and a drop at the same time.
Ying. Yang.
All is nothing
Nothing is all.
Life is all
Nothing is all
Porque soy transicion.

We exist. Tehrefore we are.
There is.

Mountais, winds, air, clouds, sky, rocks, earth, human being, love, frsutration, feelings, life.

There is. Tehre is. Tehre is.
İ fel. İ feel . İ feel.

Cold.

İ am transtion. Fromm all, from nothing, from earth, from sky.

İ am ttransition therefore İ transform.

İ yell this to the mountains, to teh wind, to everything tehre is.

Carry, carry my message, far, far, far, away. İ am transtion. İ will transform.

Now İ am back to civilization as a foreigner that comes from far away.

Everybody looks at me, they try to speack but İ dont understand.

They are so loud, they speak even louder arsi f they increase of volume would increase my amount of comprehension.

İ am not afraid anymore, of nothing.

İ feel ready to flow, to live, to be.

Tehre is nothing htat will stop me.

İ am not afraid to love, to be. İ flow, flow light and strong on the wind, follwoing the paths of my heart.

So much light, so much shadow İ feel in my chest.

Love. İ am transition.

Ther eis life to be done, to be created to be lived.

So manya re the challenges.

İ want to loose all attachments. Want. Yes. Maybe İ want too much. Desires are human, anda re always a path that shows up.

Paths. My path is not the wind. Sometimes it is, sometimes it isnt.

İ feel in met he need to transform the world. This is the path.

My path. İ feel it strong within me.

İs it creation, is it real?
İ dont know but İ follow my heart.

İ love, love too much. İ dont want to be afrraid anymore.

Yes, many times my heart leads met o truculent paths. Because in my heart there is both.

Shadow and light. Both so beautiful, because all is life.

Yes. So much have İ suffered an dyes so much İ have loved.

Life. All life.

Now İ start a new life. A path towards spiritual redpetion.

S start going East. İndia. So much will i have to learn.

And with me goes a friend, a great friend, who i so much love.

More İ cannot be frateful of life.

So much has this friend taugght me. Yes, it is truth, so much porblems have we had.

But the beauty of being multiple is that you can connect.

Yes. İ am a human being, free to flow, free to love, free to be.

So much İ want to understand, so much İ want to tell.

So many times İ feel that. Powerful are influences around me.

Constantly İ need to findand refind myself. This world has become violent, so violent, that İ need to look for shelters in the mountains to feel the wind, to feel the sky.

Fortunate İ am to feel the illusion. Because ew are transtion, we are all, we are nothing.

So gald, so gald İ am to exist.

Many times the fire runds out, but then İ refind this fire, it is within me, it is outside me.

Death and birth, birth and Deat. All one. Beauty, beauty of life.

İt is necessary to be por in order to flow.

Porperty ataches, responsibility attaches,

We are desires. Because all desire is one. We have to feel our hearts.

İf w ego deep in anything we fi nd the turth.

So many perceptions, so many paths. But we learn, we always learn. İt is evolution, it is trnasiton.


İ was so afraid of
Lvoing of giving affection so intensely was İ searching love.

İ did not realize taht lvoe iws in all. That i am not alone, that İ am also all.

Yes, strong ego is teh one İ have. why am i, why am İ not all. Tragic is the life of the hero.

Beautiful is the tragedy of a human being that wants to be god.

God cant İ be, God am İ.

Transiton. That is all.

İt is true taht osmetimes İ feel prisoner of my desires. Because desires are heavy, but they are strong.

They break, tehy open, but sometimes they dont flow.

İ am on the mountains. İ am feeling this wind but İ am not the wind.

İ am my heart.

İ feel desire to tranform the world.

İ feel desire in my ego, and so powerful it is, so powerful that through it İ can realize the entire universe,, realizing that all is one.

What to do with the shadows i feel withn me.

So heavy tehy are sometimes. so disconnected i can feel.

Anguish maybe, but please, never fear.

Fear is also living, but is a living for cowards. and i am courgage, tehrefore i like challenges.

Fear is challenge. life is also challenge.

İ have learned to flow. to be light.

My spirit has always been strong, but it was heavy.

Heavy is the spirit stuck in the illusion of duality.

İt is necessary to flow. transtion. nothing is all alli snothing.

Yes. it is true. İ am in the body of a man. Because it is man that İ will trnasform.

With words, with weapons, with all İ will fight.

İ feel, İ feel, peace and war, war and peace.

İt is beautiful to fear, but it is even more beautiful to overcome this fear.

The unknown is the motor of all movement. All movement is tranformation.

Let make our paths transforming. we, you, all.

So much problems in this world of ours. so much autorhity, so m
We live in a capitalist world that disconnects life. İt is necessary to change it now in life. while you and we are alive.


This is what İ will do, it is like this i will die, so beautiful is life.

İ live the spirit, it is so great to feel it. To feel transtion. Spirituality is transtiion. İs going, is moving. İs going from one to all and from all to one. always.

The present always flows. The present is transtion. The present always exists. Teh present never exists.

İ am so greateful to live.

The problem of most monotheist religions is that there is a separation, a duality, between creator and created.

Thorugh the idea of creator there is the need of submission.

The multiple submits itself to the all.

Religions do not flow as spirituality. İn religion there are metaphors, tehre are dogmas, tehre are answers that are preserved in books.

Writing is stuck. İt is necessary to flow, to be always changing. Otherwise the fire runs out.

Always change, always make change.

Creation. The power of creation. Never follow, or be followed. Only inspire and be inspired.

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Blog censurado

Sou o mais novo integrante de paginas censuradas na Turquia

Thursday, September 17, 2009

Philosophy of Transition - Part 1



Introduction.

We are born and tragedy has started. We are.

İ am. And beautiful is life. Around me and within me İ feel so much.

Yes. İ have an ego. A powerful ego on how to feel the entire existence.
İ perceive this universe astonished. Spirituality, İ feel everything that is around me.


İ perceive this all, that is outside and that is within me.

Always in transition. As soon as İ have an ego İ am in this side, instead than in that side, but it is all the same side.

This is total connection. Feeling the ego, the act of borning marks the start of the challenge.



So much fear we have. We dont understand. But this disconnection is beautiful.
İt is the unknown that instigates all movement, because life is transition

As life is transtiion it is all andi t is nothing.
Like the present.

Human being. Yes, how human being İ am.
İ feel an engo. A powerful ego, and İ realize that İ am part of a vast universe.

This is the origin on spirituality. Realizing that we are part of an universe.

But this is also the origin of duality, and therefore of all challenge, since duality is an illusion, we are all one.

Duality is a game. İt is always movement, and since it is movement it is also transformation.

İ feel the path, the path within my ego, teh path within the heart.

This path is transformation, it flows like life, it flows with the wind but it also flows with the heart.
İ used to think that life was tragedy, and what a beautiful tragedy it is.

Perceiving me, feeling the self, and at the same time perceiving hte universe.
Why am İ instenad of the entire universe? Why cant İ be all, why cant İ be love?

So manya re the challenges of the human being.
Understanding, feeling light, being all.
İ am all if İ flow. Because if İ flow İ am all.

All flows.
Because all is transition,
Tehrefore all is nothing
And nothing is all.

We can flow.

Flow with the ego, flow with the self. Because there is only one elf.

All is one.

To flow it is necessary to overcome all fears, to overcome all attachment.
Because the wind flows light and strong.
The wind trnasforms. Because all is wind and all is fire.
All movement is tranformation.
Yes indeed we need to transform always transform.

So much movement, so much illusion.
We can feel all.
İn hthe all there is shadow and light.
And now we are in the era of shadow andi t is up to us transit it to light.


Both shadow and light are beautiful
But love is only in light

We are in shadow when we feel tragedy, when we fear, when we feel disconexion, when we feel duality.
Lets never forget that shadow marks the challenge, it is the unknown, therefore it is beautiful.
Life is shadow, life is transition. transition between sh adow and light.

So hard to understand but so easy to fel.

Understanding and feeling are only one.

TRAGEDY

Tragedy is being born. İt is feeling ‘İ’ instead of ‘all’
The challenge is perceiving that we are neither ‘İ’ nor ‘ all’ but transition. Therefore we are ‘İ’ ‘all’ and ‘nothing’. Transition. Trinity.

We are transition.



THE UNKNOWN

The unknown is part of movement of all duality between ‘there is’ and ‘everything that is not’

(important drawing in original text)

Everything ‘that is not’ is the unkown,

The condition of existent accepts the unknown as inherent prat of life. İs what allows all movemnet.

The challenge is becoming transition.
İn illusion we are stuck. We believe that ‘we are’

We are indeed but we arent


But ego, ego is the way. The overcoming of ego ,let us flow let us being.

We have paths. İn everygame we have paths.

Lets create our paths. İ allready created mine, İ feel it within my heart.


This path is transformation, İ will transform the world. Create your path as well, let it flow with your heart, because your heart is the wind. Sometimes it is, sometimes it isnt.

MY PATH

İ feel within me the
Desire, and paths are
Desire, life is desire.
This the force of the wind is power.

My desire to tranform the world, to surpass all autority.

Because todays society is disconexxion.
We are at peace but we are also at war.

Lets enjoy the beauty of war.

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Sunday, September 06, 2009

De volta ao Vetacreio I

----nao editado--- mas o q importa*


eu: lets get crazy right now
fada madrinha: - yes!!!

Quero me entender. Por isso agora comoce a escrever. Sinto que existem varios aspectos de mim que agora consigo visualizar. Me sinto, sei como sou, mas sao todas pecas desconexas que nao fazem sentido, por isso agora escreverei, para entender o que sou. Para entender onde estou. Claro, agora estou em Istanbul, esperando por Godot, entao agora eh o tempo de refletir, de refletir, porque daqui uma semana fluirei. Escrever eh um exercicio egoista, e eh algo que nao flui.

Quem sou eu. Antes que anda sou m sonhador, sim quanto poder sinto no meu peito cada vez que acordo, sentindo essa transicao do tudo para ser algo. Sinto o poder de transformer o mundo interior no meu corpo, um poder de transformacao to conectado com o meu ego, com a minha essencia que eu me assuto. Acho que ja perdi todos os medos, tenho alguns, mas fazer parte de um grande desafio chamado vida.

Perdi o medo das consequencias, mas de certa forma ainda estou em uma grande espera. Nesta vida sonho em ser um revolucionario. Quero transformer a realidade, a existencia, tudo. Talvez essa seja a carecteristica mais evidente, o sonhar, o sonhar tanto que me sinto como se tivesse dos pes sobre a terra e uma mente que voa, que voa tao longe daqui, como se essa vontade fosse pura luz absorbida na grande escuridao do deserto. Sim, certo que existir eh tragico. E talvez este tenha sido o meu maior problema ate agora.

Tenho o ego forte, e sempre faco uma contraposicao entre eu e todo o universo. Me sinto um grao de areia que quer ser deserto, uma gota do mar que quer ser mar, um ser humano que quer ser todo.

Eh tragico, eh belo, eh vida, eh desafio. Um ser humano que quer ser deus. Ah tragedia desgracada que se impoe sobre mim. Mas nao eh esse o desafio da vida, virar deus. Este talvez seja o meu desafio. Nao quero ser mal interpretado. Deus, que palavrota. Mas deus eh tudo o que eh, e talvez seja essa a realizacao, a mais sabia realizacao.
Eu procure muito meu caminho pelo rio, mas ser deus eh entender que forjar o caminho e fluir eh o mesmo, eh yin e yang, eh amor. Eh transicao, eh tudo e eh nada.

Tantas coisas tenho descoberto nestes ultimos tempos de viagem que agora quero escrever. Mas escrever eh um exercicio egoista, que antes fazia com tal facilidade porque tinha aquela arrogancia indomavel dos que se acham donos do mundo. Agora sou mais humilde e sinto ter perdido aquela chispa. A quero recuperar, mais velho, mas mais sabio, quero recuperar aquela vontade. Antes me via somente como eu, e agora me vejo como universo, eu e universo. Sao dois ao mesmo tempo, sao os grandes paradoxos da vida. Muito disso aprendi com a relacao mais enfermica mas ao mesmo tempo mais interessante que tenho jamais tido, e sim, parte desta inciciativa de escrever tudo num papel agora eh tentar entender esta relacao. Mas nisso entrarei em detalhe depois.

Cada vez que acordo sinto a vontade de transformer o mundo, de apenas ser perdendo todos os meus medos, sinto essa vida fluindo pelo peito, mas ao mesmo tempo sinto algumas travas internas que tantas perturbacoes me trazem. Quero ser, ser, ser, vfazer todas as minhas vontades ate poder ser todo o universo, porque sim, eh atraves do ego que fluirei, se todo o ego flui como o vento nao existira mais tranposicao entre oum e o outro, as dualidades eseram irrisorias porque apenas sou, e ser eh apenas um. Somos todos um. Sao teorias, porque ainda sinto essa dualidade, porque ainda sinto medo, e por isso ainda sinto desconexxao. Seria tao bom amar todo o mundo, que se pudesse apenas estaria amando, amando e transformando sempre, porque t udo oeh o mesmo. Mas que me impede amar a todo o mundo, eh ilusao, eh medo, eh o medo que me segrega, que me separa. Ao mais evidente disso eh o Fabian, eh o medo que me separa de tudo o que eh. E vejo minha relacao como o mundo relfetida em um microcosmo com ele, como se ele fosse reflexo direto do meu conflito.

Mas quero fluir, quero ser deus. Um hmumano que quer ser deus. Tao arrogante soum, tao pretensioso. Sera isso um pecado, nao, quero ser luz, mas eh um problema esse. Quero ser amor. E por isso me sentia tao sozinho, uma solidao que te afoga, era uma gota dagua afogada no proprio mar, invadido por ondas salgadas que faziam o ato de acordar uma tortura diaria. Eh a solidao que te paralizava, mas eu sentia tanto amor, tanto amor dentro de mim, tanto amor para dar. Mas sentia essa frustracao, essa frustracao de humano, de humano que tem dois pes sobre as terras mas desejos infinitos, de infinitas luz que se perdem numa escuridao de infinita densidade. Sou humano, sou humano e nao sou deus.

A solidao. Talvez esse tem sido o meu maior problema de sempre. Tao seco me sentia nessa contraposicao que fazia entre eu e tudo o que eh, uma contraposicao que me afogava, que me tinha cego. Nao entendia, nao entendia que o meu querer ser deus eh irrisorio, porque ja sou deus. A minha procura de amor eh irrisoria, porque ja sou amor. Mas isso so percebi depois que em vez de solidao me afogaram de amor. Tanto me amaram, e eh certo que eu nao podia amar da mesma forma, que a meu medo de mulheres, ao talvez a minha prisao do ego ainda me mantinham afastado de tudo o que eh. Mas pelo menos agora entendo o meu desafio. E sim, sao complicadas minhas palavras, porque agora sinto. E talvez eh isso o que me diferencia do que eu era antes. Agora sinto muito mais do que raciono. Sinto, sinto tanto, fluo como o rio, fluo fazendo o meu proprio caminho.

Sempre percebi grandes desafios nesta minha vida, desafios pessoais que visualizei na minha primeira viagem psicodelica com o Fabian, ha um pouco menos de um ano atras. Tanto me marcou isso, mas nada novo descobri, apenas visualizei. Visualizei um enorme irio, e eu , eu como o meu ego que tanto quer sempre stava procurando, forjando o meu proprio caminho com o racionamento, com essa vontade branquiaberta que sempre quer mais. –mais! Mais! Desta vida sempre quero mais! Mas o rio fluia a outro rio, e eu errara essa corrente que sempre lutava contra esse universo que me esmagava. Tragica, era a vida tragica de todos os heoris que tinahme go, e sim, eu tinha muito ego, que a minha presence era cheirada a distance pelos esquilos, pelso esquilos que com medo fugiam dessa forca opositora que tirava de tudo a sua harmonia. Era eu, era eu que navegava por esse rio. O Fabian era o oposto, era esse rio que fluia, essa falta de vontade sempre carregada por um mundo que eh, que sente. Mas eu tambem qu eria sentir. Precisava fluir, porque a vida flui. Nao via isso, sera que nao enxergava que o fruto de toda solidao era essa contraposicao, era sentirse desconectado, sentirse uma gota e nao mar. era verse como grao de areia e nao como deserto inteiro.

Eh certo que agora nao sinto muita paz, porque estou em Istanbul e quanto me contamina esta civilizacao. Talvez por isso volto a escrever de uma forma que nao poderia escrever na natureza, esta civilizacao me faz voltar ao meu ego, faz eu um criador, mas talvez um criador que ja aprendeu muitas licoes.

A licao mais significante que tenho aprendido ate agora sao que asgrandes verdadades da vida sao paradoxos. Tanta pressao me coloco ao escrever e deixo de ser livre, de apenas fluir com o meu pensamento, com os meus sentimentos. Preciso reaprender a ser livre, desaprender todas as pressoes que te falseiam, que nao te deixam ser, apenas ser, sem medo, sem querer ser algo, sem aparentar. Eh tao dificil apenas ser nessa civilizacao, no meio destas metropolis, no meio de tantas expectativas e auto expectativas. Mas eu quero apenas ser. Talvez este eh o grande desafio da vida. Ser.

Que dificil eh ser. Talvez terei que ainda atravessar muitos mares, muitos desertos e fazer revolucoes na selva antes de chegar la. Tudo uma aprendizagem que te fortalice. Antes de fluir como o vento sem nenhum medo.

Agora quero me constrtuir e descontruir completamente. Me sinto perssionado, agora neste tempo que estou em Istanbul queor apenas ocupar meu tempo em escrever como ha muito tempo nao o faco. Eh uma vontade que bateu, mas talvez seja mais racional do que emocional. Nao sinto a vontade no peito, eh apenas uma ilusao que faco sobre mim mesmo. Estou com um projeto que ha muito tempo me prende, um livro que sempre ccarrego nas costas, desde faz uma ano e meio, e que nao consiigo publicar. Uam estoria que nao esta fluindo e sempre ocupa uma parted a minha mente, quero acabar com ela o quanto antes, para ser livre para crier outras coisas e nao sentir que sempre tenho algo pendente.

Mas quero voltar ao origem deste texto. Quero tentar entender quem eu sou. Me definiria como um sonhado.ror. sonho bastnate, sonho em transformer todo o mundo, em realmente fazer uma revolucao social e politica e filosofica em todo o mundo, comecando pelo brasil. Talvez sim, eh muito pretensioso, mas nao temos nada a perder, qual eh o problema de ser chamado arrogante, temos o mundo a nossos pes, uma vida magica que e permite fazer tudo o que queres, claro estarao as autoridades par ate reprenderem, mas eu quero um m undo livre sem autoridades, e por isso serei perseguido, me vejo provavelmente passo grande parted a minha viad preso, ou entao morto numa Guerra, num confronto direto com o estado. Mas talvez essa seja a minha vontade. Nao posso ficar feliz com a conformacao. Esse nao seria eu, eu quero lutar diretamente com esta sociedade que detesto. Eu realmente acredito que o mundo pode ser transfomrado, basta coragem, e coragem eh o que tenho de sobra, talvez seja a caracteristica que mais me define. Sou corajoso, e ambicioso tambem, as vezes ate demais, mas nao tenho nada perder, sfora os medos, temos que vencer todos os medos para voltarnos a nos concectar. Mas para vencer os medos eh necessario saber quais eles sao. Sim eu ainda tenho medos.

Sabe, eu gostaria de fazer tudo o que sinto, apenas fluir no dia a dia, nas acoes, apenas ser, ser. Sabe, querer fluir, gostaria fazer esse exercicio de apenas ser.eu sempre digo que penso, quase sempre, nunca guardo nada, eisso ja eh o bastante, mas outra coisa diferente eh atuar como pensasas. Na maioria das vezes, diria que na maior parte do tempo eu atuo como quero, mas existem coisas que me prendem, nao sao estruturas, nporque nao estou ligado a nenhuam estrutura e a nenhuma prisao artiridial que procure seguranca, nao estou ligado a um trabalho ou a uma unviersidade, e nao estou nem ai com ser um vagabundo sem dinheiro. Sim isso foi a consolidacao de um tempo viajando. Talvez o que mais tenho aprendido viajando eh isso, eh fluir, eh apenas fluir como o vento, leve e poderoso como vento. Apenas seguindo o coracao, a vontade do dia a dia. E nossa, ja sou um inadaptado, nao poderia estar preso a um cronograma, a uma empresa, a uma vida convencional. Disso tenho certeza, nisso tanto tenho avancado de dois anos pra ca.

Mas ha algo em que ainda estou preso, certo que muito avancei. Mas essa eh a questao da sexualidade. As vezes sinto vontade de ter sexo com todo o mundo. Sou um animal sexual autoreprimido, um pervertido. Mas nesta sociedade estao todos desconexos, esta eh a minha unica forma de explicar o porque nao estao todos se amando. Nao diria os velhos com os jovens, porque ai nao existe atracao sexual, mas falo de todos, tanta gente bonita que nao se ama. Sim, ja venci o meu conflito com a homossexualidade, e isso foi um avanco dos ultimos meses, agora nao tenho problema que sou pansexual. Nao me defino como homosexual, acho isso tolo, agora sou queer, algo trangeneros, apenas ser humano que ama. Nao me sinto nem feminenino, nem masculine, apenas sou, for a de todas as convencoes, apenas endo e amando. N isso avancei bastante,m antes era tao reprimido em questoes tao simples, que agora olho pra tras e rio.

Nao sei porque tenho tanto medo de ficar com o Fabian, agora que escrevo percebo o absurdo de todos os medos. Talvez todas as pessoas deveriam escrever para se entender. Realmente nao entendo porque ada vez que durmo ao lado dele e seinto vontade deb beijarlo nao o faco, nao sei o que me prende. Realmente este medo eh um grande desafio da vida.

O que me impede, porque nao. Droiga, maldito seja todo o medo. Estou cansado de pessoas medrosas, de ser medroso, porque o medo eh um atentado contra a tua essencia, te vas ser falso. E eu a ultiam coisa que quero eh ser falso. Tem outras varias coisas que te fazem ser falsos, e acho que estou ficando falso na hora de escrever, nao agroa, mas nos meus cronicas da viagem sem rumo, mesmo que estou contente com asa maioria dos capitulos, acho que em juitos deles nao estou sendo real conmigo mesmo, estou tentando aparentar um persongaem, me viendo como um pesonagem de uma grande tragedia, isso me incomoda. Acho que escreve eh ttransmitir a essencia da tua alma, eh ocmo um poema, e que dificil eh escrever, porque na escritura da para transmitir muita falsidade, da para ser falso escrevendo, eh uma ponderosa arma.

Nao, eu n ao quero ser falso, eu quero ser. E sim, serei, serei porque estou vivo. Acabaram/se os meus medos. Naesotu nem ai com morrer ou ser julgado, mas serei eu. E agora tenho vontade de assaltar um banco e fazer a revolucao no brasil. Sera que terei coragem de roubar um banco. Pegar num a arma e dizer que aquilo eh um assalto. Me vejo fazendo, e as vezes sinto o fetiche de fazer isso fantasiado de mulher. Imagina, asslatar um banco com uma ak47 fantaqsiado de mulher. Ralmente vou enlouqeucer, acho que estou enlouqeucendo mais a cada dia, e quao bem me sinto ao enloquecer.

Isso eh o que lhe disse a fada madrinha que tanto me amava no rainbow gathering. Lets be crazy. E vou te dize ruma coisa, mesmo que talvez seja se apegar a uma pessoa, agora, neste exato momento, tomei a decisao que se o Fabian nao chegar para viajar conmigo o vou sequestarar em thessaloaniki. Tipo, pelo menos isso esgoratria todas as minhas energies, sabendo que fiz o maximo possivel para fiajar com esse amigo qa quem tanto amo. Perdamos a vergonha e sejamos todos irreverentes.


O motivo pelo qual eu amo, eh porque o sinto. E tambem porque neste ultimo ano e que estivemos juntos sinto quanto ome transformei. Nisso gostaria de entrar em profundidade. Acho que em qualquer coisa em que entrar em profundidade consegues descobrir a verdade. Sim a verdade. Eh compelxa essa palavra, mas existe a verdade e essa eh deus. A minha mae estaria super contente ao escutar essa palavra, mas coitada, nao entenderia nada o que estou dizendo, porque nao tem nada a ver com religiao ou cristianismo, tem a ver com ser, talvez com espiritualidade, mas tem a ver com sentir vida, tudo o que eh vida, em ti e no mundo.

E sim, tanta vida sinto a cada momento. As vezes me preocupo e me pergunto o que farei quando o fogo acabar, talvez um dia o fogo acabara. Sinto que as vezes, durante breves segundos durante o dia o fogo se acaba, entao fico numa attitude niilista de nao querer fazer nada, nem de contemplar, eh o nao-ser. Muitas vezes sinto o nao ser, eh tudo se torna repetitivo. Por isso preciso de me estimular novamente, sempre crescendo com essas experiencias de nao ser.

O que me estimula nesta vida. E as vezes questiono muito isso, disso de sempre me auto estiumular. O que me estimula nesta vida eh o desconhecido, eh o querer mais, eh o querer ser livre, eh o querer.

O querer eh a minha vontade de todos os dias. Sinto muita vontade e ela se conecta com o ego. Gostaria de explicar tudo isso que estou escrevendo bastante racionalmente, porque elas fazem parte de toda uma concepcao filosofica que desenvolvi a traves de varias experiencias e conversacoes.

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Saturday, September 05, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 84

Pulavamos na bahia de Metilini com as balsas que foram escondidas horas antes em um onibus e duas vans, eu ia com outros oitenta ativistas tentar bloquear e talvez invadir o navio militar, minha irma pulava na bahia sem balsa e era resgatada por uma garota que provavelmente a confundiu com uma turista exaltada.
mas enquanto o grupo frontex avancava nadando com maxima velocidade pela bahia apareciam barcos motorizados da marinha e do exercito que nos ameacavam com suas ondulacoes e seus charcos de agua.
enquanto isso na beira da bahia ativistas enfrentavam a policia, viveno momentneamente o sonho anarquista, nisso uma mensagem que dizia Frontex Kills trazia algo de conscientizacao a populacao que observava o espectaculo do bloqueio da bahia admirada. policia continuava a sua perseguicao de barco as balsas, mas com nos - supostamente europeus - eram mais cuidadosos em nao nos atropelar.
em mitilini chegavam milhares e inmigrantes atraves de balsas, que depois eram retidos como objetos dejetaveis em campos de concentracao pos-nazistas. srilankeses, turcos, russos, e meia asia mais estavam encarceraas em poucos metros quadrados por pessoas que sonharam em estar um pouco mais livres. muitos morriam no mar, atropelados por barcos militares inescrupulosos que faziam a segregacao entre europa e o resto do mundo.
estavamos em lesvos, ilha grega a 25 kms da costa da turquia, a praia era bela e eu mergulhava, pensando na beleza de viver e nas grandes contradicoes de tudo o que eh, mas sim, iamos ate o campo de concentracao, shut down pagani! no borders no nation stop deportation, para tentar pressionar pela liberacao de prisioneros.
eu mergulhava, sabia que tudo era ativismo vivo mas precario, com um pe a frente mas outro atras. ameacavamos mantendo o conforto, voltarimos ao estado natural de nossa guerra de resistencia sem diretmente confrontrar. mas eu calava, estava viajando, ainda vivendo a revolucao em meus sonhos, contemplando antes de atuar. transformando. mas sim, preciso de extremos, e aquilo era centro. as atividades me cansavam, me pareciam pirotecnicas, talvez; mas de vez em quando era tao bom gritar, fazendo confabulacoes, reunioes secretas, tirando baterias de celulares, se sentindo uma real ameaca, um terrorista, um anarquista dos novos tempos, de um periodo perdido no meio da guerra e da paz. porque sim, no acreditavamos vigiados, , sendo vigiados, terror e muito mais, bring caos to the city, destroy and create. world orld, smash civilization. grupos de afinidades, acoes diretas, reunioes estrategicas ate a caida da lua e o chegar do amanhecer. eram belos os planos, mas la estava eu, mergulhando, sentindo, novamente mergulhando. o fabian calava. eu tambem. as vezes nao era necessario falar.
os prisioneiros foram libertos mas a prisao continua la.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 83

Sentiamos a liberdade e por isso decidiamos continuar correndo, sempre vivendo, pela slovakia, pela hungria, e pela romenia. as ciganas apareciam com seus vestidos roxos cor de mel, enquanto um temporal caia dos ceus. nos resfriavamos contente, sentindo o cheiro molhado de um cafe. dormiamos a noite, na casa abanonaa de madeira e cheia de po, para ver o sol que nos sacudia no dia seguinte em quanto apareciamos na estrada e um camioneiro alegre nos parava. e assim atravessavamos a transivlvania e a bulgaria, dando adeus a europa e dizendo bem vindo a asia. era istanbul que encontravamos.

viamos a metropolis dos quatro caos crescer como parede de conflito e cimento, mas no laberinto eterno do passado que ja foi aprendiamos com o barulho sonoro do mercado e dos furmigueiros humanos que fluiam. encontravamos uma menina rica que gritava a nome da sua empregada e fugiamos de sua casa tentando reencontrar algo de ar. viamos um predio abandonado, e depois um parque, e outros tantos palacios improvisdos onde dormir. nisso encontramos os desconhecidos que observavam as revelacoes do fogo, quando eramos convidados por um outro nomade que em sua paragem nos acolhia. por isso iamos ate as ilhas, observando na tranquiliade de uma praia deserta a luminosidade infinita de istanbul. certo que pensavamos no maldita que era a luz das cidades que apagam as estrelas, mas a ritmo de musicas cantadas me lembrava dos momentos infimos desta grande travessia chamada vida.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 82

Eu falei que se ele nao aparecesse o iria sequestrar. como nao fazer-lo, se depois de tanto tempo tentando esquecer-lo ao encontrar-lo por surpresa numa ilha da grecia senti palpitacoes que me levavam ida e volta infinitas vezes pelo espaco. visitei a lua e voltei, pensava ao abracar-lo, ao sentir esta parte da minha vida que tao ausente estava, uma vez mais.
fabian. ainda tremo ao escutar este nome, ao tocar-lo, ao observar o exato segundo em que acorda.
o tinha sentindo desde a asia, a mil kilometros de distancia quando estava encalhado num barco que saia de Istanbul. mas ao ve-lo me assustei, me assutei como se tivesse visto um fantasma que tinha morto e agora desde o centro da terra acordava, para ver-me uma vez mais. meu amigo, meu grande amigo, tanto orgulho nos separou durante tanto tempo, que so um acidente postrado pelas divinidades nos voltaria a reencontrar.
e ali estavamos novamente. vas embora, vas embora. nao, sim, sim, nao. nao sei.
quero que venhas pra india conmigo. ele nao acreditava. mas que importava, eu queria, sim, queria. porque so depois de muito tempo, ao aprender estar sozinho, dava valor a essa amizade. tinha feito dele objeto do meu amor, sem entender que minhas perturbacoes de espiritu era minha forte contraposicao com todo o universo.
porque sou areia e nao deserto, porque sou eu, e nao todo. mas sim, yin yang. a vida flui, a par, me vendo nos dois ao mesmo tempo, fazendo do que eh tudo nada, e do que eh nada tudo. tao dificil, mas nossos espiritos avancavam por trilhos desconhecidos, quando jogavamos xadrez e apenas decidiamos descubrir o mundo, vencendo tempo e espaco, na beleza de uma amizade, amo, amava, amarei, o mundo, o futuro, o presente o passado, tudo o que foi, e sera, para sempre, transformando. me sinto tao forte como o vento. por que, porque me dizes isso, mas o vento so sentia, o vento so sentia, e voce no meu oposto, no meu oposto que me estimula que me ensina, com o qual aprendo, e vamos longe.
sinto yin yang com o mundo da mesma forma que sinto yin yang com voce. voce minha forca oposta neste mundo, tanto me interconnecto, fluindo do que eh tudo para o algo e do algo para o tudo, meu ego tao forte contrarrestando a tua leveza que flui, o meu caminho que procuro obstinado fluindo com a tua corrente de agua, o meu sentimento impulsivo contrarrestando com tuas decisoes mesuradas, meu ego contrarrestando com o teu nao-ser, tantas simplificacoes nao explicariam o que eu sinto por voce sempre me estimulando a mutuamente a ser.
sim, eh certo, estou viciado em voce, interdependente, tua presenca, maldita seja a tua presenca. fluirei te deixando, sim sempre serei mais forte, crescendo, mas sim, te lembrarei, te lembrarei, e por isso voltarei. negra, negra, negra, negra eh a luz que aparece sempre no meu deserto cada vez que estou so, cada vez que me lembro das noites de dos trilhos, dos trilhos andados em transicao a quatro pes, quando a luz do trem aparece nos levando para o desconhecido. amigo, amor, tudo o mesmo em invariaveis diferentes. sim. nao.
life flows.

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Two feet on earth

I have two feet on earth
but my mind is always away
dreaming
my heart is the source
of infinite desire
and entrangles itself with
sorrow an passion
but my soul feels the
awkward frustration
of the tragedy
that is imposed
on the path of every dreamer
It is this
ongoing battle
between joy
and want
that marnes the life
of the being.
there or here
where am I
if it is all the same.

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Friday, September 04, 2009

Pes sobre a terra

Tenho os pes sobre a terra
mas minha mente
sempre voa
explorando com a
voracidade de um sonhador
os limites sem horizontes
de todo alem.
Entao meu peito sente o golpe
de tanto desejo
que sempre insaciaveis encontra
a angustia corrosiva
da frustracao

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nada

Sali de la nada
para existir
para ser libre
pero me siento muerto
oh crueldad
cuanto me ha enfermado
esta civilizacion
que ahora quiero
enloquecer encloquecer renloquecer
para perder todos mis miedos
y ser libre
otra vez

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Thursday, September 03, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 81

Na manha seguinte sou acordado por um carcerario que me diz que em vinte minutos iria ao tribunal. os sri lankeses me oferecem a suas melhores roupas, mas eu digo que nao, nao eh necessario, pouco me importava aparentar decencia burguesa ante uma justica indecente.
ja no carro da policia olhei para os meus amigos srilankeses, que disputavam os pequenos espacos da janela para me ver partir.
-you are illuminated- gritaram.
lhes desejei vida. mas um soldado comecou a gritar e fechou a porta do veiculo, fora via a prisao, os carcerarios, as grades, os arames de pua, os prisioneros que nos observavam desde as janelas, e o sol.

no tribunal a juiza nos olha, vejo a minha irma, estamos leves, fluindo, estamos bem. antes de nos separar-nos tinha lhe dito que fosse forte, que vivesse, que tudo viesse, porque tudo eh vida. lhe abracei e lhe disse te amo, ela estava tranquila, confraternando com suas novas amigas da moldavia, entre elas uma garota de cinco anos que estava presa com a mae.
a juiza nos olhos por treinta segundos e decidiu a nossa deportacao, ironicamente seriamos deportados para a slovakia. no carro da policia nos encontramos com outros dois turcos, que apos varios dias presos seriam deportados para Istanbul. ri do ironico da situacao, nos queriamos ir para Istanbul e eles queriam ir para a Slovakia. pedi o numero de telefone, dizendo-lhes que amis cedo que tarde os visitaria na turquia.
eles sorriram, tinham o olhar calmo, de gente simples que foi maltratada, mas paz, sentiamos paz, seriamos livres novamente, voltavamos a viver foras das celas. entre nos existia uma conexao especial, fomos prisioneros da mesma prisao, cidadoes de segunda classe num mundo de castas. sim, o mundo vai mudar. esta mudando a cada dia, conmigo, contigo. nao lhes disse nada, mas o olhar da pessoa que se sentava a minha frente bastava. silencio. as vezes era tao bom o silencio. a luz do sol era radiante.
afinal nos encaminharam para a fronteira, deois d evarias horas de espera nos deportaram oficialmente. fomos encaminhados ate a slovakia, onde seriamos ilusoriamente livres.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 80

Os srilankeses me deram a bem-vindas, os meus novos companheiros de cela estavam la a seis meses, num quarto de pouco mais de quatro metros cuadrados onde eram retidos pela maior parte do dia. que cruel, que cruel era este mundo. afora havia uma pequena janela onde via os raios de luzes, e inlcuso a floresta, a floresta onde a milhares de arvores de distancia se encontravam os hippies, vivendo e amando. os contrastes de vida me mortificavam com uma forca renovada. tanta felicidade e tanta crueldade em tao pouco temop, que me sentia caindo do ceu e soterrado na terra ao mesmo tempo, com os pes sobre a areia e os sonhos no espaco. ahh que cruel era ser uma ponte entre o terreno e o divino. humano, sou tao humano que sorria, que sorria da minha propria desgraca, abracando a esses companheiros que tristes e contentes me olhavam.

A celas abriam-se e um carcelario me levava ate um quarto onde as minhas pertences seriam minuciosamente registradas. apos o proceso burocratico sou levado ao banheiro com os outros prisioneros que nesse dia chegaram e sou oferecido uma ducha fria que durante breves instantes me refresca, fecho os olhos, tentando pensar que estou na agua de um rio, num grande rio que flui, que me carrega, que me leva. mas os meus olhos abrem-se e vejo aquela prisao, aqueles carcelarios podres, e aqueles prisioneros martirizados que foram presos em plena montanha por tentar um sonho menor. corajosos aventureros que morreram em guerra, passaros voadores abatidos no ceu. meus amigos.

voltava para a cela, e enquanto um sri lankes rezava para a virgem maria, o outro rezava o quorao, e o outro cantava um mantra para shiva.

e vc, nao tens religiao. minha religiao eh esta vida, dizialhes, este universo que neste exato instante sentimos. os trens sorriam, e eu tambem, estavamos presos, mas seriamos para sempre livres.

me contavam sobre a sri lanka, sobrea india, e eu lhe contava sobreo s meus planos de transformar o mundo, de recorrer a asia, de visitar o sri lanka, de aprender com o hinduismo, e com todas as religioes que atingem a espiritualidade. eles me contavam sobre seu sonho de ir para a europa, sobre os soldados e as guerras que morte traziam ao sri lanka, sobre a perseguicao religiosa, sobre o odio racial, sobre este mundo tao enorme no qual estavamos.

ahhh, tanta raiva e tanta forca sentia. tanta vontade. quero sair, quero sair, quero sair, quero ser livre, mas nao podia, as luzes apagavam-se e eu dormia.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 79

Os soldados nos ofereceram cigarros e nos deram atum, mas estavamos presos, detidos no meio de uma floresta montanhosa nos Carpatos. Pensei na minha irma, e uma obra de teatro, uma tragedia de vinganca aparecia vigorosamente em minha cabeca. me via matando um a um todos os soldados, dois anos depois, por vinganca, por eles terem abusado da pobre coitada que me acompanhava. sim, admito que foi paranoia, mas naquele momento a imaginacao eh o unico fertil que te permite viajar, e infelizmente a minha mente eh tragica, por isso me afundava muito mais do que voar. que venham! que venha tudo, que venham todos, porque os materei um a um, com gosto, com prazer, me revigorando com cada pescoco cortado com meu proprio punho.
pouco depois chegavam outros dez soldados, que nos levaram como botin de guerra ao centro de detencao. muitos interrogatorios depois eramos posto novamente em um carro militar, supervisionados, sempre supervisionados por inspectores que nos tratavam como os prisioneros sem liberdade que eramos. e nisso tocava na radio a musica I want to break free, e nesse isntante, conectado com todas as armas que anteriormente tinha visto, me vi em vida, me vi em vida lutando por um mundo melhor, sem as autoridades, sem esta maldita autoridade que nos domina. todos eram tao ingenuos, tao burros, tao pobres, eram seres humanos que nao sabiam, absormvvidos por uma maquinaria, seres que pararam de sonhar, que foram roubados de viver, que foram enterrados vivos e com uniformes militares. malditos estes soldados que tanta maldade hao trazido ao mundo, mas com ele acabaria, porque eu era guerreiro, sim era guerreiro, mas agora estava preso.
a porta da minha cela abriase, e pensava que la passaria uma pequena eternidade. conmigo haviam outros dois moldaveses e um ukraniano. olhava para eles, mas calavamos, era muito cruel, liberdade, liberdade. o mundo era cruel, e nada entendia, tantava enfrentar, penetrar os olhos dos carcerarios, dos brandos carcerariso que abriam e fechavam celas encerrando seres humanos. onde estas, onde estas_ mas neles nao via humanidade, apenas uam sobra vagante, que se arrastava, que nao entendia, que sorria!

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Crônicas de uma viagem sem rumo 78

amanhecia e via aquela floresta sentindo que estava na hora de continuar, de ir para o mundo, porque aquele mundo era meu. sim, porque iria perder todos os medos e apenas fluir, ser, vivendo a vida. e justo quando isso realizava sentia aquele vento forte que batia no rosto, me acordando, me levantando para esta vida que me chamava. me sentia tao leve e tao forte quanto ele, motivado para viver, para descobrir a asia, rodar o mundo inteiro ate voltar ao Brasil atravessando oceanos e desertos, por terra e por mar, para finalmente me construir e me desconstruir, com os hares, com os asccetas, com os hindues, com todos que de alguma forma descobriram a magia de viver, para apos, apos e durante isso voltar ao brasil e forjar a revolucao. eram meus sonhos que faria realidade, mas sim, ainda tinha muitos desafios, os sentia na pele, os sentia nos primeiros segundos acordados, na transicao de tempo, onde ainda a realidade nao se solidificava, onde ainda sentia os vestigios dos deuses.
tanto medo ainda tinha, mas sim, os venceria e fluiri porque esse era o desafio da vida, se conectar, se conectar com tudo o que eh. amor. tanto amor sentia em todo o meu corpo, em todo o meu ser, e sim que feliz estava.
descia aquelas montanhas correndo, despedindome dos meus amigos hippies que tanto amor me deram e tanto me mostraram, para encontrar a minha irma ladeira abaixo. em frente a nos mostravasse novamente a grandiosidade dos Carpatos, que atravessariamos novamente como clandestinos, para tentar voltar para a civilizacao, para a Uniao Europeia.
Assim faziamos, e assim acreditavamos ter feito, quando vimos aquela barreira, a passamos novamente, pelo mesmo buraco pelo qual haviamos entrado. um e outro lado, apenas dualidades que significavam um.
mas assim quando terminavamos de passar a barreira cinco soldados com armas vem correndo ate nos, gritando em uma lingua desconhecida, e ordenando que nos agachasse. pensei que era o fim.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 77

A lua estava cheia e comecava o ritual, aaaaaoooooouuuuum, om, om, om, e um grande fogo por alguns instantes iluminava o ceu. e nos dancavamos ao redor, minha irma contente, eu por primeira vez em muito tempo fluindo. natureza bela que transitava em meu peito. por um instante a escuridao da noite se iluminnou, e nao enxerguei mais lua, mais natureza, e mais ceu. vi tudo em um. senti a energia da vida, que antes em mim esquecida estava. nos contrastes, no peito , no peito tocado uma vez por Diotima, ou por Ana Om. ja nao era um guerreiro ante um enorme deserto, meus sonhos ja nao se perdiam na escuridao, eu era tudo, tudo, tudo o que ha e sempre foi.

depois andava pelos campamentos dos elfos, com suas casas de arvore, perdendo na esucridao da floresta viva que me susurrava aos ouvidos -vida, vida-, os galhos indicavam os meu passos, assim observavam os passaros. entao descendia novamente ao vale, onde varias cabanas de indios acolhiam aos conectados que cantavam novamente om, om. mantras psicodelicas acompanhadas com os chas das indias, com o cheiro do bosque, com o calor do corpo, do fogo.

entao caia num sono pesadamente leve, para acordar renovado num espaco de tempo instigado com o furor dos gritos de hare, hare, hare krishnaaaaa, hare, hare, hare, krishna. e volto ao fogo e o que vejo eh algo que trascende a guerra e a paz, sao guerreiros que tremem em transe. sim, todos tremiamos em transe ao redor de um fogo que chocoalhava todos os espiritus fazendo momentaneamente de tudo um. e via o nikita, sim, como sentia o nikita, este amigo que compartilhou conmigo tantos resseios. algum dia o verei em moscou.

mas entao escutava a musica que me rememorou o inicio da minha viagem, eram duas mulheres que ha dois anos tinha encontrado na reuniao intergalactica, e me rememoravam el pajaro del fuego, y Catarina sou guerreira da luz. entao me sentia como a extensao do universo, como energia procedente do bigbang para apenas ser, amando e transformando. a lua se escondia e pouco a pouco observava a transicao que me mantinha acordado vivendo um novo dia.

as nuvens voavam em quanto escutava o som da arpa, contemplava, shanti, contemplava, sorridente, em paz, em guerra, vivendo.

que hermoso eres.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 76

Eu observava a lua crescer quando uma fada madrinha apareceu no meu caminho. me disse que tinha sonhado conmigo, e que enxergava minha aura verde, verde como ela, verde como a terra. me disse que eu era ela, e ela era eu, que se enxergava em mim, em em mim tudo o que eh, deus, luz e sobra, conflito e paz, tudo e nada.
ela era um anjo caido do ceu que tinha se abalancado sobre mim para inspirar, para abrir cantando e dancando levemente algumas portas, pesadas portas que me obstruiam e me separavam de toda luz.

quao agradecido dela estou, que nunca em minha vida recebi tanto amor. mulher magica e fantasmal que guiou o meu caminho, diotima da minha vida, tanto me inspirou.

lhe dizia que tinha medo de mulheres, e ela ria, comprendendo com sua sabiduria juvenil os meus conflitos de menino. ela era lunatica, uma lunatica vinda da lua que me acordava no topo da montanha todos os dias cantando, me mostrando os seus grandes olhos azuis que se refletiam simultaneamente em tudo e que eh e em minha alma.

va embora, lhe dizia, va embora, mas ela ria, era diluvio ou sol ela estava ali, me acompanhando sempre, me acordando, esperando a transicao dos meus sonhos.

lhe dizia que ela nao merecia por mim ser amada, que tinha medo de seios, e que em poucos dias continuaria indo embora, fluindo, longe, longe dali, sem nunca mais ve-la, sem nunca mais sentirla.

mas ela nao se importava, me amava sem receios, descontroladamente, me possuindo, fazendo do meu corpo o seu. mulher maluca, mulher maluca, que acorda em mim todos os desejos. mas eu sou sombra, lhe dizia, sombra em esta floresta de luz. nao, dizia ela tocando o meu peito. somos transicao, sombra e luz, tudo e nada.

e sim, tanto comprendia a harmonia dos instantes, do fluir entre a meia noite e o meio dia. e quanto cantava, ela foi embora, eu fui embora, mas somos, mas amo.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 75

O diluvio do ceu anunciava a nossa chegada, a nossa frente haviam uns veinte hippies que tinham chegado ha poucos dias atras. Sentia uma paz serena que contrastava com o meu espiritu. Tinha vindo ate este lugar para me curar, para curar os disturbios de alma que me tinham frustrado, para superar essa oposicao tragica que sentia entre mim e todo o universo. nao queria ser mais aquele grao de areia solitario que ve ante sim um enorme deserto. nao queria mas me afogar como uma gota num enorme mar.
nao sabia o que sentia, mas dentro de mim gemiam perturbacoes do ser, um grito que parecia emanar desde o proprio centro da terra, proclamando para todo o espaco a minha solidao. talvez era a fortaleza do meu ego, quanto mais poder sentia no meu interior mais oposicao fazia com tudo o que existia. que dificil era ser assim, que dificil era acordar, abrir os olhos, e viver. porque eu sou eu e nao sou tudo o que eh. porque nao amo todo o universo se no meu interior ha tanto amor.
nao sentia, nao entendia, apenas via travas e mais travas e um enorme deserto que como desafio de vida se postrava ante mim. sim, o recorreria, me desconstruindo e reconstruindo, aprendendo sempre, vivendo. quanto amo o desafio da vida.

Eu sentia luz emanar de uma hippie que me olhava diretamente aos olhos, uma tal de Maria, que tinha atravessado metade da Russia para estar ali, naquela comunidade onde muitos seres que buscavam viver, realmente viver, se encontrariam. quanto amor sentia dela fluir, apenas um bem estar lucido, uma capacidade de fluir com o rio que eu atraves do meu ego nao tinha. eu necessitava procurar os caminhos, sempre procurar e forjar as correntes que atraves de mim passavam, eu contrarrestava tudo como um muro, mas ela nao, ela era leve, amava, fluia.

civilizacao, tanto tem me adoentado esta civilizacao.

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Wednesday, September 02, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 74

Abro a cerca, sentindo naquele momento o simbolismo de toda uma luta. embaixo de nos se encontra o primeiro povoado ukraniano, vemos a suas pequenas casas, sentindo de longe a vida normal, completamente afastada do barulho da europa, que daquele lado da cerca ainda escutavamos.

sim, tao calmo era o silencio que as pessoas sorriam e nao entendiam. era o sentimento de ser forastero. esta era uma terra desconhecida e nos nos apresentavamos como o novo, como o misterio, como a personificacao de tudo o que ha do outro lado, tinhamos aparecido selvagelmente desde as montanhas, e estavamos sujos, cansados, mas vivos, tao vivos que a pesar do cansancio sentia a necessidade de correr, porque senao seriamos esmagados pelos soldados, por essa artilheria, por toda essa civilizacao belica que ante nos se apresentava. eramos forasteros clandestinos, e por ende perseguidos, por isso pouco poderiamos ficar na civilizacao, teriamos que correr, fugir, nos libertar entre as arvores que continuamavam cantando, voltem, voltem. mas nao, iriamos em frente com passo decidido, ate que uma velha murcha, que parecia ter sobrevivido duas guerras mundiais, o ataque de stalin, e a caida da uniao sovietica, se coloca ante nosso caminho como um muro ipenetravel. nao teriamos outra opcao a nao ser entrar em sua casa, e aceitar o vodka que ela com tanto amor nos dava.

aquele pais estava inundado com vodka, so perceberia isso varias radiacoes de tempo depois, mas que importava, ela sorria tao contente, tocando os lisos cabelos da fernanda. talvez estava pensando nos suplicios, nas tragedias, nas aventuras que seguiam viajantes que vinham tao de longe. porque sim, para ela nos eramos aparecidos, representavamos o proprio desconhecido, que personificado em nosso corpo se manifesetava ante ela, ante uma velha que do mundo muito tinha vivido mas pouco tinha conhecido. por isso naquele breve istante tambem sorri, assentindo com a cabeca, e disfrutando o tempo, com ela, com sua velhice viva que no meu olhar tanto se contrastava. eis vida, amiga minha, vida. mas entao percebia que deveriamos ir, mas nossa forca contrarrestava tanto com a velhice estancada daquela casa que os galos sentiram esse choque de forca e comecaram a cacaricar, pelo que larguei o pao com gordura e o copo de vodka, lhe agradeci sorridente e sai.

corrimos pela estrada, ate que um carro parou, e passando por varios povoados que me remetiam ao passado, nos levou ate Ljuta, o ultimo atisbo de civilizacao antes de nos adentrar por trilhos de lama, que nos levariam ate a comunidade alternativa que tanto desejavamos encontrar.

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Tuesday, September 01, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 73

cheguei na asia. yin yang. a vida flui.

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Monday, August 24, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 72

La estavam as montanhas que deveriamos atravessar. Nao poderiamos continuar na estrada, a Ukrania exigia um visto que nao estava nem ai em pagar, era muito mais emocionante ir pelas montanhas, e desde que comecei a viajar o que estou procurando eh aventura. principalmente agora, que estou viajando com minha irma, eh necessario quebrar as barreiras, os limites, e nao me importava, nao me importava com nada. eu so tinha uma bussola e aquela vontade enorme de andar pra frente, era um sentimento que bate no peito, que nao se explica, e so se sente. talvez era o proprio sentimento da vida batendo trepidantemente em meu ego. folego, folego! mais rapido! mais ela me seguia cansada, coitada, mas as montanhas eram altas, e belas, e tudo mais, porque a floresta escurecia e tampava o sol, mas nos continuavamos andando. ao leste! sempre ao leste! ate dar a volta ao mundo, assim, a pe. mas minha irma nao acreditava, queria fazer uma pausa. nao, vamos, eh do outro lado, iremos ate o outro lado. faziamos uma pausa e quando isso acontecia o silencio cantado da floresta se entrometia entre nos.
sim, aqui e agora estavamos atravessando as barreiras ficticias colocadas pela humanidade, para viver, viver plenamente. acaso te esquecestes o que eh viver? talvez era um louco que fluia com meus pensamentos, fazendo do pensar e do sentir um. tanto aprenderia, mas naquele momento nada entendia, so queria andar em frente, como coracao batendo cada vez mais rapido, estavamos numa missao especial, fazendo a trilha dos clandstinos, das mafias russas que traziam pela mesma rota pobres ilusos de toda parte do mundo.
nao confiava na bussola, nao sabia se funcionava, mas pouco importava, continuarimos indo. indo, indo, sempre indo. mas sim, minha irma tem razao, estavamos perdidos, indo pelo caminho errado, apenas entrando na densidade da floresta, dos carpatos, daquelas inmaculadas montanhas que nos davam as bem vindas em seus misterios. talvez nos perderemos para sempre, mas nao, minha irma tem razao, o caminho era pra la, a bussola estava certa e os batidos do meu coracao estavam errados. talvez eram os polos magneticos do norte me chamando, mas tinhamos que ir ao leste.
assim o fizemos, andamos mais e mais, subimos picos para depois descende-los, escorregando entre folhas secas, terras, e arvores. embaixo escutavamos um rio, e la encima novamente vimos uma grande cerca. eh a fronteira, a fronteira do tudo que agora naquele exato momento iriamos atravessar.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 71

Sao cinco horas da manha e somos acordados pelos primeiros passageiros da estacao. Tento fechar os olhos novamente, ainda nao percebendo que estou em Bratislava, capital da Slovakia. Ha tres dias minha irma e eu nos escondemos em banheiros de trens e pegamos caronas, tento disimular o tedio da espera lendo as paginas de Robinson Crusuoe, as paginas sao interrompidas de vez em quando por passageiros que querem usar o banheiro, mas quando isso acontece barramos a porta impedindo suas entradas. na austria a estrategia nao deu tanto certo, e em um trem que ia de Insbruck para Linz, os controladores descobriram o nosso compartimento privativvo e decidiram chamar a policia. polizei! polizei! gritavam, numa atitude que diferia bastante dos controladores do resto da Europa, que pouco se fiavam se havia alguem com ou sem passagem. eramos expulsos do trem e nosso passaportes entregue a policia, isso tinha acontecido na suica, mas naquela ocasiao nao tinha mochila e era noite, pelo que tinha optado por correr e me esconder debaixo dos vagoes dos trens. sabia que na austria nao seria possivel fazer o mesmo, e tambem nao era tao necessario, na suica eu estava ilegal, na austria estou legal. carimbos no passaporte podem fazer uma enorme diferenca na hora de decidir como lidar com esta maldita autoridade que nos domina. a policia nos controla, mas apos um tempo em que ameacam nos prender por nao ter dinheiro somos liberados e diexados em liberdade. a continuacao andamos ate a estrada, e uma carona depois chegamos em Vienna.

Vamos avancando rapido, tao rapido quanto a lua que cresce a cada dia, mas nao temos mais energia, buscamos um lugar onde dormir, e quando acordo varios pasaageiros circulam ao meu lado. ainda nao sei onde estou, os paises parecem mudar, mas eu continuo viajando num mundo paralelo, ainda muito abstraido de toda mudanca fisica. estou viajando por um deserto onde o Tomas continua em uma transicao entre luz e obscuridao. mas o movimento dos pasasgeiros se faz cada vez mais intenso, pelo que eu e minha irma somos obrigados a acordar e dar bem-vinda a este novo dia que se presenta ante nos.

Passamos o dia em Bratislava, e na tarde seguinte continuamos com a nossa estrategia de nos esconder em banheiros, nessas alturas posso fazer uma detalhada comparacao dos piores e melhores banheiros de toda a Europa. Os melhores estao na Grecia, os piores estao na Bulgaria.

O fedor nao eh tao suportavel, mas queremos chegar no Rainbow gathering o antes possivel- a reuniao hippie anarco primitivista que se levara a cabo em poucos dias mais nas montanhas da ukrania. para entrar na urkrania precisamos de visto, mas a nossa vontade de viajar eh maior que as fronteiras artificiais que existem nos mapas, pelo que poucos trens depois chegamos no ultimo povoado da slovakia, ante nos encontram-se os Carpatos, a cadeia montonhosa que deveremos atravessar clandestinamente e a pe.

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Thursday, August 20, 2009

Cronicas de uma viagem sem rumo 70



Entre as rocas encontro uma caverna onde ficar so com o mar. a uns kilometros existe um pequeno povoado onde as mulheres ainda fazem lutos pelos maridos mortos. talvez foi a mafia, talvez foi a vida, mas elas estao so. tomo un gelato de ciocolatto e nocciola, a pesar de nao ter atravessado o sahara disfruto estar de volta na italia. comeco a escrever escutando as ondas do mar, encontrei um paraiso perdido na ponta mais deserta da sicilia, num lugar perto de Mazara. nao muito distante daqui encontra-se Corleone. os dias passam, vivo novamente. Decido voltar a civilizacao, me escondo num trem, chego em Roma.
Daqui alguns dias comecara o G8, pelo que decido ir ao squat de ativistas politicos que conheci na minha ultima estada em Roma.
pouco depois chega minha irma.

As barricadas estao pegando fogo, pedras voam pelo ceu, a policia nos cegue, a cidade eh um caos. Corremos, a policia comeca a prender, avistamos uma escola, no escondemos. os professores confabulam, talvez nos denunciaram. encontramos uma amiga, fugimos em seu carro, nos perdemos no transito de roma, vamos a uma outra manifestacao, sao os ativistas anti g8, temos o mapa da crisis, bancos, inmobiliarias, tudo serao o alvo de acoes diretas. agora corremos ate a Roma Termini, a estacao central. ocupamos os binarios, os trens param, a policia chega, sao centenas, comecamos a escutar bombas de barulho, gases lacrimogenos, pedras, nao temos armas, mas resistiremos com pedras. correria, a policia prende novamente.

no squat estao todos preocupados. duas ativistas alemas do nosso coletivo foram presas, a foto de uma delas esta na capa de La Republicca, o squat pode ser alvo da policia. se faz uma reuniao, falamos baixo. na manha seguinte acordamos cedo, os ativistas poloneses preparam sua comida vegana, os italianos continuam com o seu latte machiatto. nos vestimos todos de preto, algum que outro lenco roxo. v de vendetta, v de viola. todos vamos rapido, em poucos minutos teremos que nos juntar com outros ativistas na estacao. vamos longe, a um outro suburbio de roma onde existe um campo de concentracao para inmigrates. desta vez tudo eh pacifico, mas escutamos o grito dos prisioneros. prisionero! que cruel eh este sistema.

faz muito calor no l'alquila. muitas bandeiras comunistas, eh uma enorme passeata anti globalizacao. a cidade foi destruida por um terremoto, vemos varios campamentos da protezione civile, muitos policiais, helicopteros, a poucos metros encontram-se os lideres do mundo confabulando a reforma do capitalismo, inclusive o lula. sinto tanta ira, tanta ira, comecarei a atuar, nao creio que ninguem possa me julgar por matar o sarney. o lula distribui camisetas do brasil, o obama sorri, o berlusconi tambem, mas na rua existe o simulacro de guerra. gases por todos lados, somos a pequena ameaca. a brincadeira de protestas. isto eh ativismo de brincadeira, todos sabemos disso, a policia nao sera vencida, ninguem morrera, o sistema continuara igual. algum dia as balas falaram diferente. o sei, o sinto.

continuamos nos escondendo em trens. deixamos o squat, varios ativistas de toda a europa tambem vao-se embora. o suburbio sul de roma nunca me pareceu tao anarquista, tao negro. ciao bella.

nos escondemos em trens. vamos a ukraina. a comunidade hippie anarco primitivista nos chama. tenho a necessidade de me curar.

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Cronicas de uma viagem sem rumo 69

a porta do deserto aparece frente a mim, a policia me segue de perto, mas nao tem acusacoes, nao podem fazer nada, isso acho. me obrigam a registrar numa pensao. o faco, mas depois saio fugindo, quero sair, entro no oasis, caminho rapidamente, eh escuro, mas eh lua cheia. saio correndo, escuto o arrastar de uma cobra, um galho se quebra, ando, ando muito tempo, conmigo so tenho agua. deixei minhas coisas na pensao para despistar, entrarei no deserto, dormirei la, caminharei pelas dunas. o vejo, vejo a escuridao infinita, as estrelas que colapsam. ahhh, o sahara. ando pelas dunas, vou andando mais e mais, as luzes do o oasis se perdem, o tempo se perde, tudo se perde. sinto o silencio, o silencio unico. e amanhese, amanhece, amanhece como nunca amanheceu, sinto o sol crescendo em mim. respiro profundamente. sou feliz.

fazem 40 graus. o beduino canta a viva voz. tomo agua e procuro uma sombra. so escuto moscas e ovelhas. tive uma aventura com ele, quanta merda faco. beduinos. muito tempo depois que parece pouco tempo. anoitece. estou num casamento, homens aqui, mulheres la. depois so estou andando numa moto, correndo pela cidade, somente escuto o barulho do motor, e os tambores do casamento. douz. a porta do deserto.

deixo o beduino, estou na estrada, a policia ainda me segue. cansei. nao consegui encontrar os traficantes de armas, nao consegui fugir do controle, nao consegui atravessar o sahara. mas estive nele, andei nele com os pes descalcos, e se nao fosse porque sinto a vida inteira fluir em cada passo, os meus passos me teriam levado longe, longe, onde nao existe mais limites, onde existe um desconhecido escuro que nao eh. mas voltei, voltei para o barulho da vida, para o desafio.

o barco chega na italia. estou novamente em sicilia.

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Grito de Mujer



Escena 1

- Acaso no suenas tu?
- Si, algunas veces (pausa) pero no los recuerdo.
- tu. tu eres muy cruel.
- tengo el derecho, la gente ha sido muy cruel conmigo.
- por que? porque me haces esto si mi vida es un teatro, y tu no puedes actuar conmigo.

(pausa)

- revelame, revelame tus scretos. Quiero saber lo que escondes en tu interior.
- no. no puedo.
- pero soy tu hermano!
- Y es por eso que te detesto, te detesto, desde el momento en que naci he sido condenada a ser tu sombra, desde entonces me he resignado a esconderme en bosques pedregosos, a obstruir los gritos que inundan mi garganta. el silencio, el silencio puede ser el mejor remedio para tanto dolor.
- estas enferma, mujer.
-Tu que sabes, eres hombre, y a un hombre se les rinde todo el mundo a los pies. Nunca entederas lo que es un grito de mujer.
- Eras tu? (pausa) Eras tu la que gritaba la otra no che.
- no. Mis gritos no se escuchan.
- Pero los he sentido, he sentido tu gemir recorriendo todo el bosque.
- Callate, por favor, callate.
- (se escucha un grito en el bosque)
- Un grito de mujer.
(Silencio)

............

rainbow gathering, ukraine.

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Cronicas de uma viagem sem rumo 68

O cafe esta cheio, e todos parecem notar minha presenca, tento nao pensar muito onde estou, mas me concentro na estoria do Tomas que no meio do deserto vive o seu amor desenfrenado por Dora. Dora, donde estas Dora. o mesmo estava perguntando, a mil realidades de distancia, no meu mais profundo interior. nisso um garoto sorri ao meu lado e me pergunta o que estava escrevendo. estorias, estorias de amor- digo eu. era assim como pouco depois, nas ruas escuras de tunis acabo me escondendo com ele num laberinto de cimento, que entre beijos de culpa me mostra que ate nas entranhas do islam existem homossexuais. sempre achei essa palavra bastante marginal, combina com forasteiro e criminal. allah, allah akbar.
um dia depois continuo pegando carona rumo ao sul, deixando as luzes da cidade para comecar a me adentar no deserto. pego caronas facilmente, e me sorprende a quantidade de militares que eistem neste pais. pouco a pouco vou descobrindo que isto eh uma ditadura disfrarcada. isso eh o que me falam, quase a susurros, num frances colonial imposto a ponta de armas sobre um povo acostumado a repressao. os motoristas evitam conversar sobre politica, existe muito medo, muitos sao os presos, os terroristas que ameacam a paz e a seguranca do pais. maldita es esta autoridad que nos domina! a frase explode na minha cabeca em quanto caminho entre estas grandiosas areias e vejo os caminhoes militares passarem entre os beduinos que criam ovelhas num sahara belo, belo, belo como o sol que agora esta nascendo.
as autoridades me prendem. eh zona militar. nao. nao. tu fais quoi ici? rien, rien. pourquoi tu tojours escris? je ne sais pas, je ne sais pas. mais, e mais, e mais, e mais perguntas circulam enquanto a mosca voa pela delegacia, pousa na nariz do delegado que continua me interrogando por quatorze horas. estou sendo acusado de invadir zona militar. mas eu so quero andar, andar livremente pelas areias do deserto. ivasor! invasor! nao, nao nao, so quero ser livre, livre, um pouco mais livre.
mas tudo era tao dificil, era seguindo por cada esquina, por cada rua, por cada cafe em que sentasse, era perigoso, talvez ate um jornalista infiltrado, o meu caderno era revisado, nada entendiam da minha letra inetendivel. que bom que nunca levei a serio as aulas de caligrafia. continuava tentando entrar no deserto, chegava a tataouine e me lembrava de um lugar muito muito longe, ha muito muito tempo atras onde um garoto era acordado para descobrir os misterios da forca. unlearn what you have learned. e isso era o que estava fazendo, desconstruindo tudo, mas ao mesmo tempo fugindo, de mim, de toda esta autoridade, querendo ir longe, longe para o deserto, longe daqui. consigo fugir para uma praia, e duas ancianas criadoras de ovelhas me acordam. que belo, que belo era o mar. sou levado a um pequeno povoado, onde todos me olham, sou o forasteiro que entrava naquelas terras distantes, mas de longe, de longe continuo escutando o barulho do caminhao militar. fujo, mas nao agacho a cabeca. um dia, um dia estarei eu na selva, porque o que sinto nao eh paz, eh guerra, guerra, neste belo mundo. maldita! maldita sera siempre esta autoridad que nos domina.

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Cronicas de uma viagem sem rumo 67

Acordo no outro dia bastante leve.
no entanto queria sair da Europa o quanto antes, o deserto me chamava com cada vez mais forca, descubro que no dia seguinte haveria um barco para a Tunisia que sairia desde Trapani, uma pequena cidade na ponta oeste da Sicilia. escondedome em trens consigo chegar na cidade a tempo para embarcar.
no porto encontro varios tunisinos regularizados que voltavam a AFrica para passar as ferias, varios me olham surpresos, principalmente uma mulher muito engracada que ao ver-me escrever no meu caderno pensa que estou escrevendo sobre ela.
falo que sim, que ela seria uma personagem dos meus relatos, ela sorri mais ainda e fala algo em arabe que nao entendo, mas que tem a palavra allah, allah. no porto ha muito barulho e finalmente embarco no ferrie,durmo as oito horas da travessia, so acordando com o barulho das mesquitas que com ocanto de allah akbar sacudem todos os ceus. saio andando, acordando de um sono que me teve muito tempo na europa. agora estava acordado, sentindo a africa, o mahgreb, que com suas ruas estreitas me mostravam uma cidade vermelha, branca, azul, com cheiros indescritiveis e pessoas que me olhavam sorridentes e misteriosas, curiosas. salam, salam, salam. mas eu ia destituido de todo rumo e caminho, apenas andando por ruas estreitas e cafes e mercados que aparecem e desaparecem aleatoriamente. a lua esta quase cheia, sento-me num cafe perfurmado a fumaca e uma musica que faz-me voltar nos tempos, abro meu caderno para escrever, no ceu observo o apice da noite, que com sua lua clara faz-me sorrir pensando no contente que estou em ter chegado aqui.

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Cronicas de uma viagem sem rumo 66

Take me far, far, far away from here.
Sinto-me preso. Ontem no calor de Istanbul tive uma visao, ia correndo, correndo entre milhares de pessoas, todas fluindo em seus propios mundos. nao. nao estou so. sou mais um, mais um de tantos, mais um, nao sou perfeicao, nao sou o universo, sou mais um entre tantos, tantos, tantos outros que por ai circulam com suas proprias angustias. angustia! sim, senti angustia! mas depois da angustia veio um sentido inexplicavel de liberdade, me senti tao leve, como se o ser um entre tantos outros me fizesse inmune, como se nenhuma responsabilidade existisse e eu pudesse apenas ser.

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Wednesday, August 19, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 65

O navio chega ao porto, e depois de um tempo que pareceu interminavel vejo os primeiros raios de sol.
A cela em que estou se abre e nela entra um carabinerio italiano. pergunta por meu passaporte e depois de revisar-lo deixa-me livre.
Livre. estava caminhando livremente por Ancona, disfrutando desta vida, liberdade, quanto valorava agora o simples fato de estar livre.
Eram aos deuses que protegiam-me nesta jornada. E o mundo voltava a ser meu, o infinito, a vida inteira para amar, para perder todos os medos, para fazer oa vontade, vivendo , liberdade, o doce sabor deste desafio se pronunciava com irrevogavel intensidade.
tinha deixado o resto do dinheiro roubado escondido no colchao, pnesei que desconfiariam que tinha me escondido no oibus, mas nada aconteceu. sentia o peso da preocupacao fluir e me sentia tao leve, que meu caminhar era quase voar.
Por isso escondia-me novamente em um trem que ia rumo a Sicilia. Para la iria, porque queria atravessar o mediterraneo e chegar ate a AFrica.
As paginas do Heart of Darkness iam motivando os misterios do Congo que agora vivos rodavam na minha mente.
Certo que ainda sentia o peso da solidao, mas sentia-me mais forte que nunca. crescendo com este sofrer que me aturdia, que me insmiscuia com desejo por esta nova travessia, nada, nada era meu limite.
depois de varios trens, 24 horas depois, chego em Palermo.
ja era noite, e depois de fazer algumas averiguacoes no porto decido procurar um lugar perto das rocas para dormir.
no meio da noite aparecem cinco covardes, que me acordam burscamente e tentam pegar meu dinheiro.
ao ver que nada tinha um deles me da um osoco, de depois os outros, e os outros.
nao sei como reagir, nao queria enfrentar-los porque estes ignorantes me pareciam perdidos em uma dimensao muito obscura onde so cabia o odio e nao o amor. o que fazer, mas sentia que cada soco aturdia a minha lama, nao entendendo como alguem violenta pelo prazer de violentar.
depois algo me disse que tinha que correr, pelo que decido sair correndo pelas noites de Palermo.
Nisso alguem que me ve chama a policia, nao queria que a chamassem, porque isso de policia vai contra os meus principios. no entanto o poder opressor chega mesmo assim. fazem que suba no carro, recuperam minhas coisas e vejo que os garotos nada tinham levado, mas a policia quer me levar ate a delegacia para que eu faca uma denuncia.
mas me nego a fazer qualquer denuncia/ consequencia polititca/ lhes digo. entao os policiais comecam a rir, apos isso o chefe deles chega e fala que eh compulsorio que eu faca a denuncia, eu continuo insisitindo, falando que nao fui eu que chamei a policia. mas eles parecem nao entender, afinal consigo sair da delegacia e encontro um predio abandonado do lado de uma igreja, onde passar o resto da noite. o meu rosto esta todo machucado.

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Thursday, August 13, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 64

cheguei na africa! conmigo so levo uma pequena mochila e o romance Heart of Darkness que roubei de uma livraria inglesa em Vienna. Tenho uma vontade enorme de me adentrar neste continente desconhecido, tantas terras, tantos povoados, tantos nomades encontrarei neste caminho. Eh o grandioso sahara que me espera, o atravessarei mas agora estou em Tunis, nesta capital perturbada, de misturas. sento-me num cafe onde varios garotos fumam chicha, observo a lua, ela esta quase cheia, a lua esta quase cheia, e quantas lembracas ela me traz. ha 28 dias atras estavamos pulando pelos tetos de Budapeste, com o Faiban, numa noite clara, rara, que nos levaria ao ceu, as alturas, para observar sob uma lua estridente uma cidade que das alturas dos tetos nos iluminava.
deixei o fabian atras e quando ele me disse que queria ficar sozinho, este irmao que era tao parte minha, algo no meu interior colapsou. entao lhe disse que atravessaria o sahara. isso ja faz uma semana, quando o encontrava fantasiado de hippie em uma festa dentro de uma universade em thessaloniki. que cidade louca era aquela, com seus ghettos anarquistas que acolhiam os insurgentes de toda Europa, desejando com suas cenas subterraneas a proxima revolucao, e fogo tacavam-se em lojas de luxo, e ate a arvore de natal foi quemada em plena praca publica. ese era o sonho anarquista vencendo o capitalismo.
tudo durou alguns dias, apenas alguns dias, mas durou. existiu. realmente existiu.
Agora que chego no Delta, o squat mais bizarro que ja conheci, apenas restam vestigios de um sonho que ainda acordado esta.
depois ia a aThenas, sozinho, porque numa noite em que via os alucinados bebendo adrenalina pelo espaco decidi que era tempo de partir, porque no Delta estava perdido, sentindo uma angustia fria de perdida, porque o meu amigo havia desaparecido.
pensei que havia esquecido de avisar que que tinha decidido irse embora, nao foi bem isso o que aconteceu, mas que importa.
eu seguia andando as estradas pela macedonia, so, disfrutando.
-estou so, so com o mundo.- o policial que me controlava ria, e por um acaso descobriu que ele tambem tinha nascido um 29 de julho, e vendose nos meus olhos em varios espelhos que contrariavam mundos opostos, refletiu na magia da vida e me deu 50 euros.
tinha ganhado 50 euros de um policial grego que me parava no meio da estrada. desde que estava so, este mundo estava virado. e foi com esse gosto de viver que decidi me esconder nun onibus que era embarcado num barco cargueiro.
porque sim ou sim, era escondido no porao de um navio que iria ate a italia que depois chegaria na africa! escutava as vozes de marinehiros gregos, mas depois silencio, os portoes fechavam e o unico que escutava escondido naquele porao era o barulho dos mtores e o mar.
o mar! me estava perdendo no meio de mar adriatico com a adrenalina subindo no peito. quando observei os turistas descerem do onibus que seria transportado senti o impulso de entrar pela porta traseira, teria somente tres, no maximo cinco segundos, antes que o motorista trancase de vez as portas.
tinha conseguido e atravessaria o mar ilegalmente num navio cargueiro, vencendo fronteiras e viviendo, vivendo sem medos.
mas agora estava trancado naquele onibus, andava ate a cabine do motorista e apertava varios botoes aleatoriamente, para sair do onibus e explorar o navio, queria ver a estrelas, as estrelas que brilham tanto no mar, mas nao conseguia, os botoes nao funcionavam e o unico que via era um enorme pote de nutella e um enorme pote de moedas que decidi roubar.
nao me controlava, desde que sai de thessaloniki, desde que estava so com o mundo, os limites haviam repentinamente colapsado, seria livre, livre, para viver todas as aventuras desta vida.
finalmente abria uma porta de emergencia e saia pelo teto, agora estava no meio de um enorme porao com mais de cem caminhoes estacionados apenas com poucos centimntros de separacao entre eles. tentava de todas formas encontrar uma escada que me levasse ate o deck, queria ver o mar, queria observar a estrelas sentindo o gosto de aventura.
depois de muita procura o unico que via em aquele laberinto era uma palanca que em grego e em ingles dizia Emergency Exit, nao sei o que passava na minha cabeca, mas decidi descer aquela palanca, no exato momento em que a porta em minha frente se abria comecava a soar um alarme em todo o parao e luzes vermelhas iluminavam-se. era o meu fim! descobririam que havia um intruso no porao do navio pelo qual decidi correr e me esconder debaixo de um caminhao,
o tempo passou e por minha sorte ninguem eme encontrou, pelo que decido procurar outra porta novamente.
desta vez tive sorte, e encontrei um elevador. apertei o botao do ultimo andar, as portas abrem-se e apareco no meio de uma cozinha vazia, nao era o deck, pelo que decido apertar o botao de fechar as potas, as portas fecham-se mas justo alguns centimetros antes do elevador mudar de andar uma mao aparece.
era um marinheiro que tinha me visto, e nao havia maneira de fugir, era o fim da minha aventura pelo mar. sou levado a uma sala onde se encontravam outros marinheiros que escutavam um jogo de futebol em grego.
apenas vejo que um deles ferve dois ovos e corta uma rodela de pao, apos isso um marinheiro que parecia ter saido da prisao me diz em ingles para seguir-lo, que iriamos falar com o capitao.
naqueles momentos sentia uma inexplicavel serenidade, nada estava nas minhas maos, mas sentia-me forte para receber tudo o que viesse. que venha, que venha a vida! sentia quase euforico ao andar novamente pelos poroes. nisto vejo que o marinheiro abre a porta, uma porta, em frente a mim vejo uma enomre jaula.
ele me disse -sorry, this is a ship. -as portas fecham-se e vejo-me trancado, a partir dali estria preso, navegando no subsolo de um navio cargueiro pelo mar adriatico.

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Friday, July 03, 2009

Paris

Maldita
la luz de la ciudad
que apaga las estrellas

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Wednesday, July 01, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 63

eh dia de sol em roma, o transito eh efervescente, muitos carros por todos lados. a queer que esta do meu lado esta preocupada, estamos carregando uma lista com atividades secretas, um mapa com estacoes de policias e futuros alvos, esta nervosa, acende um baseado, qualquer controle e estamos fudidos. em pouco tempo mais eh a reuniao da rede anti g8. muita gente se preparando, cheguei so nesta manha, num squat de ativistas politicos que tinha conhecido ha um tempo atras.
roma esta preparada, uma nova batalha comencara. paramos para tomar uma cerveja, e tres quatro espressos, o ...... esta mais sorridente, a queer prepara um novo baseado, fuma sem parar, tem um aura radical, me chama a atencao. nao sabia se era homem ou mulher, o que importa, tomando os spressos abrimos o jornal. o mediaterrorismo ja comecou. v de vendetta, os anarquistas se preparam.
terminamos os cafes, passamos pela sapienza a universidade a entregar alguns livros. tudo continuo normal, a organizacao passa desapercebida. bom sinal, entramos no carro, nisso passamos em frente a embaixada da honduras, alguns pseudocomunistas com bandeiras de cuba e venezuela gritam zelaya presidente, acho ridiculo, mas mesmo assim paramos para conversar com alguns ativistas infiltrados, todos estamos conscientes que os proximos dias serao quentes, e nao por causa da temperatura. encontro uma chilena autoexiliada desde os tempos da ditadura, me conta sobre a politica da italia, sobre o golpe na honduras e coisas mais. mas a queer me chama, temos que continuar andando, o tempo corre.
a noite chega, estamos num cinema abandonado, ativistas de todos lados aqui se reunem. eu observo, nao tenho muito a dizer, apenas cheguei esta manha vindo da sicilia depois de um tempo no sahara. no cinema abandonado surgem varias propostas, nao posso comunicar, me deixaram etnrar numa reuniao politica, mas depois houve uma reuniao tecnica na qual se discutiram estrategias, e como nao todos nao me conheciam tive que ficar do lado de fora, assim me disse o pessoal do squat que me estava hospedando.
me senti excluido, mas tambem nao queria limitar ninguem, e outrous ativistas talvez nao se sentiriam livre falando segredos em minha frente. neste mundo esta cheio de infiltrados, policia, fascistas, serivco secreto, todos denunciando, e preciso ter cuidado. o ritmo eh acelerado, todos lembram de genova, o que acoonteceu no 2001 com a morte de um garoto anarquistas que participava nas manifestacoes do antig8 nove anos atras.
agora eh manha, chegaram outros ativistas da europa que confluem neste squat, algumas garotas da polonia fazem deste lugar um media center improvisado, mandam-se mensagens, sinais de alertas, eh o submundo mexendo-se se preparando para o que vira.
andiamo, me disse novamente a queer, subito, lhe digo.

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Monday, June 29, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 62

loco que bueno saber de ti, y siempre cuando pueda te seguire mandando postales.
de grecia me escondi en un barco carguero que se dirigia a italia, me cacharon, y loco, estuve preso, en serio, los marineros me encerraron en la prision del barco, una especie de jaula en donde ademas de mierda y meo habian varios mensajes rayados en la pared, todos en arabe, seguramente de otros inmigrantes clandestinos que intentaron usar la misma tactica para viajar de grecia a italia.
muy brigido el mundo, esta gente que cree poder sacar tu libertad.
tuve suerte, y una vez en italia me dejaron libre, pero fue una experiencia de otro mundo, muy intensa, una vez encerrado no podia creermelo, empece a cantar y entre en una atmosfera absurda. no me la creia, y me decia yo, que estoy haciendo yo aqui preso en medio del mar???!!! y entonces me empezaba a reir a carcajadas, como no lo hacia en mucho tiempo.
despues de italia decidi cruzar el mediterraneo, esta vez de forma legal e itnentar cruzar el sahara, pero me cacharon los militares y estuve como 14 horas en detencion, siendo una especie de objeto curiosidad de una dictadura disfrazada.
despues igual itnente seguir adentrandome, todo eso escondido, porque entrar en el desierto esta prohibido, y es bellisimo, no te puedo describir la sensacion magica que senti al adentrarme unos pocos kilometros en el sahara, cerca mio solo tenia un oasis, donde volvia en el dia para buscar algo de agua y comida. el proyecto de atravesar el desierto no funciono, porque solo lo cruzaban traficantes de armas y/o traficantes de esclavos, o entonces militares. entonces no habia posibilidad, aunque admitmo qeu me tincaba la idea de encontarrme a algunos traficantes, pero al final opte por volver, porque mucha gente me dijo que esa gente eran bestias que apenas disparaban contra cualqueir otro ser vivo que avistasen. pero en el pueblo del oasis me encontre a beduinos, gente que vivia con lo minimos desde los primordios de los tiempos, gente simple que apenas tenian sus dromedarios y sus ovejas, y vivian la vida observando las estrellas, y wow, no te puedo describir la sensacion de paz que te da el cielo en el desierto, y los amaneceres que entre las dunas te hacen creer que estas en un cuadro de dali.
ahora volvi a sicilia, donde estuve haciendo vacaciones de las vacaciones, porque eso de moverse cansa harto, encontre una playa desierta cerca de un pueblo muy chico que estaba vecino a corleone. increible, aqui las viejas todavia hacen luto y se visten de negro despues de la muerte de sus maridos.
pero ahora subo al norte de italia, a encontrarme con mi hermana en austria, desde donde preseguiremos a las montanhas de ukrania, donde pretendemos encontrar a una comunidad anarcoprimitivista. espero vivir en esa comunidad, done tambien habran muchos hippies durante algunos meses, para despues proseguir hacia asia. quizas vuelva el 2011, a mas tardar el 2012, porque todavia tengo una feurza interior que me mueve hacia la transformacion politica.
extrano bastante tu amistad, seguro este futuro nos vovlera a encontra, porqaue no entre las selvas de brasil en una revolucion, uahaha....y no bromeo, acuerdate que che guevara era medico.
me siento contento por ti y tus hermanos, ojala puedas usar el conocimiento que estas adquiriendo en ayudar y transformar esta civilizacion tan enfermiza. tanta crueldad existe en esta belleza de existir, que no dudo que la vida es un gran desafio, cabe a nosotros todo intentar cambiar.
que lata lo de villa, creo que ella era una de las mejores profesoras que teniamos, pero en general encuentro qeu el nido es uno de los peores colegios de chile, un lugar donde te lavan el cerebro y crean ovejas, como lo hacen todos los colegios.
sobre los problemas de amor, si loco, ese es el problema de sentir mucho amor, uno se enamora mucho y siempre acaba sufriendo.
no se, descubriendo el amor libre, y la bisexualidad, me he enredado con bastante gente, pero sigo teniendo ese impulso forastero que me isntiga a seguir moviendome, siempre dejando amores atras.
ojala el futuro nos vuelva a encontrar,
te deseo mucha vida y mucho amor,
tu amigo,
rapha.

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Monday, June 15, 2009

Vagabundos em noites de amor




DISPONIVEL PARA DOWNLOADS NA SECAO LIVROS


Sinopsis: Dois amigos recorrem o mundo em busca de aventuras ; é assim como passam a ser anarconomades , burlando a monotonia e encontrando em suas travessias os mais diversos personagens. é desafiando os limites que os dois vao mudando; procurando nos extremos algo que que lhes entregue algum sentido, enfrentam a solidao e tambem a realidade perversa de um sistema que sempre persegue aos outcasts -Apesar de tudo os vagabundos sempre vivem amor. Este sao relatos reais de uma travessia em andamento.

Sunday, June 07, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 61

Agora escuto os barulhos dos motores, estou preso, tiraram a minha liberdade, e estou mm alta mar num navio que chegara italia. este eh a minha vida neste exato instante. as veze duvido do incrivel desta minha realidade. estou preparado para tudo que vier, tudo eh vida.
me inspiram as mensagens escritas nestas paredes brancas, mensagens que nao entendo porque estao em arabe, mas as quais agrego um anarquia e amor.
fecho os olhos, sinto qu estou fisicamente preso, mas na mente sempre serei livre, e apesar de tudo continuarei a sentir amor.
nao sei o que sera de mim quando este barco chegar a terra. agora estou no indomavel mar, num terriotrio neutro, onde podem fazer de mim o que quiserem.
hoje aprendi uma licao de vida, o que me faz grato de estar vivendo esta experiencia. meu amigo fabian tinha mencionado isto antes, e pesar de estar preparado para continauar este caminho sozinho, me sinto muito grato do que estou aprendendo agora.
isto chama-se compaixao. sinto compaixao por todos os outros seres humanos presos em jaulas, e nao consigo entender como homens podem tirar a liberdade de homens; neste caso pelo simples motivo de nao ter um documento, e de se esconder num onibus para nao ter que pagar uma passagem.
o sistema sempre te acabara pegando, sao fortes, poderia fazer varias trapalhadas e ter sorte, mas num momento te pegarao. nesta viagem estive sendo um outcast durante muito tempo, e tudo o que eh outcast eh ilegal, somente hoje me pegaram, mas estou curioso com o que ira acontecer.
nao temo. se me prenderem fugirei, se me deportarem voltarei. serei livre, para sempre livre, e usarei esta vida para que outros sejam livres tambem. o mundo esta podre e nem que seja o ultimo que faca o mudarei.
nao poderei dormir tranquilo, naom nao poderei esquecer, como neste exato momento existem milhoes de presos fisicamente, e outros tantos bilhoes mentalmente.
sinto a compaixao, o sofrimento, a dor, o medo, a angustia de todos os outros humanos que foram enjaulados nesta mesma cela.
amor, amor de mudar o mundo. talvez este seja o desafio da vida. porque, porque, porque este mundo se tornou tao cruel. mas a partir de hoje nunca poderei esquecer, com esta compaixao interna que flui no meu ser, que eh todo o ser, entendo que estamos em guerra.

.........

agora estou preso. me escondi num navio cargueiro, mas quando o navio estava em alta mar decidi sair do meu esconderijo e pouco depois me encontraram. estou numa jaula, nao sabia que estas embarcacoes estavam preparadas para receber gente como eu.
mas nas paredes e nas grades consigo ver escritas varias mensagens, quase todas em arabe, de outros prisioneros que ocuparam esta cela. ontem quando me pegaram e me colocaram dentro deste cautiverio comecei a cantar a melodia de la vie en rose, rindo da vida e do que ela me prepara.
me custa entender como seres humanos podem tirar a liberdade outros seres humanos. o que mais me entristece eh que o marinheiro que me flagrou e depois me entregou era jovem, tavelz da minha mesma idade.
o que eu fiz foi um ato de consequencia politica de nao querer participar neste sistema podre chamado capitalismo, por isso me escondi dentro de um onibus que seria transportado da grecia para a italia, como alguns outros clandestinos que usam a mesma estrategia escondendsose debaixo de caminhoes.
ha horas tenho esta luz branca iluminando-me o rosto e escuto o barulho incesante dos motores. estou no porao deste barco, talvez ate debaixo do mar. sobre mimi estao sendo transportados uma centena de caminhoes, alguns poucos passageiros, e os motoristas. e tambem espero que algum outro calndestino que nao foi tao impertinetne e decidiu continuar esocndendo-se.
minha vida tem mudado intensamente nas ultimas quarenat e oitio horas, quando sai de tehssaloniki. antes de chegar em igoumenitsa, num porto a 250 kilometros de thessaloniki, um policial me parou num controle por estar andando na beira da estrada. ele me perguntou se estava vijando sozinho. lhe disse que i am alone with the world, e ele me olhou cegamente e disse bravo, tivemos um papo acelerado, criticando o sistema e suas autoridades, algo que nao esperaria estar discutindo com um policial grego que me parava por estar andando nas praderas da macedonia, entao ele me deseja boa sorte e me da 50 euros.
cotninuava andando, kilometros e kilometros, me lembrando dos momentos hobos de atenas quando entrava na faculdade e pegava a comida dos estudantes burgueses, mas tambem perdia o meu olhar nas montanhas que eram belas e me despedia em pensamento de thessaloniki e dos anarquistas gregos que me acolheram em seus predios ocupados; mas na macedonia as caronas eram dificeis. depois de quase quarenta kilometros andados a traves de todo um dia, um taxi para, eu lhe digo autostop, e assim me leva ate o porto de thessaloniki. era noite, haviam varios caminhoes, e me preparo para esconder num navio, queria chegar ao norte da africa, ao sahara. atras deixava as lembrancas do fabian, que distante me dizia que precisava continuar o seu caminho sozinho.
lhe desejei vida, muita vida. e assim eu tambem continuaria o meu caminho sozinho, sozinho com a vida, sozinho com o mundo, sozinho, sempre sozinho.

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cronicas de uma viagem sem rumo 60

nos guiavamos pelas estrelas quando o trem cargueiro comecou a andar. queriamos ir rumo ao sul, onde nos esperava a grecia. o frio era intenso, mas o barulho dos trilhos nos iluminava nesta travessia, estavamos motivados, agasalhandonos com abracos neste recorrido clandestino. o sono era interrompido por varias paradas inusitadas, onde os trilhos calavam para escutar o barulho de arvores, insetos e animai, que nos acompnhavam ao redor dos vagoes. faziamos silencio e admiravamos a noite nova ate o recomeco das batucadas dos trilhos, assim viamos o fluir misturado de florestas e cidades, estavamos atravessando a bulgaria, e as estrelas indicavam que iamos rumo ao sul.
a velocidade aumentava cada vez mais assim como o nosso extase de estar atravessando um pais oculto em vagoes de carga, mas a cada certo tempo a nossa sorpresa era apagada com a escuridao sem fundo de tuneis que atravessavam a montanha, viamos apenas um reflexo iluminado de longe, a luz poderosa do primeiro vagao que transformavam a realidade da passagem em uma surrealidade aparte, onde as imagens que viviamos se confundiam com os sonhos que sonhavamos. a cada certo tempo tinhamos que acordar ao avistar uma estacao, porque era dependurados as laterais dos vagoes que evitamos ser vistos pelos inspectores que com suas lanternas achavam possivel vigiar a noite.
duas noites depois chegavamos na grecia, atravessavamos a fronteira, e caminhamos sem destino definido por trilhos novos. nos cansamos e encontramos um lugar entre as arvores onde dormir. acordavamos no outro dia para atravessar novos tuneis a pe, e a cada tunel novo parecia que chegava a uma dimensao diferente, como se o andar dos meus passos por aquelas passagens fossem acompnhados por travessias de mente. os tuneis sempre significaram muito para mim, e era atravessado-los que descobria a cada nova passagem uma novidade inospida, nova, de estar caminhando pela macedonia. e quao feliz me sentiia, porque nao caminhavamos normalmente pelas madeiras dos trilhos, mas sob os ferros, que faziam um caminho estreito que exigia espertesa e equilibrio, por isso nos ajudavamos mutuamente, um equilibrandose no outro, como dois amigos que se complementam, assim andavamos mais rapido. a noite assim passava, e no vamente chegava o dia, e depois de andar varis kilometros sob um sol ardente, que nos fazia pensar, nos escondiamos num trem de passageiros e chegavamos em thessaloniki, a cidade dos anarquistas.

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cronicas de uma viagem sem rumo 59

estou triste, ante mim encontra-se a infinitude do deserto do sahara, mas estou triste. tentarei atravessa-lom buscando algo, talvez os rios do congo, talvez as selvas de kenya. o problema que o sahara so eh atravessado por traficantes de armas, de norte a sul, e por traficantes de pessoas de sul a norte. estou na ultima vila da tunisia antes do deserto comecar, aqui a estrada acaba e as dunas comecam. eh o deserto, o deserto que esta la.
outro problema eh entrar na libya, uma ditadura islamica e socialista onde o acesso a estrangeiros eh completamnte vetado, penso em tentar entrar na clandestinidade, mas para isso teria que cobrir o meu rosto, virar uma pessoa fantasma que passa desapercebida pelos varios controles militares que me esperam.
o deserto te faz estar meio sem sentido, perdido, perigo. sinto tudo issso, mas algo me diz que tenho que continuar em frente, sempre em frente.

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Friday, June 05, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 58

a cigana ficou esperando, o casamento estava pronto mas saimos correndo. quando souberam que o fabian tinha passaporte alemao uns ciganos que nos viram na rua nos convidaram para seu lar. estavamos recem chegados na serbia, depois de uma caminhata clandestina pelas florestas da transilvania. a serbia eh um pais fechado e exigia vistos e mil coisas mais, coisas burocraticas que anarconomades tem o dever de desrespeitar.
o fabian tinha a ilusao de estar ajudando alguem, assim argumentavam os ciganos, era so no dia seguinte ele assinar alguns papeis para brindar a alguem o direito de ir e vir pela europa sem nenhum problemas.
existia tensao no ar, prefiro nao me meter. este eh um assunto entre os ciganos e meu companheiro de viagens, por enquanto aproveito a estadia, analiso as pessoas, escuto sua musica. nao entendo nada. falam em alemao, um dos ciganos morava na alemanha. varias horas passam, eu como um sanduiche, tomo um banho, leio um livro. observo a situacao, o fabian sempre teve problemas em tomar decisoes, me pede uma dica, eu leh digo, vamos cair fora, mas ele pensa em razoes humanitarias e mil coisas mais. passam as horas, eu tenho quase certeza que mais que razoes humanitarias isto parece uma mafia de falsificacao de passaportes e trafico de pessoas, o fabian em certos assuntos eh algo ingenuo, ou talvez nao tem essa malandragem carioca que serviria muito bem para lidar com situacoes como esta.
mas ;eu amigo esta indeciso, la lhe espera um casamento, uma cigana, assinar uns documentos, um banquete, uma festa. viva, viva. o tempo passa, a tensao continua. finalmente o fabian aparece, pegamos nossas mochilas o mais rapido possivel e nos perdemos pelos trilhos, deixando os ciganos, a noiva, e o casamento atras.

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Saturday, May 30, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 57

nova vida comeca hoje....vou pro sahara.

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cronicas de uma viagem sem rumo 56

hey my friend,

right now i am in athens, half depressed, half ok. my friend fabian disappeared, and he doesnt care in sending me an email. man, i was really destroyed for the last four days. i have no idea what i feel towards him, but it is quite strong, i dont know, he moves me in a strange way that i am starting to dislike. i have never been so emotionally dependent on someone. i made of him an ideal worse than the one expressed in the picture of dorian gray. he was my motivation of a underworld of adventures. he was my travelling mate that killed all loliness, with whom i could make real all crazyness, all obscure desires, all that is forbidden, and we really did it. robbing the vaccinations we needed to travel from pharmacies in hungary while the cashier looked at us and cried, stealing bread from the bakery in germany, hopping cargo trains through the balkans and making love on them while observing the great density of the night rising sky, checking in in the best room of a five star hotel in prague and feeling passion writing messages of anarchy and revolution in all its walls; hitchhicking in romenia, crossing illegally frontiers and borders, being perscecuted by the police and all authority, laughing and enjoying always, walking under the sunny nature while meeting the gypsies near belgrad, climbing the roofs of buildings in budapest for the only sake of being a bit closer to the full moon. man...this journey with fabian has been my crazyest deliria, and now he has just left withouth looking back and without saying a word. i feel destroyed. so destroyed that i feel the urge to cross the sahara barefoot just to refind in the middle of nothingness the loliness that will lead me to refind myself.

so much intensity is doomed to end up in tragedy, right now i am in athens, just feeling emptiness. but sooner than later i will be ok, i am gathering strenghts to hide in a cargo ship that will take me to any island lost in the agean sea.

it is awesome to count on your friendship, one of the most valuable things i have.
i wish you the best in your adventures and experiences in ireland, i hope you evolve, that you grow and that in a near future we meet again in order to transform all the sickness of this world civilization we so much dislike.

i felt very astonished with your experience with the friend that invited you to the restaurant, very touchy experience.

to the future my friend, to this future that is waiting to be transformed.

intensity always,
your friend,
raphael.

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Monday, May 25, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 55

ficamos detidos por cinco horas numa comissaria pequena de um povoado que nem sabiamos o nome. chegou um juiz improvisado dizendo que teriamos que pagar nao sei quantos centos de euros de multa por sermos clandestinos. os serbios nos olhavam com um olhar furioso como se fossemos focas esstrangerias invadindo seu pais, atraves dos nossos rostos reviviam os traumas de guerra. nao sei, mas as horas passavam lentamente naquela estacao. chegava um tradutor, e depois outro, e depois um agente de assuntos estrangeiros. todos falavam em serbio, rapido, grosso e curto. nao sabiamos o que aconteciam, pegavam a faca do fabian como evidencia, eramos seres perigosos, nos ameacavam com prisao. a sala era pequena, fazia calor, a luz se apagava.
olhava ao fabian tranquilamente, decidia que nao pagaria multa, que seja bem vinda a prisao, o juiz ria das nossas caras, eramos ilegais e estavamos desrespeitando a lei. mas lhe dizia que o mundo era um, que nao haviam nacoes, que nao haviam fronteiras, o fabian me olhava assutado, e o tradutor se negava a traduzir. entao eu comecava a rir. era pagar a multa ou quinze dias de prisao. que seja a prisao, se vcs acham que podem tirar a liberdade de um homem por nao ter documento que assim seja, mas me negava a pagar uma multa para o estado, me negava a participar de um sistema corrupto.
o fabian negociava a multa, e o juiz entendia que eramos viajantes pobres, que nao tinhamos dinheiro, e tambem parecia que nao queria nos enviar a prisao, eu queria testar-lo, sabia que nao seria capaz, mas o fabian nao entendia a estrategia, estavamos sob pressao. primeiro me interrogaram, e depois o interrogaram, e o fabian nao sabia se dizer a verdade e admitir que haviamos atravessado quase trinta kilometros de floresta para chegar ate a serbia, ou continuar com a mentira tola de dizer que haviamos passado pela fronteira e ninguem tinha dito nada. eu o interrompo na interrogacao e admitimos uma semi mentira tola, dizendo que passamos pela fronteira mas que evitamos o controle. a barra nao fica melhor, mas o juiz parecia simpatizar com a gente cada vez mais, mas o tradutor se negava a traduzir as minhas mensagens anarquistas. entao o juiz decide que temos que pagar 20 euros de multa, mesmo assim eu me nego, era uma questao de principios, o tradutor nao traduz porra nenhuma, mas inventa ele mesmo as suas proprias excusas. o juiz fica contente, porque de acordo ao tradutor haviamos chegado a um acordo, eu digo nao, mas dentro daquela sala de tres metros quadrados eu parecia um maluco, um papagaio exotico que tinha perdido a lucidez. o tradutor e o juiz me ignoravam, mas eu insistia que nao iria pagar nada, que preferia a prisao do que participar nesta palhacada de multa de estado, que nao aceitava pegar multas por estar ilegal, porque nao existiam estados, nao existiam fronteiras, e aquela terra era minha quanto dele. o fabian nao entendia meu principio, falava que tinha que ser mais inteligente que escolher bem o inimigos e mil discursos mais. pode ser que tenha razao, mas naquele momento nao pensava assim. o tradutor que aparentemente simpatizou conmigo lhe disse a um policia, quando o juiz nao olhava que pegasse a minha carteira a forca, porque sabia que eu nao a iria entregar. entao na sala entram tres policiais e fazem e ficar contra a parede, tudo acontece sem o juiz saber nada, pegam minha carteira e tiram os 20 euros de multa.
depois nos colocam dentro de um caminhao escuro, onde so sinto o rosto do fabian, ate que muito tempo depois a porta se abre e descobriamos que haviamos chegado ate a fronteira com a bulgaria.

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cronicas de uma viagem sem rumo 54

pegamos caronas ate belgrado, a cidade que pouco tempo atras estava em guerra, eramos dois hobos ilegais chegando na babilonia, a noite caia enquanto o fabian acendia um baseado se perdendo em mais um de suas viagens mentais. adeuuuuuuuss...lhe dizia olhando-lhe desde a terra. nao o reconheci mais, fui embora, escutar a minha propria musica na minha propria duimensao, o meu com\panherio de viagens estava em um lugar distante onde nao queria, ou ate nao pidia, alcancalo. seus laberintos mentais eram muitos obscuros, e se entrasse neles me perderia tambem, e nao poderia voltar atras. me senti sozinho, mas nisso aparecia uma garota que fluia como o vento ee me beijava sem dizer nada, sentia uma energia nova, perdidamente alegre, fluir nos olhos dessa desconhecida. mas a noite continuava e tinha me perdido do fabian, nao sei onde estaria, mas tambem nao me importava, belgrado era uma cidade avermelhada corroida por bares onde os soldados sovieticos ha muito tempo atras jogavam roleta russa nas noites de vodka e inverno. mas agora estava sozinho, voltando para uma praca onde haviamos escondidos as nossas mochilas, la dormia, e quando a noite morria o fabian voltava. acordavamos muito tempo depois e decidiamos andar, andar em direcao ao sul, porque a grecia queriamos chegar. assim passamos por uma estrada, e depois por um trilho de trem, onde por nossa sorte um trem aparecia e pulavamos num vagao de carvao. tinhamos os rostos negros, mas o vento nos reanimava por praderas novas. o fabian calava, e eu tambem, mas o trem andava.
quando o sol caia novamente chegavamos numa vila pequena, pareciamos que tinhamos vindo das trevas, as pessoas nos olhavam assustadas, uma velha gritava, uma crianca chorava. mas continuavamos andando por aquele povoado fantasma. pouco depois a policia chegava.

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cronicas de uma viagem sem rumo 53

bem vinda solidao. desde que o fabian desapareceu as coisas nao sao as mesmas, estou vivendo momentos de luto, que exagero, mas eh verdade. parece que ele tivesse morto, ate pensei em rezar um ave maria em frente de uma igreja crista ortodoxa, mas lembrei que era anarquista, e que os anarquistas nao rezam missas para pessoas desaparecidas, ou pior, que se auto-desaparecem. coitado dele se ele pensa que o irei buscar, mas bom, tirando a ironia o fabian foi embora. nem sei se tomar tudo isto com humor ou tristeza. a solidao me aperta cada vez mais, as vezes tenho dificuldades de respirar, nao sei o que fazer, estou sem rumo, tem vezes que ate perco a vontade de ser. mas depois a tristeza me lembra que soferer eh viver, entao fico contente novamente, e rio da minha propria dor.

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Saturday, May 23, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 52

os meninos cheiravam cola com seus rostos famintos nos indicando que tinhamos chegado no terceiro mundo. nao haviam placas nem indicios que nos dessem as bem-vindas, mas sentiamos no rosto pobre dos ciganos o desenlace de um territorio em guerra, onde o capitalismo penetra sob a bandeira da uniao europia suas ilusoes falsas de prosperidade. romenia, romenia, romenia, um territorio desenhado no mapa onde existem pobres que nao comem, e meninos que destroem seus sonhos com cheiros alucinantes. -dont wake me up, because dreams are the only weapons i have- o fabian dormia, se adentrava numa dimensao distante, longe no deserto, e eu o abracava, o abracava me apaixonando cada vez mais, mas as paixoes entre irmaos sempre estavam fadadas a terminar mal. acordavamos entre as palhas que tinhamos roubado com o unico fim de nos esquentar no meio de uma noite fria, o abraco nao era suficiente para manter o calor, mas a respiracao quente nos ajudava a prolongar um pouco mais o sonho, o sonho para nao ter que acordar numa realidade onde meninos de rua mendigam as suas miserias. nao fabian, nao, durmamos, durmamos um pouco mais. mas entao acodava agustiado com o rosto suado, e o sacudia de seu sono de urso tambem, nao podemos dormir, nao podemos sonhar, a vida eh o sonho e nao o sonho a vida. temos que agir, fazer do tempo que gira a nossa realidade, e da nossa realidade a ilusao de transformar, de fazer o que eh diferente. dreams, life is what dreams are about. mas o fabian se inquietava, queria continuar dormindo, sonhnado com a julia, com o amor morto que sempre o afastou de mim. porque me tenho que obsesionar com um irmao. pecatus, pecatus, e sentia que as vezes ele me amava, que as vezes nao amava, e sofria cada vez mais, sugando com os seus labios todas as minhas emocoes, me deixando num terriotrio calado, e frio, desesperado, implorando por um abraco. porque fabian, porque, mas a palha cocava, e tihamos que acordar, porque viviamos, e ao viver tinhamos que agir, um mundo que descobrir. e ele se levantava, e nos abracavamos como todas as manhas desde o momento em que tive a visao em uma de nossas viagens mentais ha muitos meses atras quando ele tambem decidiu largar a monotonia de sua vida para viajar ate o infinito da india conmigo. nos abracariamos sempre todas as manhas selando com a forca dos bracos os tracos indestrutiveis de uma amizade.
a romenia passava entre os nossos olhos com um ritmo surreal, onde nao entendiamos o que era luz o que era treva, apenas pegavamos caronas e mais caronas, meio dormindo meio acordado, para chegar ate uma floresta e andar uma noite inteira para atravessar uma fronteira ilegal. serbia, kosovo, a nacao estado fechada aos olhos do mundo, mas nao aos forasteiros que se aventuram feito vagalumes pelas trevas de um sistema corrupto.
era depois de uma noite molhada com a humidade do mato que com o sono cansado fechavamos os olhos entre as arvores, para avistar alguams corujas e algmas formigas que laboravam na escuridao da noite uma vida paralela, aparte, mas igualmente intensa. acordavamos com o sol sobre os nossos rostos, e continuavamos a trilhar entre matagais fosforecentes para chegar perto de um povoado minusculo no qual as pessoas falavam serbio. um homem num trator parava, e nos dava uma carona, o velho nos dizia em italiano que ele tambem era marginal, que tinha passado nove anos na prisao, e que sentia que tinhamos atravessado a fronteira ilegal. ele cheirava com o seu olhar carismatico o odor inconfundivel dos insurgentes, da mesma forma que o meu olfato se perdia na densidade do fabian.
estavamos sujos e famintos, mas isso nao impediu que encontrassemos a musica de ciganos que nos convidavam a seus lares e perguntavam ao fabian se ele queria casar.
depois de horas de conversa onde a ingenuidade ludica do fabian tentava solidarizar com uma noiva que queria ganhar a nacionalidade alema atraves de um casamento ficticio, decidiamos sair correndo de um casamento quase fechado para perdernos novamente entre os trilhos abandonados e enigmaticos que penetravam com os seus misterios um territorio agora chamado serbia.

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cronicas de uma viagem sem rumo 51

olhavamos a lua cheia desde os tetos de budapeste. a cidade parecia hipnotizada ante o nosso olhar exasperado, encima do teto de um predio antigo percebiamos as luzes as aves, o barulho estronduoso de uma metropole que cantava com o seu rio, zigets, zigets. mas a nossa tranquilidade vagalume no topo da cidade era interrompida com o grito de segurancas do bar. afinal tinhamos pulado todas as barreiras e escalado telhas velhas que quebravam com o nosso andar, tudo para alcancar no topo o momento magico de poder sentir a lua, subir ate encima para estar um pouco mais perto do ceu. a cada telha que passava me apaixonava por esta vida diferente, contemplando com felicidade o momento em que decidi deixar a monotonia burguesa atras, largar a seguranca paraentrar num mundo desconhecido, onde o infinito mostra com suaas melodias todas as suas infimas possibilidades.
era nisso que escutavaamos o vagao do trem que seria nosso, corriamos, e este, este eh o trem, e pulavamos em um vagao cheio de areia, sentindo o reflexo da lua e o vento que nos liberava das luzes de babilonia, para perdernos entre uma noite cadastral de paixao no meio dos bosques da hungria. ahhhhhh, chegava ao prazer carnal sentindo o olhar do fabian perdendose no toqueteo da locomotora que nos levava por senderos proibidos. dormiamos na nossa praia ambulante, entre as dunas do deserto do sahara que eram transportada por aquele vagao. it is so nice to be a hobo. to be a fucking hobo messing around in the middle of the obscure night, mixturing the sounds of machinery and winds with the heart that beat every time faster. mas quando acordavamos o sol batia forte, e mesmo tendo os ouvidos e os olhos cheio de areia disfrutavamos o continuo andar de uma locomotora que nos levaria por trilhos desconhecidos.
pouco depois o trem parava num povoado pequeno, e tres policiais fortemente armados nos acordam, afinal poderiamos ser marginais perigosos, seres que decidiram viver fora desta civilizacao podre e desacatar todas as ordens que te dizem que ser livre esta proibido. por isso nos levaram a uma delegacia, e depois a um centro de deportacao, onde esperariamos horas e horas pelo simples motivo de ser diferentes, de nao aceitar com conformidade passiva o andar medroso desta sociedade. pouco depois recebia uma carta de expulsao do territorio da hungria, que logo depois de sair do gabinete do delegado rasguei com todo o prazer, picando o papel com grata repugnancia, e rindo da possibilidade de seres pensarem que este mundo esta limitado por territorios artificiais. abracava o fabian, e depois decidiamos atravessar a pe os ultimos cinco kilometros que faltavam para entrar na romenia.

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cronicas de uma viagem sem rumo 50

salut.........!
maintenant je suis en greece. mon voyage cest fou, mais maintenant je suis tres triste, peut etre parce que je soufre d'amour avec trop d'intensite. il faut changer ma relation avec fabian, je sense qu'il ne m'aime pas comme copain, en tout cas je suis son meilleur ami, et on a vecu ensemble des nuits fauves. c'est une conexxion trop obscure pour rester tranquile. c'est dificile pour moi d'etre seulement son ami, parce que je sense beacoup d'atracction sexuelle et on se couche souvant ensemble, et mon couer n'ecoute pas mon esprit. mais c'est la vie, la vie, la nuite, la lune. defois je prefer me souvenir pas, vivre l'istant maintenant. mas c'est dificile. j'ai des problems. mais je veux continuer en cette aventure. en cette voyage on a pris le train de merchandise, on a travesse les balcans, on a ete clandestine en serbia, on a volee les libraries en austria, on a echappe de la policie en belgrad, et aussi se cachee dedans le meilleur suites d'une hotel cinq etoiles a prague ou on a fait l'amour et ecris partout message d'anarchie et revolution. on a aussi volee des vaccines d'une pharmacie a budapeste, et des boulangeries en allemagne. c'est une vie marginal qui me donne beacoup de passion. mais quand meme je suis encore toujours perdu.
raphael.

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Thursday, May 14, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 49

escondidos em banheiros sujos chegamos num povoado fantasma perto da fronteira com a austria. ao redor so havia bosque, algumas casa e a lua. a noite caia e abriamos portas e janelas , esperando encontrar alum refugio abandonado que nos protegesse do gelo da noite. era primavera, mas na republica tcheca ainda fazia frio. so carregavamos o essencial para esquentar dois corpos, um saco de dormir, uma mochila e algumas roupas. tinhamos deixado todos os excessos de bagagem no quarto do hotel para despistar os segurancas do lobby, seria muito suspeito que dois hobos saissem de um hotel cinco estrelas com todas as suas mochilas sem ainda ter pagado a conta. o plano deu certo, mas agora precisavamos sair da republica tcheca de maneira clandestina.

encontramos lugar onde dormir num subterraneo de um predio marginal nas aforas do povoadoe, escutavamos gritos de moradores bebados e palavroes emitidos por uma ou outra puta que atravessava a rua, dando um pouco de vida a uma vila calada. era uma comunidade eferversecente nesta na qual nos estavamos escondendo. koplin, acho que esse era o nome.

na escuridao do sotano os meus pensamentos fluiam, o fabian estava longe e eu nao o entendia. nao gostava de ve-lo tao distante, escutava o seu ronco indiferente e chorava em silencio da minha propria desgraca, tudo tao escuro, tao escuro; mas sempre exagerei tudo, sempre melodramatizei as paixoes, como se nao pudesse aceitar apenas a normalidade sem graca. mas ele nao escutava, nao entendia que o unico que precisava naquele momento era uma companhia, alguem que me entendesse, alguem que me abracasse, me amasse. mas entao o sentia dormir, o seu respiro no meu rosto, os seus pelos, o seu calor vagabundo, e tentava penetrar desde a realidade subterranea o seu mundo secreto aparte. mas ele sonhava, percorrendo laberitos no qual nao era permitida a minha entrada. julia, ele estava sonhando com a julia, distante, perdido num deserto onde ele a amava. talvez estava ao meu lado, mas sabia que era dela de quem estava apaixonado. queria que voltasse, que abrisse os olhos, mas nao, dormia, dormia e mesmo estando tao perto o sentia tao longe, a milhares de kilometros em uma dimensao inalcancavel. comecei a rir, a sentir o drama dos meus personagens, e do absurdo que era a realidade quando seguia os trilhos da ficcao.

na manha seguinte acordamos sem saber que horas eram, tinha esquecido o drama da noite anterior e me sentia motivado para recorrer os ultimos 30 kilometros de fuga.
quando entramos na floresta a claridade do sol se apagou. fabian, enxergas algo fabian -nao- mas sinto no final do trilho o cheiro de liberdade. vamos. vamos. e entao iamos entre a floresta negra escutando entre o silencio melodico das folhas os espiritos que tinham tirlhado o mesmo trajeto em via cruxis a centenas de anos atras, em suas fugas barbaras e romanas.

muitas horas depois, quando so sol ja estava bem alto avistavamos uma pequena ponte abonadonada, apenas uns troncos que conectavam um e outro lado do rio, e nele uma placa que indicava o fim da republica tcheca e o comeco da austria.
que feliz estavamos, e tinha o intuito de abracar o fabian, conseguimos, conseguimos! estavamos na austria, num povoado pequeno de uma regiao de nazistas, como me contava o fabian depois. mesmo assim conseguimos pegar umas caronas que nos levaram ate uma outra cidade onde haviam trens. a noite caia novamente e nos escondimos no ultimo andar da estacao, onde encontramos um sotano cheio de tecidos guardados em caixas velhas a muito tempo atras.

imaginavamos que o ultimo andar da estacao, o qual tinhamos tido acesso devido a que alguem tinha esquecido uma porta aberta, era um lugar de refugio de um ermitanho que por algum motivo ou outro ja no povoado nao estava.
espalhavamos todos os panos no chao, para que a escuridao nos trazesse a tranquilidade e iluminasse uma outra noite de amor. atraves do seu corpo entrava em caminhos tortuosos, muitas vezes bloqueqdos, muros, muros que tentava com o impulso dos beijos pular. mas que dificil era, que dificil era sentir com tranquilidade o universo que respirava frente ao meu olhar.
meu coracao latia forte, sentia o ouvido do fabian antes de cair no sono e me perder num deserto distante.

acordavamos com os barulhos dos trens. aquele era o sinal, era seguindo os trilhos que entrariamos no desconhecido. nos escondiamos num banheiro sujo, para conciliar novamente um sono abracado que nos levaria ate vienna.

vienna era a babilonia cinza dos tempos de aurora, recorriamos as suas ruas apertadas, procurando no segredo de seus sorvetes elaborados uma razao de nos contentar com tanta civilizacao. entrava numa livraria e roubava the portrait of dorian gray para pouco a pouco cansarnos da cidade esclarecida e decidir voltar a estacao, viamos um trem, nos escondiamos novamente num banheiro para poucas horas depois escutar em hungaro que haviamos chegado em budapeste.

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Thursday, May 07, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 48

Aconteceu. depois de pedir dois mapas de praga na recepcao saimos correndo ate a estacao. o coracao palpitava mais rapido do que nunca, era a mistura de nervos, adrenalina e paixao.
tudo comecou quando passavamos em frente daquele hotel cinco estrelas e nos olhamos dizendo - por que nao.
pouco depois entravamos naquele quarto burguesamente enfeitado assaltando o frigo bar e nao acreditando qeu tinhamos conseguido enganar a mulher da recepcao - o melhor quarto, o melhor quarto. sabiamos que estavamos vivendo a irrealidade na pele, mas os beijos ficavam mais intensos ao perceber a adrenalina no peito. o olhava aos olhos nao acreditando no respiro fundo que davamos, assustados, em estar transando por primeira vez. saqueavamos o quarto e o frigo bar, e com lapizes pretos escreviamos mensagens de anarquia e amor por todas as paredes,todos os moveis, todos os cantos. saqueavamos o quarto dos encantados, rindo do irrisoria de toda situacao. somos criminais vivendo no clarear do riso um sonho de paixao. estavamos no anarchy hotel numa noite de lua clara em praga, sentia um amor desesperado, tenso, nervoso, como se estivesse conhecendo o corpo de um iluminado. fabian, fabian, se a loucura nao fosse tanta ainda nao te chamarias fabian. o olhava ao olhos sentindo o seu pulso acelerado de quem se comeca adentrar num mundo novo, algo distante, mas igualmente fascinante.
estamos sonhando, escapando da lei, nao o sei, mas viviamos, viviamos intensamente, ele deitado sobreo meu peito, sentindo a sua barba, o seu rosto, o seu suor que fazia da suite do anarchy hotel o inicio de uma odisseia nova que longe nos destinos novos nos levaria.
as palavras desmitiam a musicalidade do respiro de dois corpos que varriam os medos, tanto medo, tanto medo ate chegar ate este momento.
mas ele me olhava perto, distante, longe, fugiremos como, fugiremos como. - hey, don't worry, let's enjoy the moment, now- e assim o sonho real continuava, e nos queriamos sentindo no corpo o inicio de uma vida de foragidos, sentindo na luta dos bracos o fluir dos provaveis ultimos momentos de liberdade. nao. nao. amnaha nao poderiamos sair pelas ruas como seres tranquilos, somos fugitivos, fabian, fugitivos.
corriamos. estaremos toda a vida correndo, encontrando, descobrindo. tudo ilusao, mas uma ilusao real que respiravamos num sono abracado, escondidos num banheiro sujo de um trem que atravesssa terras novas, meio esquecidos, meio acordados, ainda tremitos por tudo o que acontecia na noite anterior.

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Wednesday, April 29, 2009

Un día de otoño



Macbeth:
"To-morrow, and to-morrow, and to-morrow,
Creeps in this petty pace from day to day,
To the last syllable of recorded time;
And all our yesterdays have lighted fools
The way to dusty death. Out, out, brief candle!
Life's but a walking shadow, a poor player,
That struts and frets his hour upon the stage,
And then is heard no more. It is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing."
Macbeth Act 5, scene 5, 19–28

Un día de otoño

Tanto miedo he sentido y tanto he perdido. Angustia que te apoderas de mí en cada mañana nublada en la que vuelvo a despertar. Respirar, hay veces que siento tanto dolor al respirar; que soy yo además de un desperdidcio humano, un ser corroído por el miedo. Hay veces que percibo que nunca he sido yo, ahhhhh, cuanto duele sentir que todo lo que he hecho ha sido fingir. Por qué! Por qué me han dominado por mi capacidad mas lúcida? Por qué me han impedido de soñar? Por qué me han obligado con la series de opresiones a enterrar todos mis sueños bajo tierra? Por qué no pude ser simplemente feliz? Por que he sido tan covarde?

Entonces el viejo decidió seguir por primera vez sus mas ínfimos deseos, ya no le despesperaba nada, con el avenir de la muerte lograba percatarse del absurdo que arrastraban todos sus temores previos, lo innecesaria que fue toda su busqueda por la seguridad, ahora queria desgastar todos los instantes en este exacto momento, decidia nunca mas esperar.

Miedo, ya no sentía miedo, por lo que con una vitalidad apabullada el viejo salió de su casa justo para ver un bus escolar detenerse a su frente. Que no te lleven, que no te lleven. pero al ver con impotencia como el destino por el vivido seria mil veces repetido el anciano comenzo a gritar.

El niño estaba asustado, pero la humanidad que todavía no le lograban quitar lo instigó correr hacia el anciano desconocido y abrazarlo. - que pasa abuelito, porque gritas, no ves que lindo es el día.

Él no sabía explicarle, las palabras no le salían, pero el bus escolar comenzaba a bocinar. chao abuelito, tengo que ir a la escuela. El viejo se sentá impotente, porque eran las siete y media de la manana y todos lo ninos del barrio esperaban frente a sus casas la llegada del bus escolar.

Comenzaba a llover, pero él no se inquietaba más. La sentía en su bolsillo; ya se hace realidad, ya se hace realidad!

Nada le importaba, por eso siguió caminando con paso apresurado, más rápido, más rápido. Entró en la agencia del banco disfrutando del susto de despegarse frontalmente de todos los miedos que lo habían abocanado. Después de un denso silencio, gritó con su arma en alto - que nadie se mueva que esto es un asalto.

Era el delirio, la irracionalidad haciendose presente como último artilugio de una vida que se negaba a terminar en el fracaso. El viejo reía sumiendo su colera en una felicidad abnegada.

Pero en el banco nadie le creía, lo percibieron como un ser enfermo, un ser indefenso, un anciano decrepito que todavía no ha despertado de su sueno.

- esto es un asalto- insistía él negando a rendirse, pronunciando cada palabra un poco más alto.

Entonces en medio del brutal silencio la cajera que estaba estalló una carcajada nerviosa. Él se acercó a ella, frio, moribundo, viendo en el rostro de esa joven todas las burlas, todas las facciones que exprimen los seres que nunca habían querido- De los seres condenados, feos, gordos, solos, desafortunados.

Se dirigió a ella, matar, terminaría el último de sus días matando.

No, pierdad, yo no quiero matar, no quiero tener un arma en la mano e imponer mi voluntad. No quiero ser igual a los monstruos que han subliminado a través de sus acciones la belleza del ser humano. No quiero ser igual a los politicos, a los empresarios, a los asesinos, a los que bombardean friamente sin pensar. Me niego a ser igual a todos los zombis que han socavado la sonrisa de este mundo. No, no quiero terminar de existir asi.

Todo eso lo pensaba fugazmentem en rafagas que invadían su mente con inusitada lucidez - quiero amar, quiero amar- entonces empezó el solitario a llorar.

La joven lo miró estupefacta y vio en el su futura decadencia. Sintió en el llanto del anciano que hacia a ella un arma apuntaba su mismo futuro de ser condenado por la tristeza. Es que ella olió en el viejo la misma putrefacción de soledad accedio que día tras día la sustraía.

Por lo que sintió el impulso de decir- tambien estoy cansada de estar sola y también quiero amar- entonces euforica y enamorada empezo a llenar el saco que le mostraba el asaltante, contenta de abandonar de un segundo a otro tanta normalidad- esto es soñar- le decía -dime que estoy soñando y que en este exaco momento no estoy robando un banco.

- no lo pienses mucho- respondía- que el racionar mucho acaba soterrando los suenos, vamos.

- uahahahaha!- deliraba la asaltante, entonces le agarraba y salieron corriendo adentrándose en un día más que feliz. - como escaparemos? tienes coche?- le preguntaba la joven.

Entonces el viejo poco a poco se percataba que no tenía nada, que en ese exacto momento estaba en el medio de la calle con un arma, una bolsa de dinero, y una joven que pretendía vivir una vida de aventuras a su lado. Pero a pesar de todas estas complicaciones sintió la necesidad de hacer una pausa y preguntarle- te atraigo?

- siempre me han atraido los hombres con dinero- dijo ella bromeando.

Entonces sin mas pensarlo los dos volvieron a correr, tuvieron el intuito de perderse por el bosque en los afueras de la ciudad, no se preguntaban hacia donde iban, lo importante es que iban.

Entonces en medio de los arboles los dos se detuvieron y ella le dijo. - siempre soñé que en algún dia aparecería un asaltante de bancos que me rescataría de allí.
Y él le dijo- y yo siempre quise vivir una historia de amor así.

Por lo que entre el saco de dinero y las hojas secas que anunciaban el otoño los dos comenzaron a amarse, poco importandose con los estigmas de belleza que ya no los dominaban, ella contenta de haber quebrado la monotonia de su vida y el ardiente por estar viviendo el amor en los últimos instantes de sus días. - sabes lo que es lo peor de todo?- le preguntó mirando a los ojos.

- no - le dijo ella.

- que hay muchas personas que en vida nunca llegan a descubrir lo que es el amor.

En eso las sombras espirales de soeldad que a ambos rodeaban comenzaron a disiparse.

- yo siempre me he sentido fea- le dijo ella- tu eres el primero que me ha amado.

- eres sincera- le dijo- y no sabes la belleza unica que te da la sinceridad.

Y fue convergiéndose en los sonidos de los pájaros y de las sirenas que los dos se percataron de lo mágico que puede ser un día de otono. - Yo siempre he estado solo.- dijo el viejo, y por primera vez el silencio se escuchó más bello que nunca.

- no quiero volver a la ciudad- decía ella cuando los sonidos de las sierenas se hacían cada vez más presentes.

Y entonces miraba a su alrededor y pronunciaba. - quiero saber lo que hay en el más allá- En eso el viejo veía que ella observaba el arma.

- no lo pienses- dijo.

- He amado y ahora estoy preparada para morir.

- viva, viva tienes que estar.

- pero no entiendes tu que afuera nos esperan todas las tragedias?

Entonces él la miró callado y le pregunto- Tú, tú eres feliz?

Por lo que ella no tuvo otra reacción que decirle- besame y nunca mas me hagas esa pregunta tan cruel.

- sí. no. sí. no.

Entonce los dos se abrazaban intentando calmarse, intentando ignorar el sonido de las sirenas que comenzaba a opacar el caer de la lluvia, el sonido de los pajaros, el fluir del rio, el crujir de los árboles. - es todo eso por causa del dinero que hemos robado?

-No- le decía tajantemente el viejo- es porque nos hemos atrevido a ser distintos.

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muerte


Muchas veces
acompano la muerte.
la veo partir de cerca
entre mis brazos
rapida, pura,
y lapidaria.
siempre impia y tajante
en el momento
de llegar,
pero no es la muerte
la que que me perturba,
es la angustia,
que precede y atrae
siempre
con su alegoria nerviosa
el lloriqueo
sufriente
de los que todavia
no estan
preparados para morir.

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Monday, April 27, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 47

Ele tentou se suicidar depois de tentar me matar, antes medeu um beijo e falou que nao ia voltar.

aconteceu ontem, logo apos de jogarnos no canal st. martin e dele perder o controle. ja nao era o fabian de semprem era um monstruo, um ser doente, em crise e violento. mas quanto sofria ao ver a loucura explodir no ser a quem mais amei, nao sei porque, mas sempre tive uma capacidade alucinante de amar doentes mentais.

ele me deu o primeiro soco, la estavamos molhados, era noite e ja fazia frio. talvez tudo estava destinado a terminar onde tudo comecou quase um ano atras, nas ruas conturbadas de paris.

um dia atras abriamos um bueiro da avenue d'italie para descer 30 metros nas profundidades daquela cidade que tanto tem me marcado. la descobrimos um universo diferente onde o silencio e a escuridao nos davam a impressao de haver chegado no fim do mundo.

senti vontade de beijar-lo numa escuridao interrompida brevemente pelo passar sucedaneo do metro. estavamos 30 metros debaixo da place d'italie, escutando algumas vezes as carcalhadas de uma menina fantasma que passava.

nao sei, de certa forma me perturba escrever tudo isto. mas sempre escrevo quando sinto a necessidade de me curar.

é certo que exagerei no jogo, mas afinal sempre brincavamos em jogarnos uns aos outros, e nas nossas brincadeiras sempre lutavamos. claro, nunca nos machucavamos, mas era essa a forma que encontravamos de mostrar afeto a traves de falsos socos que no chao viravam abracos e depois de abracos viravam beijos.

eh assim como no quartier latin ele me empurrou contra uma estatua e depois eu o joguei no chao e depois ele me jogou na fonte.

agora entendo que isso era a nossa forma de expressar afeto, abracos de tigres, cachorros que a olhos nus brigam. era tao bom levar-lo ao chao no parc de luxembourg, agarralhe o pescoco e morderle a barba ate que admitisse que ele tinha perdido e eu tinha vencido.

isso para estar novamente em pe na grama ante o olhar assutado de umas velhas que passavam e nao entendiam porque dois garotos se dava socos e se lambiam o rosto subsuquentemente e sem descanso.

eu sempre era melhor do que ele na luta de chao mas ele era melhor quando ainda estavamos em pe. mas mesmo lutando sempre respeitavamos um codigo secreto, entendiamos que a luta era mais uma brincadeira do que uma agressao.

foi assim que depois dele ter roubado uns oculos de uma loja de souvenirs e ter subido encima de alguns carros de uma rua perto do pantheon, corriamos ate o pont neuf, saltavamos a barreira e estuvimos a um passo de pular os dois sobre o rio senna. nao sabiamos qual era o objetivo, mas imagino que queriamos acao. uns turistas asustados pararam a nossa frente, os mesmos que nos tinham visto jogarnos na fonte de St. Michel, e insistiram com veemencia que voltassemos a normalidade.

mas ja era noite, e quando saiamos com outras duas garotas que conhecimos no squat-okupa de tolbiac para uma festa perto do canal st. martin, a brincadenira de socos continuoum ate quando ele esteve perto do canal e decidi jogarme com ele.

apos esse evento o codigo mudou e os socos inofensivos que os dois nos davamos em uma relacao doentia corroida pelo medo, passarama ser socos verdadeiros.
ele nao era o mesmo e eu me sentia tao nao sendo que decidi que nao podia mais reagir. nao entendia o que acontencia entre o jogo de amigos, mas os socos ja nao viravam beijos, apenas um constante i am gonna fucking kill you tonight.

e eu apenas falava no meio da sala escura da ocupacao em que estavamos morando...kill me.

e me lembrava do momento em que apenas explodi de choro no meio do ultimo metro.
estavamos empapapdos e ele continuava fora de controle e dava outro soco e eu falava contendo o choro, porque sempre tive dificuldade em mostrar-me fraco...just think that in every punch you give me the physical pain is nothing compared to what i am feeling.

"what are you gonna do? call your fucking dad? damn man, i hate you for all this, for not being able of being together again. i will be so sad waking up tomorrow and seeing that you are not there."

e eu falava que nunca lhe quis mau, que jogar-lo no canal foi um lapso, que nunca lhe desejei mau. my fucking brother died in a canal, and you knew it.
no man, i didnt think about it. ele sabia de tudo issom mas estava louco tao loucom nao sabia onde estava - fabianm fabianm donde estas tu.

mas estavamos escutando o barulho do ultimo metro, e como detesto o barulho dos trens que me transportam aos cantos absurdos de minha mente. sempre detestei o barulho do ultimo metro.

o trem se chocoallhava inteiro, interrompendo brevemente o silencio fatidico que vinha a reinar talvez eternamente entre agente. eu o olhava aos olhos e o unico que veia era um ser desconhecido, furia, furia, sentias furia,tanta furia, que nao sabia quem eras tu. te olhava diretamente aos olhos, e teu olhar nao se desviava, apenas continuavam fixos em mim, ate que levantavas o teu punho e me dava outro soco, e eu estava tao ferido de alma que nao tinha forcas para reagir. mas continuavas, continuavas dentro daquele ultimo metro, e eu nao fazia nada, apenas lamentava o dia fatidico em que te conheci, era um dia de agosto, e estavamos tambem em paris.
eu chorava ante a ma sorte de estar sendo odiado por quem mais amei.

tinha perdido a minha vontade, pouco me importava, e me imaginava dando um salto eterno com o fabian nas margens do sena.

o frio era congelante e me imaginava como seria a minha vida nova e solitaria. porque tudo tinha que acabar assim, porque, porque.

mas nada comprendia , apenas recebia o olhar furioso dos seus olhos em colera.
o que havia dentro dele nao o sei mas a caida no canal st. martin foi apenas uma breve justificativa um breve lapso de tempo para deixar aquele monstruo que estava escondido sair.

naquele ultimo vagao de metro descobri que o fabian estava doente e isso me deu pena.

foi quando entendi que nao o podia deixar e que nao sentia raiva, que apesar de toda a sua furia a vitima nao era eu, mas ele proprio, ele era o verdadeiro agredido dos socos que recebia. eu era mais forte, apenas recebia tudo impunemente, observando tudo desde uma dimensao superior. estava triste, mas sabia que a partir daquele momento teria que ajudar-lo.

Por isso intui que na manha seguinte nao o poderia deixar.

cuidaria dele, porque ele era um ser fraco e em desespero. Nao entendo omeu interesse de me desvelar por todos os seus msterios. talvez seja amor, mas um amor doentio que me vicia em cuidar-lo, como se porteger-lo de sua porpria loucura fosse uma especie de escapatoria.

foi pensando njisso que quando estavamos morando com as hippie da Bretagna lhe disse que estava preparado para largar-lo, continuar meu rumo sozinho, me perder pelo norte da africa e atravessar o deserto do sahara a pe.

lhe disse que esperaria uma semana mais, mas que nao poderia continuar na Bretagna acompanhando como observador a sua breve estoria de amor com uma hipie que tinhamos encontrado no contra sumicio da Otan em Strasbourgo.

Ri do meu azar. Estava esperando por tanto tempo encontrar-lo que apenas 20 minutos depois de ver-nos por proimeira vez em tantos meses ele conhece essa garota.

Entao lhe digo que nao ha problema, que podemos ir ate a Bretagna para que ele pudesse estar um tempo com ela.

Decidimos entao, depois de dois dias de assedio da policia no campo autogeirod feito para acolher os ativistas, ir ate a estrada e pegar carona ate Paris.

Uma vez em Paris vamos ate o squat da rua Tolbiac onde tinha morado durante o mes interior.

A pesar da minha ausencia para ir ao contra-somicio da Otan o squat continuava sendo o mesmo.

Um epicentro de seres noturnos e drogadictos que se juntavam ali de todos os cantos de Paris. Os habitantes daquele squat eram bizarros e todas as noites as bebedeiras e viagens de haxixe faziam a loucura coletiva chegar ate o amanhecer. eu nao participava, porque sempre achei esse lance de drogas para fracos. eu quero transformar o mundo, e nao posso perder o tempo com besteiras desse tipo. mas o fabian é fraco, e me era inevitavel controar-lo cada vez que colocava um baseado de haxixe na boca.

Era no meio de mais uma dessas festas que eu e o fabian chegavamos. depois de breves pergutnas de como tinha sido a situacao em strasbourgo e eu repetir o mesmo discurso de sempre a ebulicao de drogos continuava o seu ritmo normal.

mas entre os personagens do squat havia uma garota nova, sempre sorridente, sempre manipulando, sempre seduzindo.

tinha chegado do turkmenistao, e quando quis ajudar-la na cozinha nao pude conter a minha vontade de perguntar se depois nao podiamos continuar a festa no seu quarto.

algumas horas depois eu e o fabian apareciamos la.

mesmo de notar a falsidade em cada gesto do seu corpo ela seduzia de uma maneira perversa, talvez porque encarnava na suas risadas os misterios de uma mulher do oriente que chega a paris com o objetivo de tudo a ganhar e nada a perder.

nao sabia como ela tinha chegado nesse antro parisino de drogadictos, mas intuia que q razao de sua simpatia exagerada com todos era para se integrar bem naquele lugar e ganhar a condicao desejada de moradora permanente do squat.

nao ha culpo, sei como o movimento okupa em paris eh extremadamente fechado, mas a sua falsidade me parecia doentia, nunca gostei de pessoas que nao fossem diretas, mas mesmo assim, ela tinha um misterio, uma vida diferente, uma garota inocente que chega em paris para descubrir o mundo corrupto que se esconde detras da beleza dos cartoes postais.

es-tu toujours hereux comme ca? - lhe perguntava, tentando descobrir algo de verdade e atacando sua falsedade.

oui, je suis toujours hereux.

dois dias de atos sexuais depois com esa mulher asiatica, selvagem e manipuladora que nos convidou ao fabian e a mim, em situacoes diferentes, ao seu quarto, decidimos continuar nossa aventura ate a Bretagne.

Mas desta vez sentimos o impulso de nos esconder num TGV, passando a maior parte da viagem ocultos num banheiro minusculo e apertado, foi inegavel a minha vontade de apenas agarrale o pescoco e beija-lo. lancei uma moeda para decidir o ato. ele me perguntou para que lancava a moeda, mas nao respondi. no final reprimi tudo.

ja em rennes procuramos o endereco que as garotas hipies me tinham dado. era uma casa abandonada que antigamente tinha sido ocupada por narco-dependentes, estando fechada durante os quatro ultimo anos depois da morte por overdose de uma de suas ocupantes.

entao essas duas hippies que nos convenceramao fabian e a mim rodar o mundo a pes descalcos decidiram fazer daquele lugar abandonado um lar.

Elas se chamavam sara e atena, e a razao pela que decidimos vir ate rennes era para que o fabian ficasse com a atena, e eu nao pude eveitar de dormir uma noite com sara. ela nao me atraia, mas quando estava indo dormir ela me perguntou se ia demorar muito para que eu fosse ate sua cama. quando entrei a descobri nua, nua e lua.

mas a cada dia que via o fabian com Atena sentia uma dosis de ciumes que me stava corroendo. Devido a isso senti o impulso sexoemocional de tentar dormir como maximo de pessoas possiveis, como se sentir o peito de diferentes homens e mulheres fosse a minha forma de esquecer-lo.

e foi assim que a cada amante novo relatava as minhas mesmas penas de amor. Foi na cama de Anne que senti o intuito de chorar abracado ao seu corpo suave, depois de uma noite de erotismo no qual ela me introduziu ao secreto mundo das femeas e percebi o sensacional que pode ser o sexo com as mulheres.

na manha seguinte lhe pedia que colocasse musica francesa e ao mesmo tempo ela me dava um poema para ler.

nao pude evitar chorar em quanto ela me corigia a pronunciacao da mesma forma em que eu constumava fazer com o fabian quando lhe ensinava espanhol.

ela nao entendia o que acontecia, mas nao pude evitar mencionar que as vezes era muito sensivel e ela respondia com o seu jeito intenso.
- on est jamais trop sensible.

foi assim como a minha vontade de conhecer diferentes corpos continuou intacta. a cada novo amantae continuava relatando as mesmas penas de amor.

mas nao foi nem de anne, nem de sara de quem mais gostei, foi do adrien. a pesar de estar descobrindo um prazer intenso com as mulheres, continuo preferindo os homens. conversei sobre isso com anne, enquanto tentavamos assitir no trailer dela o filme que falava sobre um trio amoroso.

somo ela era intensa, e me revelava nas vezes em que passavamos juntos tudo sobre arte, esculturas, e todo o demais. eu palpava a finura de seus cabelos louros e me preocupava com o fato de que nunca comia nada. mas ela com isso pouco se importava, porque no trailer dela sempre tinha uma barra de chocolate e um filme novo me esperando. nunca tive com alguem tao insaciavel como ela. je suis epuisee.

mas a ultima noite sempre chega, e a ultima noite na vida de qualquer forasteiro é especial. era a noite em que tinha que despedirme intensamente de quem conheci. no entanto a noite so era uma, e eles eram tres.

Agora estou num trem que da marcha atras no meio da alemanham indo para um lago que faz fronteira com a suica para encontrar o Fabian.

Enquanto este trem marcha atras os meus pensamentos continam adainte, tentando refletir sobre tudo isto que esta acontecendo.
Escrever sempre foi a minha forma mais intensa de curar-me, e é isto o que estou fazendo agora.

Nao sei como reagir. depois dos golpes recebidos que deixaramo o meu nariz e bracos roxos, a minha reacao para escapar da dor interiorque estava sentirndo foir focarme completamente nele.

na manha seguinte apos escutarlo chorar depois de tentar se suicidar lhe disse que sentia muito pela brincadeira que tinha feito, que ele era uma das pessoas mais importantes da minha vida, que nunca lhe desejei nenhum mal, que incluso daria minha vida por ele, e que o tentaria ajudar; e era por isso que nao o iria deixar.

"man, dont say that, ive violated you last night"

"you were weak"

o fabian comecou a chorar novamente, senti que o peso da vergonha recaia sore todo o seu ser.

Nao sei o que acontece conmigo, mas ao ver a fraqueza interior do meu amigo senti a necessidade de ajudar-lo.

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Sunday, April 12, 2009

Anarchy in Strasbourg 2 - Cronicas 46


the tear gas fades away, my eyes are crying but i am ok. there is a lot of sun, and despite the chaos I sit down to rest a bit. the black block is attacking on the front, followed by other antiglobalization activists that sings "we are peaceful what are you". the blockade of the police continues to be intense, all the bridges that connects us to strasbourg are shut down, while barack evil obama arrives to pont d'europe. the activists are in fury, we want to protest, we want to say to strasbourg that we are against war, but we do not have the right.
the fireballs eclodes on the strasbourg sky, people cry, but i am living the moment, asking myself what is wrong with this world. hours passes by, the same fight always, but at one moment the police get tired and simply fades away. was that victory? have we overthrown capitalism? all i know that there is a hotel on the way, we see it, and soon after it burns, as well as the frontier border control between france and germany, it all burns, the symbols of capitalism are being harassed, eventhough capitalism continue strongs as always.
But we dont mind, because we know activism is in everydays action, it is a way of life. it is wanting to be free, not sacrificing nor selling our lives, is not accepting to be exploited, not receiving orders, it is enjoying the moment, and not worrying about security, it is living, intense in the moment that is always present. but that is why we are subversive, because if more people were like this the system would just collapse. we dont worry, we know it is a war, a war called life, and we enjoy fighting it, always loving, always laughing.

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Wednesday, April 08, 2009

Anarchy in Strasbourg 1 - Cronicas 45


the dark shadows started moving. It is 3.a.M when the alarm clocks starts ringing, we are in the camp, and altogether with the sound of the helicopter that doesnt leave us alone we breath a dense atmosphere of war. Most of us are nervous, mainly the beginners, like me, whom are not quite sure of coming back. yesterday 300 people were arrested, what seems to be normal in manifestations of the kind. But despite the tension in the air we try to show bravery, or at least I do, mainly when thinking that being in jail is not so bad as it seems. all of us have written down the number of the legal team on our forearms, we all remember what to do when getting caught. dont talk, it is important to remain silent and wait for the lyer. with that on mind we walk, we have a life to live, and a struggle to fight.
it is damn cold, and the black shadows start leaving the autogestionary village next to the florest to silently penetrate the sleeping streets of the working class neighborhoods.
I am thinking and breathing fast, somebody yells for us to run, the helicopter is lighting us and we need to move fast. i am still hoping to find fabian in the middle of so many masked people,while thinking on him i realize most of us are divided in smaller groups, with keywords someone once in a while yells.
I was not sure what they meant, it was only afterwards that i realized that they where used for people to gahter around their groups. each had a different name, some called themselves gigolo, others ladyback, other fiesta.
Gato, gato, i heard often someone yell, and everytime I heard those words my heart bet a bit faster, i thought it was fabian calling me. oso? i answered, but all was in vane, the night was cold, the light of the helicopters where pointing us, and sooner than later we knew we would be attacked.
this is when in the dark sky i see lights that provoked overall perplexity. It was the signal, the police had started attacking. The firelights turned out to be gas bombs, so much smoke that i could not breath, i cant see, my eyes start burning. i look to the side and there is overall panic. some activists start running away, it is undeniable, but we had fallen in a trap. Riot police start running after us, but there is a wall in front of us, apparently there is no way out.
Some of us start trying to jump the walls, others run back against the police, but there is gas coming from everywhere, and for a very brief instant I could imagine that I was in hell. In a fake war, a fake battle that could cause injured, but never dead.
Afterall we were in the first world, a place in which the real war did not take place. Those bombs where gas bombs, it is true, they burn the eyes, but after a while everything turns out to be fine. But it is different what happens in afghanisatan and iraq, it is not the eyes they burn, but people's life.
But we are in chaos, and some of us start yelling, it is panic, we are in a scene out of normality. this inspires me, maybe this is the foreshadowing of a truth war, in a not so distant world, in which brave humans with stones and sticks try to live their ideals struggling against the machinery of guns, bombs, and control.
we were the anarchists, and we dreamed, at least we dreamed. this is when we start running, not for our lives, but for the success of the game, of our mission. Some of us where mad, probably because of the signs of revolt, but others just wanted to love.
In the middle of the chaos others just try to tell everybody else to stop, to stay calm. It was the beggining of the battle, and our objective was to enter Strasbourg and set up barricades, we had to do it, we had to shut down the NATO summit, to shut down with the fake war the real war that was taking place in the other side of the world.
it is when the sun is coming out, and we were waking up strasbourg with our anticapitlist songs, when people start opening their windows to see what is happening. we say bonjour, and poeople seems to smile despite their overall confusion. the streets seems occupied by thousands of activist that gathered in that precise moment, coming from all corners of Europe. we are prepared, but the police is prepared as well. there is an infocenter of counterinformation, a medical and a legal team, as well as ana autogetionary village prepared to receive us all. everything is utterly organized, we get inspired, because we know we can get far. lots of clowns, black brigades and lovers dressed in white, it is a mixture of feelings that want to go out, the earth is alone, the earth sings, we sing as well, but we also hear bombs.
smile, i say, smile, and it is when i hear somebody in a wheelchair, showing up and clapping. i start to stroke forward, we had to be fast, we where getting close to downtown, and the police was realizing all that. we were being chased, not by tanks, but by helicopters that made them informed of everything we did. we see a hundred meters away the barriers. one, two, three, gas....the world are clouds. i start coughing, breathing intensely, ah, people yell. where are you, where are you, but i have no one to search. i am not worried, i have nothing to loose and i am all alone.

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Wednesday, April 01, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 44

i hope you are ok, and on the roadeventhough u dont write which pisses me off, i like you anyway, but i have to seriously question if this liking is some kind of emotional dependency, but that is a thing i have towards everybody, andnot only towards you, but it doesnt make it less sick.anyway i feel like entering my mind, probably because i am pissed off with another guy i met and to some extent like if he werent so cold and indifferent, which sems to be the general attitud nowadays, it is incredible how ppl can only meet to have sex, eventhough i must admit is quite great, but to some extent i feel used as some sort of body that provokes pleasure. or it is probably because i take everything too intnsely, therefore those kinds of things affects me more easily, but to some extent i am getting used to the way people "love" around here, because it has happened so many times that i am getting cooled down.damn i dont know why the hell i am writng all this,all i want to express is that i really am fucked up with the world, ive never been so frustrated, and so mad with peopl, it is a long story and this keyboard sucks in order to write it all. i just feel so sick of everything whileeating the wastefood of this restaurant i go everyday, and obsrving all those kids that throw away their food and wonder how bourgeois they will become in the futurebut damn, i ve been a week tryingto get paid forthe slavery job ive been doing, and even though i am not attached with money and just made the decision of never working again in my life, and i am really fucking serious about it, iwntto get paid for the work i already did, altogether with that i start liking this prostitute that is damn sick in his mind and lies al the time, but that is not that really important if compared to how messd up life inthe squat is, with ppl smoking so much shit that i wonder how slow and sick they will be, they are so damn closed, most of them i mean, but now i am liking them more probably because i am leaving and would like to remember nice things. i also just decidedthat from now on i wontwork, and that i will become a robber, which besides travelers are the only kind of ppl thatreally provokes me admirtion, i still havethis idea of using life to real have intense fun in fighting this dominant configuration, i perceive that mostwhat i have to change is within me, but i feel the necesity of confronting directly the authority and police, and all the xploitation of capitalism,therefore just to intensely live this life i would like to rob banks an create this guerrilla intheamazonin which the state authority could not enter,altogether with occupyingfactories and squatting, and defending ourselvesfrom the state oppresion. there are so many thingsi want to do,thati dcided i wont come back to paris and keep on this jorney. so much i have to learn and evolve, that i really feel ikeenteringthe deep cornersofpirituality anddiscovering the many diffrnt prception of existnece, by travelling and sensing what they have in asia. it really motovates me meeting you, becaus there armany things you helped me realize, mainly this overall problem with ego,as wellas this thing with diff perceptions; as a matter of fact i start perceivnng that ego is the worlds biggest rpoblem and goes directly connected with the christian dogma of original pecatum, and s many other dogmas in buddhism anddiff philosophers. but ppl are so egoist and i am starting to snse it eeryday, sometimes i sense it in myself and make a introspetivepause, like this bastard i am working for knew two weeks in advance howimportant was for me to be in strasbourg on time, but he justdoesnt fucking ccare, and eventhough he has the money he is just always postponing the payment, if he dosnt fucking pay me tomorrow i will fucking break down his expnsive restaurant and i dont give a damn if i go to jail, thre is this awesome phrase written in the squat wall, it ishiddenu t is the best thing ive read n a long time, it says something like"thanks to general indifference there will be no tomorrow", which is exactly what ishappening today, anyway i will be hitting the road tomorrow afternoon and hope to be in strassbourg the day after tomorrow, i really want to se you dude, because i miss you a lot and you are a very special guy tht i am very happy to have met, in fact two hours before we meet in paris i had this enlighted instinct htat told me that somethng ultimately great would hapen that day;i would have liked to have arrived in th beginning of the counter somet, but so many things have happened and somany obstacles, that i got really frustated in fihitng this kind of obscure faith that is holding me in paris; iwill definetely be so happy being released from thisgreat and vicious place in order to arrive in strassbourg and start seeing the world, and i am so glad it willbe together with such a mate like you, and afterall despite all probems and sicknes of humanity i do feel this life is great, andall this sickess of humanity, as well as loneliness and sadnes is just part of the great challenge of living, and hey, this is challenge is taking place always right now

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Monday, March 30, 2009

bonheur de tristesse

lui,
il avais l'air triste
qu'on a se reveiller
mais j'aime la tristesse
profound et dourmant
le visage serioux
et silentieux de qui dorm
peut-etre il
voudrais ressembler
la vie,
ou peut-etre
il avais
peur
tout ce que je sais
est-ce que
pendant une
nuite
j'ai l'aimé

maintenant je me prepare pour partir.
peut-etre je ne le verrais jamais
je pars au l'inconnu ,
cette foi ça s'appelle strassbourg,
mais apres ça sera seulement l'horizon.
de tout façon c'est pas facile partir.
je n'ai pas peur, mais desormais tout, c'est un chemin
dangeroux, celui'la qui je veux tracer.

Wednesday, March 25, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 43

Estava anoitecendo quando chegamos em Paris, de longe avistavamos Montparnasse em uma noite mais clara do que o habitual. As luzes nos impressionavam depois de estar varios dias na escuridao bela da estrada, mas nos sentiamos atordoados com o movimento de uma metropole efervescente, com a melodia de la vie em rose que chocoalhava os nossos ouvidos ingenuos de viajantes incredulos que acreditavam haver finalmente chegado na meca.
Era com essa energia de descobrir o novo que pulavamos a roleta do metro, respiravamos o ar do caos, para ser atacados pela sincronia do som candente do jazz tocado pelos sopros de um imigrante sorridente e triste que piscava os olhos ritmicamente, afirmando a regras implicitas de um novo mundo a ser descoberto. A melodia insensata da rua era opacada brevemente pelo pulso deste mundo subterraneo, onde nas noites de chuva e frio se refugiavam ratos, ciganos e mendigos, que viam-se marginalizados pelo andar apressado dos transeuntes bem vestidos, burgueses, serios e sempre de passo. Estavamos em Paris, a cidade inmortal, e saiamos de volta ao ceu para ver-me ligando para amigos deixados no passado; de todos somente consegui falar com uma amiga que da noite fazia vida, para convidar-nos para uma festa de champagne, mascaras e ligerie - so podem entrar com roupa interior- afirmava ela com seu sotaque nordestino. mas antes de vermo-nos dois dias depois vivendo as perturbacoes eroticas de uma garota perfida no bordel de sua casa, encontravamos lugar numa casa okupa, que mais se parecia ao refugio inaudito dos drogadictos, do que centro anarquista de revolucao do proletariado.
Mas que importava, entravamos no novo mundo de gritarias a meia noite, palavroes em frances que meu ouvido pouco a pouco comecava a interpretar, e que feliz estavamos, porque era a vida nova dos enfants da terre que motivava o nosso viajar. as vezes me via brevemente afastado de tanta ebulicao, tentando pensar e meditar nos novos rumos, na razao de depois de tanto tempo voltar a paris; mas o ritmo era rapido, e eu ainda nao tinha a oportunidade de penetrar no silencio, deitar, e dormir. Pelo que a cada dia sonhava acordado, para verme deambulando sem sentido e em laberinto, por ruas pequenas, vericuetos desconhecidos, para descobrir sempre gente neurotica, presa, angustiada. era conhecendo esses zombies que voltava a iludirme com noites de amor, tudo para escutar na manha seguinte o som sempre claro desta nova cidade; gritavam, gritavam, e era entrecruzando a selva humana que eu e minha irma recorriamos montmartre, louvre, sacre coeur, parc du luxembourg, e ate falavamos com walter salles; tudo para perdermos novamente entre os musicos do quartier latin, os estudantes em greve de la sourbonne, ate descansar os nossos andares precozes na paz ilusoria de nothre dame.
assim passavam os novos tempos em paris, a lua ficava cheia, e eu sentia vontade de chorar de alegria e tristeza sob a torre eiffel, numa mistura genuina de sentimentos diversos que se encontravam em um ponto unico de decidiam embulir.
era quando determinado tomava a decisao de recorrer o mundo sem nada e a pes descalzos, entrevendo na viagem da vida os verdadeiros misterios a ser encontrados. Mas nada terminava a minha tachante alegria de explorar o inexplorado, pelo que subiaiamos a torre eiffel; tentando com o esforco magnetico de nossos passos sonhar em estar um pouco mais perto das estrelas, sonhar em chegar sempre um pouco mais alto. mas o infinito sempre calava, e era com a mudez do belo que percibia a beleza das luzes la de baixo, escutando encima da torre que brilhava o eco perpetuo de uma terra que gemia - vida, vida... Linda se veia paris la de baixo, de la de cima escutavamos a melodia enigmatica, e tao felizes estavamos. anarquia, imaginava se este mundo fosse uma anarquia, e todo o sem fim de infinitas possibildiades.
era nesses sonhos quando caia novamente em terra, e os dias passavam comemorando o existir, mas ai decidia procurar um trabalho, ser explorado, mas mesmo assim o tempo sobrava para mergulharme em conversacoes avivadas com os hospiciarios do Atoll 13, a nossa nova moradia ocupada numa esquina do 13eme. era com esses desejos de alegria que me despedia com um abraco apertado da minha irma que mostrava um rosto sorridente e a ligeira impressao de perceber os infinitos misterios de uma existencia qeu a cada segundo chama por ser feita - vida, vida! e o trem partia.

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Sunday, March 22, 2009

Cronicas de uma viagem sem rumo 42

Deixei os hobos de verona para encontrar minha irma na estacao. Ela chegou e eu perguntei onde queria ir, porque o mundo era grande e era necessario decidir.Confiei que ela nao ia me dizer algo como o sahara, e de certa forma intui que nossa destinacao estava destinada a terminar em paris. Entao lhe mostrei o jeito anarquista de viajar pelos trens da italia, sem dinheiro, sem tickets, sem passagem, sem nada; apenas com a confianca intima de que todo o universo confabula para que de alguma forma possas exercer a tua liberdade.
E foi assim que atravessamos varios povoados fantasmas da campagna de Veneto e Lombardi, atravessamos Milano, ate finalmente chegar nas alturas de Torino.
Ainda era inverno, mas o frio eh iluso auqndo se tem o calor da vontade de descobrir o mundo e seus misterios, mas eramos dois viajantes cansados e precisavamos de encontrar um lugar improvisado onde dormir. Minha irma me impressionou com sua espertesa animal, e foi com a sorte de iniciantes que logo a logo encontramos uma varanda desocupada, que seria o nosso novo hotel cinco estrelas no meio de uma metropole atorduada. A varanda estava perto de um hospital encalhado de ambulancias, que pairavam a noite com suas sirenes, me lembrando o que se sente de estar de volta na estrada. Nos sonhos sentia a sombra de minha mae, que flutuava atormentada me advertindo dos riscos insensatos que te esperam uma noite na rua. Acordei com os barulhos do novo dia,sorridente, com forcas renovadas para continuar o nosso trajeto pelos trilhos de ferro; foi com esse impulso que subimos ate as montanhas do Piamonte, e novamente na estrada comecamos a pegar carona. Ja estavamos na franca, escutando as estorias pouco fantasticas e rutinarias de um caminhoneiro romeno gente boa que nos encantava com sua musica clara, foi assim que atravessamos parte dos alpes e chegamos ate Macon, num posto de gasolina algo abandonado que tinha tudo menos carros. Passamos a noite sob as estrelas tentando esquecer com o sono e o cansancio esse frio invernal que invadia os nossos sacos. Nao sei o que passava na mente da minha irma, mas apesar de sua burguesia ela aparentava adaptarse bem a esses novos aires, sentindo a intensidade de uma nova vida. Na manha seguinte continuamos pegando carona, nao tao facil como em tempos passados, mas o presente instigava a viola tocava, e depois de pouca espera conseguimos chegar em Beaune, a mesmo povoado no meio da Bourgogne onde eu e o Fabian tinhamos roubado os cafes da manha do hotel. que bom era estar de volta na franca, sentia a memoria se misturar com os tempos novos, e tudo me instigava a continuar andando, me confundia numa confrardia de experiencias presentes e passadas que me motivavam a recorrer o povoado. nas nossas andancas trocamos estorias de legendas antigas, e como se fosse karma de cidade bem templada ja bem entrada a noite "encontramos" varias garrafas de vinho que estavam do lado de fora de um restaurante, a lua era bela, e o sono, apesar das aparicoes videntes da minha mae, continuou tranquilo apesar do frio. No dia seguinte acordamos algo congelados, mas com a intuicao positiva que estavamos a poucas caronas de chegar em Paris.

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Wednesday, March 18, 2009

Correspondencias de Paris II

my friend
right now i am shut down in a five star restaurant; i have been working in this place for the bourgeois the last three days non stop. everyday we start at 5 p;m to finish the following day twelve hours later. it is not only a super fine restaurant, which charges in average 100 euros per person, it is also some sort of slavery. they dont know i am illegal, i found this job by accident, they are hiring me as an extra. everyday i have to dress up like crazy, the first day when i got here they gave me shirts and all the shit, they brushed all my hair to make me presentable to the bourgeioisie. seriously i am so fucking tired of being exploited, eventhough in this place the pay supposedly is good compared to the other exploitation camps. i hate living this clandestine life, the good think is that all is spoken in french. now we are being shut down by the police, because we where supposed to shut down at 2 a.m, and it is almost 5. shit man, i havent been paid, and eventhough this is a super famous restaurant, this guy might be cheating me. if he doesnt pay me i will break all this place down. i only got the job because my cv was super good, they were urgence of having an extra waiter, therefore they asked other restaurants, and one of these restaurants had my cv and therefore i was recommended. they were fucking surprised when they saw me arriving, because i dress as a hobo and not as a luxy luxy restaurant waiter. i have to be smiling all the time for these rich kids that come to have some fun here. in the last 48 hours i have worked around 26 hours. crazy no?
after may i will stop working for at least 2 years, and dedicate my life to write and love, as well as travelling+. damn my french is going pretty good, which makes me happy, but i have no idea about all these restaurants techiniques, like all the boissons and wines, there are so many tiny little details that for them it is really fucking important. they are teaching me everything, probably because they are impressed with my load of work, because the french that work with me are not used to it. hey i have to go, the police is coming and i will probably have to hide in the kitchen.
news from paris
rapha

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Correspondencias de Paris I

From: "Raphael Vizeu Gil" View contact detailsTo: "marcelo oliveira" oi paiobrigado por todo o seu apoio.sobre sucesso e exito; de forma nenhuma acredito que esteja relacionado a sociedade. para mim nao me produziria nenhuma satisfacao que a sociedade atual me reconhecesse. o reconhecimento so eh valido por pessoas a quem vc respeita, e defnitivamente nao respeito a sociedade atual. sim, acho que a satisfacao em viver esteja em exercer a humanidade, ou seja amar, mas hoje em dia isso esta muito disturpado. eh por isso que estamos em luta; eu sinto esta vida de forma magica, sobretudo pela oportunidade de transformar e evoluir. imagina, neste exato momento vc pode fazer o que quiser, eh so perdeer o medo e agir. loucura nao? mas alguem consegue evoluir se so pensa em dinheiro e em coisas banais, se so se destrai com futilidades? a evolucao vai mais na espiritualidade, o que nao tem nada a ver com transcendencia, mas sim com se ver comosentir o seu redor e se sentir parte de um todo.sim, estou de acordo com viver a sua propria vida de sua propria maneira, mas cheguei a conclusao que todas as vdias estao de uma forma ou outra conectaas. tudo esta relacionado, somos parte de um todo, e por isso estamos em batalha, porque esse todo eh multiplo, e cada componente dele tem diferentes tendencias, uma delas, e acredito que seja a dominante, eh o niilismo. mas eu sou da tendencia do amor, entao sempre estarei em confronto com uma sociedade de predominancia niilista, e minha vida eh exercer a potencialidade da minha vontade de amor, que tem por tendencia se esparcir, mas ao se expandir entra em conflito direto com as atitutes niilistas.acredito que nao adianta nada alguem tentar viver a vida de sua propria maneira, se a vida do Ser esta morrendo, porque essa pessoa tambem sao o Ser. somos individudos mas Todo ao mesmo tempo, para mim eh muito dificil separar isso. mas sim, se todos vivermos a vida da nossa propria maneira, o Ser alcancaria a felicidade geral, porque apesar de todos sermos aparentemente seres diferentes todos somos seres identicos, um mesmo ser. fico muito feliz por nossas conversas introspectivas, e recomendo voce seriamente utilizar esse espaco de tempo magico chamado vida para seguir as tuas vontades. descobrir os grandes misterios de existir e viver, as grandes experiencias ocultas em cada terra nova, viver intensamente cada forma de se adentrar no desconhecido. recorrer o mundo a pe e sem nada, sem dinheiro, apenas vivendo o instante. conhecendo a pobreza e a marginalidade, o ser humanos e suas diferentes caras, se conectar com a natureza e com o foto, se familiarizar tambem com a escuridao; sentir solidao e sobretudo amor. depois voce volta....vc perde o que?abracos e muitas saudadesraphael

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Thursday, March 12, 2009

Zombies

dude whats wrong?
are you alive?
damn, is it all right all this silence for you?
have we all fallen into the underworld of zombies.
im observing in the subways, in the streets, in the theaters
even on top and under the eiffel towerand
yes my friend
zombies is all I see
but i refuse to be one refuse to be indifferent
shhhhhhhhhhhhhhhh
to just shut up
to let time elapse until eternal forgetness
to just be quiet and not care
i dont mind if people call me
human, emotional,
shhhhhhhhhh
or even obsessed,
if i am accused of lacking self pride
of intemporal crazyness just for sitting around
and murmuring to walls
i dont care if i have to land my knees on earth
and cry out; just in order to plead to my neighbour;
"hey dude; how are you.lets be human one more time."
i refuse not to love, not to care, not to hug
not to cry
i refuse not to feel,not to smile
i just dont want to be a zombie
and damn, it worries so much
that you might have become one
this silence is so normal
so expected
so convenient in these days
but damn your silence makes me crazy
this coldness
this nihilist self
that are undermining us all
i dont know how to finish this poem
just want to tell you that i hate writing it
but well my friend
for me it is not alright just
nothingness
rapha

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Thursday, February 26, 2009

Crônicas de uma viagem sem rumo 41

Os dias so com o mar fluiram, e de longe escutava o pitar dos trens passar. Entao decidi voltar pro barulho do continente, subindo ao norte de trem em trem, passando por Napoli e seus bares escondidos em ruas estreitas, fazendo uma pausa em Firenze, e continuando ate a torre de Pisa. Varios dias de expulsao depois chego em Venezia para sentir nos frios dos canais o calor do Carnaval. Os laberintos da cidade magica eram colapsados por turistas, e eu rodava e rodava com o meu violao tentando encontrar algum lugar para esocnder minha mochila. Tarefa dificil, muita gente, todas as casas abandonadas completamente cercadas, mas que importa é carnaval; pelo que uma garota que pintava mascaras me encontrou no meio da multidao, e ofereceu pintar meu rosto de graça em troca de uma bela declaraçao de amor, trato feito, e eu me convertia no mais novo mascarado de Venezia, pronto para desfrutar entre os disfarces uma noite sensacional. Entao escondia minhas mochilas debaixo os lencois de uma construcao e saia pra folia; depois de me esquecer na piazza san marco e voltar pro esconderijo,na manha seguinte acordando brevemente e ainda meio sonambulo, bato de frente com um outro musico com violao. Ele estava chegando para se aventurar algo no carnaval, entao lhe conto sobre minha roupa de palhaco e sem pensar muito pouco depois estavamos no meio da multidao improvisando um circo com palhacada e violao. O assunto da certo, e continuamos rodando a cidade, eu improvisando e ele tocando as musicas em italianos, e tu voi fai l'americano, l'americano, l'americano, mais tu sei nato em italy, ...e os turistas olhavam e enxiam o chapeu de palhaco e rodavamos e rodavamos improvisando circulos de teatro. Ate que ja na noite encontramos outras duas garotas que estava na praça pintando mascaras, e nos convidam para dormir numa casa ocupada, que chamavam de Centro sociale Rivolta. Mas la temos problemas com outros integrantes, porque la nao era um lugar para dormir, mas apenas um lugar de encontro politico, temos a ma sorte de nos encontrar com pretensos anarquistas que ainda tem a mentalidade de propriedade privada. Algo que distava da minha bela experiencia anrquica em Roma, num centro social combativo de serios ativistas dedicados a mudar o mundo. Em meio de uma forte desilusao com esse gurpo especifico eu e o Graziano começamos a ter uma seria discussao com esses pretensos ativistas politicos que nao sao capazes de hospedar a dois viajantes num centro social cheio de espaco. Argumentavam que nao era possivel, que nao nos conheciam, que eramos estranhos, e que la nao admitiam estranhos, porque a Italia esta cheia de policiais infiltrados, cristaos fundamentalistas, neonazistas, fascistas, berlusconistas e mil coisas mais. Entao percebi que eles tinham a mesma mentalidade que tento combater, que é a mentalidade de ser fechado,de ter medo, e nao ser aberto a se conectar. Entao eu e o graziano decidimos partir, porque estavamos embebedados com a aura da musica e nao estavamos a fim de discutir politica com seres insensatos e falsamente anarquistas em pleno carnaval. A noite era fria, mas tivemos a sorte de encontrar uma construcao de facil acesso, e na manha seguinte acordavamos com a maior energia para continuar cantando e improvisando. Assim vou conhecendo este novo companheiro de viagem, que me contava suas experiencias misticas com uns eremitas no Brasil, a sua fuga de sua cidade por causa de uma estoria de amor conturbada e como era Lecce a sua vida de estrada no sul da Italia. Nos entendemos bem, e as improvisacoes dao certo, eu me sentia grato de estar esgotando o momento no carnaval de maneira tao sensacional, nao esperando que estaria em piazza san marco cantando l'americano e fazendo uma de artista de rua. O dia de carnaval se despedia e a noite chegava; o musico ainda afetado pelo recebimento do centro social volta pro sul da italia, e eu continuo o carnaval sozinho. Depois me encontro com o capitao do barco que me trouxe a Europa, ja que o barco dele esta em Venezia, e fazemos a festa com a turma que ele conhecia; na manha seguinte continuo usando a estrategia do Hakim e durmo num trem regional ate Verona; onde chega a noite e encontro alguns crentes evangelicos vindo do Brasil que me convidam a visitar sua novissima e podrissima igreja, vou por curiosidade, para entender as nuances e estrategias de lavagem cerebral desses missioneros, e vejo a grande merda que é e volto a perder-me pelas ruas de Verona, ate que encontro uns viciados de heroina que me convidam a dormir com eles numa praça do lado da casa de Julieta. Julieta, onde estas Julieta, gritava o meu mais novo conhecido. Mas Julieta nao respondia, e eu sentia certa pena de ver os furos no seus bracos, algo preocupadoo e melancolico. entao encontramos alguns pedacos de cartoes, forramos o chao, dividimos cobertas, e la estou eu, disfrutando mais uma noite de paragens improvisadas, nao entendendo muito bem tantas coisas que tem acontecido, mas disfrutando a novidade intensa de cada dia, e questinoando que merda estou fazendo eu entre hobos bebados e viciados em heroina que gritavam insensateses magicas nas luzes imaginadas em plena noite de Verona.

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Crônicas de uma viagem sem rumo 40

Quando estava escondido numa estaçao, sentindo a adrenalina apertar o estomago, minutos antes de pular no trem cargueiro, o vi subitamente aparecer no meu esconderijo. Ele me perguntou o que estava fazendo ali, e eu lhe mostrei o trem de containeres que estava parado, e a a lua, e a a grande viagem noturna que me esperava atraves das montanhas de Sicilia. Entao vi que os viajantes sempre se conectam, e ele me contou suas estoriais incriveis, de que para chegar na Europa teve que se esconder no porao de um barco de carga. Ele estava com outro amigo, tentando sair dos desertos do Marrocos para descobrir o grande novo mundo. Nao tinham dinheiro e muito menos documentos, mas o espirito de lobo era mais frote, e decidiram seguir a vontade e apenas se esconder no porao do primeiro barco com nome desonhecido que encontrassem; nao tinham nem destino nem rumo, mas haviam escutado estorias de remotos viajantes de que a Italia estava a tres dias de navegacao bem do outro lado do mar.

Esonderam alguns sandwiches dentro das calcas e os dias passavam na escuridao sufocante do porao. A comida poucoa pouco comecava a acabar, tres, quatro dias passavam, e talvez pensavam que a Europa nao era a destinacao; mas a paciencia era grande, e o sonho de chegar maior ainda, pelo que comecaram a cantar com voz de silencio os canticos de inshalla, inshalla, ate o tempo passar e o sono voltar a chegar.

Depois de finalmente sete dias descobriram que haviam encalhado na Grecia, tiraram as ropas sujas cheias de po e desembarcaram numa terra desconhecida que tanto a viajeiros afortunados prometia.

Ele me contava tudo isso com os olhos guerreiros dos aventureiros, e wow, eu me perdia em ardente admiracao por este mais novo companheiro, rindo da minha propria sorte de encontrar no burao das estacoes de trem gente tao especial assim. Lhe contava minhas estorias e compartilhavamos aventuras e estrategias de fugir da policia, e de tentar viajar o mais longe possivel sem ter que pagar nada. E riamos da insensateses do destino, vendo como era louco isso de se encontrar em lugares tao imprevistos.

Mas a lua era cheia, e o trem pouco a pouco comecava a se movimentar, apitando o novo som da liberdade reinante, e eu sabia que esse era o sinal de correr e pular. Hakim, vao embora, esta ilha nos espera. - Mais tu est fou? Il y en a la police la bas.

Entao ele me retratou os riscos da prisao e a unitilidade de pular em trem cargueiros na italia, sendo que aqui existem formas mais eficazes de rodar. Mas eu nao estava muito afim de eficacia, me interessava mais a aventura e o risco de conhecer sicilia num trem cargueiro me viciava, mas sentia que ainda tinha varias coisas que compartilhar com este novo amigo, pelo qual decidi ficar um tempo mais.
Me contou que aqui na itlaia existiam formas muito mais rapidas de viajar, que era mais conveniente entrar num trem de passageiros sem passagem e apenas esperar o inspector chegar. - Io no ho soldo, e bla, bla, atàe o inspiector te expulsar na proxima estacao do povoado mais inusitado. E enquanto ele me falava sobre essas novas estrategias de como burlar a Trenitalia, eu me lembrava da vez em que me esondia no banheiro de um trem na Suiça, que me descobriram a os inspectores fascistas chamaram a policia; entao para nao ser deportado tive o impulso de apenas sair correndo pelos trelhos de uma estacao que ja dormia, e me esconder debaixo de um vagao. Sairam correndo atras de mim com suas lanternas, mas o meu sentido insuperavel de drenalina fazia eu correr mais rapido. Cansaram de me procurar pelas altas horas da madrugada, e o hakim me olhava entendendo os sufocos desta vida clandestina.

No caso dele foi pior, me contou que uma vez o pegaram num controle rutinario na Grecia e teve que passar tres meses na prisao, pelo unico estupido fato de nao ter um passaporte na mao. Mundo de merda é esse no qual vivemos, lhe disse, mas nao importa; é vida, é vida. Entao vi como o trem que estava esperando partia, e eu ficava esgotando o momento com o meu novo amigo de esocnderijo.
Ele falou para nao me preocupar, que Catania era uma urbe legal, que que ia ser genial rodar um tempo juntos, porque ele tinha mais coisas pra me mostrar. E foi assim quando pouco depois conhecia os outros hobos clandestinos que habitavam nos vagoes abandnados nos confins da estacao. O Hakim tinha encontrado um vagao antigo de primeira classe, com cama e tudo, que fazia na sua vida em Sicilia e a sua espera por umoprego um pouco menos angustiante.

Foi atraves dele que conheci a tribo do shamalaleikom, e passavamos horas e horas trocando impressoes de aventura e conceitos mitico-religiosos do islam.
Todos falavamos frances, porque de italiano pouco sabiamos, a nao ser um par de palavras que nos faziam fingir agradecimento com as monjas que nos recebiam cautelosas no Caritas. Que viam a otima obra de piedade uqe faziam com os pobres, mendigos e desafortunados desta vida, mas nunca em missa levantavam uma palavra questionando o capitalismo e este sistema de merda que nos tem assim.
Mas que importava as monjas as submonjas e os seus papas; o importante é que fazia sol e a turma estava toda na praçca cantando em arabe e tocando violao. Mas a natureza me continuava a chamar, e depois de alguns dias onde o momento se esgotou dormindo nos trens, disse pro Hakim que tinha que partir, que o desconhecido era belo, e que o instante é agora; por isso seu objetivo de enriquecer e voltar pra sua “terra” era mais do que nulo, mas que importava, pensavamos diferente, ele em Allah, e eu na natureza e neste mundo de amor, mas os laços dos errantes de estrada se estendem fraternamente, nao importando diferencas de credo ou pensamento. Usei a estrategia do Hakim, sentindo um forte apego por estes admiraveis valentes que atravessam mares sem se importar em consequencias, por isso entrei no vagao e quando o inspector chegou e me perguntou pelo bilhete olhei aos seus olhos sorridente, sabendo que o meu destino era a proxiima estacao. Foi continuando de trem em trem que continuei me adentrando nas laderas de Sicilia ate encontrar um povoado minusculo atravessado por um par de casas e a linha de trem semi abandonada, pelo vi que era hora de andar ate a praia, dormir sob as estrelas e ficar um tempo tranquilo e so com o mar.

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Thursday, February 05, 2009

Bárbara - parte 3



Fue viviendo su pena de amor que ella era llevada a siempre perderse nuevamente por las esquinas del Roma Bar. Un lugar donde los locos de amor, o los pervertidos sexuales de toda índole tendían a llegar. Como arrastrados por una atracción magnética, que hacía las esquinas alrededor del Roma Bar el mundo perdido de todo lo que tiende a ser obscuro en la luz del día. Era en sus esquinas donde se encontraban los amantes del caos, siendo seducidos por los aires espectrales que rondaba su entorno, haciendo de esa parte de la ciudad un lugar de abandono, que poco a poco era poblado por fantasmas que vagaban en la noche y dormían en el día.

Ella estaba acostumbrada a no ser querida, por eso ya no le importaba correr nuevos riesgos, el dolor ya se había convertido en un sentimiento permanente, en el estado normal que se espera cuando despiertas.

Por eso a cada noche era nuevamente arrastrada a las esquinas del Roma Bar, a encontrar por ahí amantes que le brindasen el dolor que en antaño él mismo se había dado.

En cada nueva noche que pasaba se percataba con terror que su estado de someterse era un vicio. Le gustaba ser maltratada, ser apenas arrojada en una cama y dominada.

Ese sentimiento lo enervaba, lo enfermaba, generando el odio suficiente para verter su necesidad de sometimiento sobre si mismo, generando suficientes conflictos para que durante mucho tiempo la encerrara, fingiendo una muerte que era su propia muerte, enterrándola bajo represiones de ira que lo hacían un ser angustiado.

Bastaba. Cuando la descubrió todavía viva dentro de si, después de observarla viva sobre el escenario de teatro, la tuvo que poco a poco desenterrar; transformando lo que estaba carcomido bajo tierra en nuevamente vida.
Cuando él la descubrió dentro de si ella clamaba por volver a sentir. Lo hacía con la fuerza no temerosa de los que vivieron mucho tiempo ocultos en las sombras.

Pero él odiaba esos pensamientos, esas fantasías, esas ganas irremediables de ser dominado hecho una mujer cualquiera tal cual a otras tantas que golpeaba.

Bárbara, así se llamaba ella, así lo supo desde el primer momento en que la sintió en si, aún rigiendo desde su escondite fúnebre el perverso andar de sus fantasías.

No podía. Y con las perturbaciones de quienes se odian a si mismos, él la golpeaba, se golpeaba a si mismo en un intento inútil de castigar su lado femenino, un lado que desde su buhardilla interior regía sus depravaciones más ocultas, más enfermizas.

Él no estaba preparado para aceptarse, y con el resentimiento de un ser que reprime sus instintos él la golpeaba, intentado inútilmente imponer la razón a través de golpes que la hacían helada.
Bárbara sufría, y él cada vez que la golpeaba se inmiscuía en su lado taciturno, con el llanto de los que no aceptan su destino.

Se negaba a aceptar su lado femenino que lo obligaba a recorrer pasadizos ocultos en el que encontraba a tristes enfermos que lo forzaban a someterse a las crueldades impuras, hechos hombres intolerantes que hacían de él un mero instrumento de sexo.
Por eso cuando golpeaba a Bárbara lo hacía con el dolor de quien es obligado a alimentarse con las vísceras obscuras de sus fantasías.
-¡Porqué, Bárbara, porqué!

Pero Bárbara apenas vivía en él contemplándolo con la mirada lejana de las mujeres que sufren.

Fue con Bárbara al lado que cada vez que él caía golpeado en la cama intentado vencer los disturbios que le sometían a la voluntad de cualquier desconocido que él se diluía en un sin fin de lamentos, viviendo las penas de quien se resigna a seguir los deseos de su inconsciente destructivo.

Fue llorando sensiblemente que el hombre que se golpeaba aceptó seguir el sendero que lo llevaba al universo de las tristes fantasías que lo excitaban. Adentrarse por ellas con un sentimiento de sucia culpa que sólo hacía crecer en él la obsesión cada vez más desequilibrada por el sometimiento. -Bárbara, porqué me haces esto- decía cada vez en un lamento de quien está enclaustrado en un placer adictivo.

Bárbara apenas lo miraba, contemplándolo con la seriedad calma de una mujer que sabe que el sufrir de las calles se ha convertido en su más placentero castigo.

Y era sintiéndola con una pasmosa calma que sus impulsos de rabia lo hacían golpearla; pero los golpes de los hombres ya no le afectaban, por eso apenas miraba, sufriendo en paz, callada.

Él lloraba, cayendo rendido en un ciclo sin rumbo que día tras día lo llevaba a ser Bárbara para ponerse a esperar por nuevos desconocidos en las esquinas pervertidas de un sueño sin emotividad.

Entonces Bárbara se maquillaba, esposándolo, obligándolo a seguirla a las esquinas lúgubres que estaban alrededor del Roma Bar.

Era bajo el neón rojo de sus luces que aguardaba acompañada de la noche un nuevo amante que la llevase a ser maltratada. Sintiendo en sus vivencias de sometimiento el suplir de una carencia afectiva que lo enfermaba.

Era con la fiebre de soledad que disfrutaba se tocada, penetrada, forzada a tragar. Lo disfrutaba con una culpabilidad que lo entrelazaban a vivir en el ambiente siempre conspicuo de lo que se vive escondido.

Él sabía que no encontraría el amor, pero ya había abierto las puertas prohibidas de su interior, que lo llevaron a penetrar por sus abismos, vivenciando los detalles ínfimos de sus perversiones cuando exploraba los terrenos pedregosos de su mente.

Con Bárbara o sin Bárbara siempre lo habían invadido en sus sueños. Hombres fuertes y desnudos, brutos, que bajo amenazas lo obligaban a ceder, porque era esa la forma, siendo sometido en una posición de locuaz inferioridad que él llegaba al placer.

En cualquier momento esos pensamientos lo invadían, él los reprimía, intentaba cambiarlos, burlar sus deseos pensando en mujeres desnudas, en mujeres sometidas que clamaban por ayuda.

Pero no funcionaba, no lo excitaban, ni siquiera en sus sesiones de placer propio las imágenes impuestas por decreto lo despertaban.

Necesitaba ser ellas, las mujeres que contrataba con el único intuito de despresarlas. No lograba entrar en ellas, pero sus golpes eran suficientes para expedir en sus manos los fluidos de rabia que no lograban excitarlo en su sexo.

Bárbara, era apenas la fémina que tenía adentro, la mujer que deseaba la posibilidad de ser dominada. La odiaba, y por eso la golpeaba sin entender que sus odios y sus golpes no hacían más que alimentarla, socavando más y más los túneles de arena que hacía que todo en su mente se derrumbara.

No importaba cuanto la encerrara, los caballeros cabalgando las imágenes fálicas volvían a sus sueños, no había como detener sus deseos. Y para verse libre de ellos culpaba a Bárbara, era ella la afeminada, la puta, la sometida.

Él observaba sus manos de hombre bruto, la belleza viril de sus músculos, y no entendía porque todo tenía que ser así. No entendía porque todo no podría ser más fácil, teniendo a una mujer que amara, que le hiciera compañía, que lo tranquilizara. No entendía porque no podía encontrar el amor entre las mujeres, entre quienes desearía tanto a amar pero tanta ira le provocaban.
Todo eso Bárbara lo sabía, entrando con sus pasos livianos por la infinidad de pasillos que todos entrelazados habían hecho de su cerebro un sin fin de nudos complicados, que se necesitaban en una improvisación depravada para poder funcionar.

Era recorriendo sus misterios que él caía en un mundo de penas, impotente frente a los enredos que lo dominaban.

Eso hasta que cansó de resistir, rindiéndose a aceptar los deseos sexuales que lo guiaban, dejando una puerta libre para una Bárbara que escapaba de si golpeada, sin embargo libre para circular sin miedo por sus desviaciones más turbias.
Desde ese entonces era posible ver a Bárbara circular todos los días por los entornos del Roma Bar.

Y era volviendo del deambular de sus fantasías que él se sacaba el maquillaje de Bárbara y se perdía en el mar sin fondo de sus melancolías, entristeciéndose en medio de su única compañía, treinta muñecas calvas que lo miraban sin decir nada.

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Bárbara - parte 2


Cuando Raúl despertó vestido con su melena rubia y sus tacones altos empezó a recitar las líneas que tanto lo excitaban. Se sentía ella en el escenario, ya no tenía la necesidad de buscarla en los callejones de puta, ella estaba allí, amándolo, viviendo a su lado.
Se sentía ella, acompañado finalmente por una mujer bella que suplía con sus caricias su enfermo vacío de soledad, fue en ese momento, cuando la tenía en si, que sintió nuevamente las irremediables ganas de golpear.

Por eso no lo querían, porque era un monstruo, una bestia que en sus arrebatos descontrolados de furia golpeaba a las mujeres. Un cobarde que usaba su fuerza superior para desquitarse en quienes nunca le habían dado afecto.

Ella lo amaba, pero ella era mujer, y como tal tenía que sufrir las consecuencias, por tener senos, vagina y una melena bella.

No lo quería hacer, porque es cierto, como la amaba; pero sus arrebatos de furia eran incluso superiores a sus delirios de amor, y fue en una guerra interna que los golpes vencieron y dieron en su propia cara. Eso porque él era ella. Sufría por golpearla, pero al mismo tiempo eso lo encolerizaba. Le producía una excitación adictiva, y si ella realmente lo amaba, tendría que aceptar como era.

Por eso la arrojó a la cama, le amarró las piernas y siguió golpeándola, sintiendo el sabor de la sangre con su lengua que pedía más al mismo tiempo de clamar por piedad. Es que los golpes lo excitaban, de la misma forma que a ella aterrorizaba- cuanto más terror sentía ella más embravecido se sentía probando en su amor una dominación que en la vida desconocía., disfrutando en sus fuerzas el odio que por las mujeres sentía.

La golpeó hasta que le dolieron sus propios golpes, cansándolo suficiente para apenas acostarse, olvidando en sus sueños los dolores de su cara hinchada.

Cuando despertó ella quería una muñeca, fingiendo ser niña, para así excitar todavía más sus disturbios sexuales. -Muñeca, muñeca, cómprame una muñeca.

Y fue para satisfacer a su amada, supliendo en un juego lúdico sus propias fantasías, que Raúl compró treinta muñecas rubias que vestían tacones altos.

Las treinta muñecas iguales se integraban mudas a una orgía que tranquilizaba la imaginación imparable de la mujer que amaba. Mujer que ahora fingía ser niña, pura, como una Lolita alimentando la diversión trastornada de su amante. Entonces para hacerla sufrir él buscó una tijera y amenazó dejarla calva, alegando que su melena no era digna de una mujer esclava, de su esclava, de la esclava que lo amaba.

Entonces para amedrentarla, cada vez que acababa, seleccionaba una muñeca, y frente a ella en el espejo, sus pelos cortaba. -La próxima será tu- decía el perverso solitario a si mismo, a la mujer que amaba.

Fue alimentando ese amor fáctico con una serie de amenazas, que después de treinta veces amándola sobraron treinta muñecas calvas que con una tristeza solemne su locura enfermiza observaban.
Calvicies que se convirtieron en su fetiche, por eso, para obedecer las ganas de su amo, ella se dejó la melena cortar.

Por eso frente al espejo cortaba poco a poco la melena que había meticulosamente elaborado con el cabello de una decena de putas, porque ahora ella sería calva, en una prueba eterna de su sometimiento, de su amor hacia él, ocultando para siempre su belleza de otros hombres que con ella también fantaseaban.

Fue así que su cama se inundó con una lluvia de pelos, que de muñecas o prostitutas alimentaban su demente perturbación.

Pero a ella le deprimió su prueba de amor, no soportaba verse calva frente al espejo. Entonces él, para contentarla, intentó saciar con sexo la depresión de la mujer que amaba.
Pero al ver que ni eso surtía efecto, pasaba sus días escondiendo las muñecas calvas que la deprimían, que ella después gastaba una enormidad de tiempo en encontrar. Porque ella, a pesar de deprimida por su calvicie, quería mostrarle su martirio, enseñándole las muñecas calvas como si fuera una Jesús que en sus espinas se expiaba.

Talvez era el ocio provocado por su soledad, que tenía al loco escondiendo en la mañana muñecas calvas que después él mismo en la tarde encontraba. Eso en un ciclo eterno que le permitía sin problemas ser él y ser ella, nunca más sintiéndose el dolor impávido de los hombres solos. Pero un día después de una nueva sesión de golpes que tenía su cara casi desfigurada, ella se cansó de su condición de esclava, del bruto que la suplía con sexo pero día tras día la maltrataba.
Fue sintiéndose ella que Raúl se abandonó a si mismo, porque ella era muy bella para ser poseída por un animal sucio y violento. Al comienzo Raúl se sintió desolado por la pérdida, pero poco a poco ella lo fue olvidando, rompiendo así todos los lazos de una relación de dependencia que la hacía querer sus golpes con una servidumbre voluntaria de mujer sometida. Fue por eso que decidía salir, escapando frenéticamente de un monstruo violento que la estaba matando.


Y fue sintiéndose ella que Raúl nuevamente sintió deseos de sexo, pero era un deseo diferente que lo invadía, de una forma nueva, impensada.

Fue para suplir esa necesidad tan secretamente encarnizada en sus instintos que ella recorrió los callejones oscuros para experimentar lo que era realmente ser mujer. Abriendo así escuetas selladas en la mente de un loco que sufocaba en sus adentros un lado femenino hasta ahora nunca mostrado. Atacando en sus arrebatos de furia contra las mujeres una faceta que siempre tuvo y deseó ocultar.

Fue liberada de ese monstruo violento que a la cama la amarraba, que ella decidió ir en busca de otro perdido en las vías del sexo que le quisiese arrebatar la virginidad. Un ser real que oliese a hombre sin las ansias de maltratarla y ocultarla. Un ser que la amase como era, que le hiciese así vivenciar una libertad nunca antes experimentada.

Ella salía en un arrebato de desespero, como las mujeres que arrancan de la esclavitud sometida de los hombres que las golpean. Fue en ese desespero fugaz que ni siquiera tuvo tiempo de arreglarse, y con la ropa del cuerpo arrancó corriendo por su vida.

Fue con ese intuito que la noche la llamó sobre su sombra para ver a un hombre trastornado, que arranca hacia la calle vistiendo una peluca calva, calzoncillos blancos y tacos altos.
Vertió sus nuevos aires de libertad en las pocas lágrimas que corrían sobre su rostro sin maquillar. No le importaba su semi-desnudez, después de todo lo que había pasado se sentía libre de hacer lo que quisiera, sin tener miedo a consecuencias o a detalles fútiles.

Sus profundos deseos de sexo la llevaron como un insomne al cual le fue vedado amor por callejones insípidos de esa ciudad que se mostraba distinta. Ella recorrió los mismos callejones que Raúl ya conocía de memoria en los días en que vagaba buscando putas. Pero ahora entraba en ellos transformado en una más; en una travestida que va a la calle más por disturbios del placer que por necesidad.

Fue cuando observaba la luna bajo la luminosidad del neón rojo del Roma Bar cuando él por primera vez la avistó. Los dos hombres intercambiaron la mirada intensa de los que saben lo que quieren. Ambos se habían encontrado en la dimensión de los seres desesperados que quieren encontrar en el sexo el olvidar de sus problemas. Ella llevaba el atractivo inconfundible de los hombres que han llorado, y él venía de una procesión de furia en el que había perdido su bien amado.

- Me he enamorado de una mujer que se viste de hombre, y ahora quiero estar con un hombre que se viste de mujer.

Fue con ese intuito que la víctima de Malú salió a recorrer la ciudad, buscando a una mujer que si pudiera amar, por eso intentó encontrar hombres travestidos, pero la excesiva feminidad de los con quien conversaba no lo excitaban, por eso desilusionado entró a llorar sus penas en el Roma Bar.

Al salir de la cafetería embutida en un rincón sórdido de la ciudad, la vio, identificando en su andar la complicidad tácita que tienen dos inadaptados cuando se encuentran, entendiendo en su mirar la fascinación mutua de hacer todo lo que está prohibido.

Fue compenetrándose con el palpar del mirar que extendieron entre ellos los lazos que unen inmediatamente a dos subversivos que se embriagan con lo que no está permitido. Convirtiéndose en dos amantes que se entienden por sentir el gusto obscuro de estar cometiendo el mismo crimen.
Entre los dos hombres surgió la complicidad inmediata de los infames, de los locos, de los enfermos, de los perseguidos, y de todos los que sufren penas de amor. Y fue embalándose en una complicidad de perversiones que ambos extendieron la necesidad de pasión presente en sus noches insomnes a un cuarto de motel.

Al día siguiente, tal cual se amaron en la fluidez rápida de los que apenas sienten, los dos despertaron con la exquisitez furtiva de los que se aman sin ni siquiera saber el nombre.
Cuando ella se bañaba con la efusividad de los que piensan haber encontrado el amor, él se marchaba concluyendo así más un ritual de sexo fortuito y olvidadizo. Porque él sabía que los cuerpos que invadía eran apenas escapatorias momentáneas por las perversiones que lo atormentaban; él sabía que esta sería una pasión olvidadiza, porque él todavía estaba enamorado del ser que no existía.

Cuando ella ya no lo vio, sufrió con la desilusión de su primer amor de hombres, porque ella se había entregado a las pasiones calurosas de un amor fortuito con la ilusión de encontrar a quien finalmente llenase sus vacíos.

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Bárbara - parte 1



Él la había visto por primera vez actuar, con su melena rubia y sus tacones altos que hacían ruido cuando subía al palco. Desde ese entonces tenía que volver todos los días a vivenciar una vez más el esplendor de sus palabras, el timbre único de su voz opaca, y la sensualidad de su boca cuando confesaba:

Soy una prisionera
de las memorias
del pasado
de aquellos apasionamientos
breves e imaginarios
de aquellos fantasmas que exploran
lo inolvidable
invadiendo hecho aventureros
los tiempos
no vividos

Al final de sus palabras él apenas lloraba, sintiendo con ella un contacto único de los que se unen por necesidad de combatir la soledad, sentía con ella la familiaridad de los que se entienden porque comprenden la tristeza de vivir.

Un día Raúl ya no pudo más, quiso verla, tocarla, apenas preguntar como estaba. La esperó a la salida del teatro; ya no tenía la melena rubia y tampoco usaba los zapatos rojos de taco alto que tanto lo habían hipnotizado, pero seguía igual de bella con aquellos aires tranquilos de una actriz que hace un gran papel aun siendo desconocida.

Él se acercó a hablarle, primero no supo que decir, y eso porque la gente enamorada nunca sabe lo que decir, por lo que balbució algunas palabras, que no fueron muy entendidas pero que recibieron como respuesta: disculpa, tengo que irme.

Ella detuvo un taxi y se fue. Raúl empezó a correr, porque realmente la quería ver, convirtiéndola en una necesidad de primer grado que suponía llenar completamente su trepidante vacío de soledad.

La única forma de observarla por largos instantes, inspirando su melancolía en sus palabras tan cuidadosamente pronunciadas, era volviendo al teatro.

Pero el desespero y la obsesión de Raúl iban incrementando con el tiempo, haber memorizado sus palabras, saber de memoria el fluir de su mirada, ya no le bastaban.

Entonces volvió a intentar un acercamiento con más insistencia, esta vez fue a su camerino y la invitó a cenar. Ella recusó la invitación educadamente, talvez presintiendo los aires descontrolados de un lunático, pero apenas respondió que ya estaba comprometida. Eso destruyó a Raúl, porque de un segundo a otro su mundo imaginario de ilusiones se deshizo.

Fue sumido en su desilusión que el tiempo pasó, la temporada de teatro terminó y ya no la pudo ver. Por lo que Raúl se encerró con la tristeza en su cuarto, dejó su trabajo y comenzó a vivir como animal. La imagen de la mujer con melena rubia todavía lo intranquilizaba y noche y día lo visitaba.

Estaba obsesionado, hasta que salía por las calles buscando a una joven que se pareciera, buscó en calabozos de prostitutas y todas las noches en su casa lo visitaba una mujer rubia con tacones rojos y altos. Pero ninguna le gustaba, las golpeaba, lo irritaban, ninguna tenía la sensualidad, el timbre de voz, la mirada melancólica que expresaba soledad.

Fueron decenas de prostitutas que salieron golpeadas, que apenas eran expulsadas en el primer momento en que llegaban. Cuando su frustración interior era apaciguada con golpes él les pagaba para callarlas.

Su pequeño estudia número 40 de la calle Moritz se convirtió en el paraíso de los seres callados, en el que él insistía en iludir su soledad entrando en cuerpos turbinados de melenas rubias y tacos altos. Así llegaban todas, porque así las pedía y cuando ya no vinieron más él deambulaba por las calles yendo a buscarlas; visitaba los callejones de putas o los prostíbulos más recónditos, eso hasta que un día no pudo más.

Porque ninguna se memorizaba bien las líneas, y las pocas que lo hacían lo decían de mala ganas, o burlándose, o con una falsedad que las hacían brutales.

Eso lo irritaba, lo dejaba impotente, lo enloquecía al punto de dejarlo estático, inmóvil. Situación de la que se aprovechaban las putas, primero con algo de susto, pero después con aires de venganza. Le pateaban, lo escupían y después se iban dejándolo con nada, pensando que se había muerto en un ataque de rabia.

Cuando muchas horas después despertaba él se encontraba herido, algunas veces ellas llegaron a rasurar sus vellos íntimos, pero lo que más lo angustiaba es que volvía a estar solo, sin nadie con quien hablar, y lejos de la chica que sí pudo amar.

Fue en ese estado de desespero que empezó a caminar, intentado encontrar en cualquier chica rubia la actriz de teatro que lo había enamorado. No hubo caso, se perdió por los vericuetos de aquella ciudad sin nada encontrar. Hasta que cuando ya se resignaba a su suerte vio en una vitrina de ropa erótica los mismos zapatos que tanto fetiche le habían provocado.

Los compró con el intuito de contemplarlos. Los llevó a su cama y observándolos a ella imaginaba, volvía a sentir el calor de sus labios, el respiro candente de las palabras pronunciadas, la pasión ardiente de su mirada. Los zapatos, la tenía a ella al observar los tacones rojos que había comprado.

Por una brevedad de días su vacío de soledad lo dejó en paz. Se sintió acompañado en el erotismo sin fin de su imaginación, erotismo alimentado por los tacones rojos y la memoria meticulosa que hizo que guardara los detalles más mínimos de la actriz que en teatro tanto había observado.
Pero en un cierto día los zapatos ya no serían suficientes para alimentar su erotismo. Necesitaba más; ya no lograba tocar su cuerpo entrar en sus adentros con sólo imaginarla. Necesitaba más y más para satisfacer su ardiente excitación. Por lo que volvió a recorrer las calles y también los teatros para ver si la encontraba. Nada. La actriz había desaparecido de todas las carteleras, en ningún lugar estaba.

Su desespero y su necesidad imperante de sexo lo volvieron al mundo de las prostitutas, pero de esta vez decidió doparlas, las desvistió y no sólo las tocó, sintiendo la textura de sus senos y la belleza de sus manos. Pero con cada una que estaba cortaba un poco de cabello, lo suficiente para que no fuese percibido cuando estas despertaran. Secretamente fue apropiándose de su fantasía, cociéndose lentamente una peluca de melena rubia con el cabello de todas las prostitutas.

Después de una decena de noches en la cual adicionaba poco a poco los cabellos adquiridos en su peluca, que cocía mientras observaba el sueño profundo de sus invitadas, consiguió finalizarla, ahora tenía la melena real de su amada; una melena superior al cabello de todas las mujeres con quien había estado, porque era una combinación meticulosamente fabricada con las mejores bellezas que había encontrado.

Otra vez la saciedad de su furia sexual fue contemplada con las fuerzas emanadas de los tacones altos y la melena rubia, pero ahora ya no le bastaba observar los dos objetos que a ella recordaban. Ahora tenía que usarlos, tocarlos, sentir la belleza de la melena en su cabeza y escuchar el inolvidable toqueteo de su caminar emanando de sus propias piernas.

Para llegar a su placer necesitaba pronunciar sus mismas frases, con su misma voz, con sus mismos gestos de labios. Necesitaba mirarse en un espejo para verse a si mismo trasformado en ella. Era observándola en sus reflejos que le hacía el amor con la tenacidad placida de los amantes que se quieren cuando entrelazados por los dolores del alma.

Pero su carencia lo doblegaba cada vez más con los requerimientos para ser saciada. Era tanta la admiración por la belleza de su enamorada que necesitaba admirarla en el espejo durante la integridad de la noche hasta la llegada del alba.

Su existencia se limitaba a sentirla, a viajar por el camino trazado por sus orgasmos que lo hacían escuchar sus gemidos de calma.

Esta era la vida de los seres sin cariño, seres perdidos en el frío, intranquilos y sin afecto, que murmullan solos las lamentaciones de tantos años de olvido, sin nadie para quererlos y tocarlos en su submundo de carencias, donde se van acumulando barreras de silencio que al final provocan desmesurada demencia.

Ese era el caso de Raúl, un hombre enfermo de soledad, maltratado por la hostilidad brusca del mundo de las interacciones, un alguien que fue un ermitaño sin tener a nadie más.

Raúl en sus días más solitarios, cuando percibía la tristeza de su estado, apenas cerraba los ojos intentando imaginar en su cama una mano, una caricia, o apenas una sonrisa.

No había caso, las prostitutas no lo suplían, sólo empeoraban su salvaje estado, recordándole que para tener la compañía insincera de alguien tendría que pagar.

Fue por eso que cuando escuchó palabras que lo tocaban en bocas de una princesa que lo extasiaba toda su soledad pronunció la voz acumulada que tanto osó en callar.
Su soledad pronunció la voz de los desesperados, de los seres callados, de los que nunca amaron ni fueron amados.

Su voz pronunció el canto de los vírgenes en los viajes de amor, la melodía triste de los ríos secos, la amargura de las semillas que no germinan, o la complacencia nula de los mares eternamente helados.

Raúl entonces frente al espejo gritó:

Yo nunca amé, ni fui amado,
cuando veo a los tristes apasionados,
pienso que mi dolor es más fuerte,
es el dolor de los que nada sienten
de los que nunca vivieron y están vacíos.
Mi dolor es el dolor de los vacíos,
de los ríos secos, de los ojos ciegos.
Mi dolor es el dolor de los que nada sienten,
de los que están solos y quieren gente.
Es el dolor de los círculos podridos,
que nada quieren, y siempre mienten.
El dolor de las semillas que no germinan,
no comienzan y no terminan;
es el dolor de la nada siempre existente.
Ese es el dolor de los que no conocen el amor,
de los que no amaron ni nunca fueron amados.
Es el dolor de los tristes solitarios que se ahogan
en la soledad de los mares eternamente callados.

Después de su canto desesperado, decidió apaciguar su mirada y resignarse a una locura que lo iría salvar del camino crudo de la soledad.

Fue entonces cuando a partir de ese momento Raúl decidió convertirse en el ser que amaba, sin nunca estar solo, siempre despertando consigo y con alguien al lado.

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Wednesday, February 04, 2009

Pai, eu sou anarquista.

como estas mensagens vieram com tanto sentimento,decido publica-las.
Recomendo o download de Fighting for our lives em
http://www.crimethinc.com/tools/ffol.html

querido pai,
nao se preocupe,
vou cuidar bem da fernanda, e nao vou correr os mesmos riscos que normalmente corro. de certa forma me sinto responsavel por ela, entao nao vou pular em trens cargueiros e nem dormir debaixo de pontes. talvez a leve a conhecer os hippies no meio de um bosque, ou os punks-anarquistas de uma casa okupa, mas com certeza esta viagem com ela vai ser bastante importante; porque nos dois estamos atravessando por fases ricas, e vai ser interessante compartilhar.
agora estou em roma morando numa celula ultra anarquista, acho que continuo por aqui ate prox semana, depois continuarei rodando a italia, para me encontrar com a fernanda em veneza ou na grecia.
gostaria que tivessemos no futuro um projeto em comum; com certeza vc podera me visitar na asia, ou quando bem quiser, e agente alugar uma moto e sair rodando, ou entao eu te convidar pra participar conmigo de uma tribu nomade atravessando o deserto. as possibilidades sao infinitas; afinal de contas, neste exato instante somos um ponto do universo, no qual todo o passado ja morreu, e o futuro é um grande desconhecido no qual podemos forjar nossas vontades.
fico contente que estejas bem com a daniela, te desejo sempre muito amor, afinal é o que nos mantem vivos; sorte nos teus projetos; e mesmo nao sendo compativel com os meus, e as vezes opostos, te valoro muito como pessoa. agora convido-te a se introduzir um pouco mais no anarquismo, lendo o seguinte revista, tem 24 paginas e é hiper interessante, da para fazer o download em pdf em http://www.crimethinc.com/tools/ffol.html
muita intensidade, e nunca deixes de sonhar.
saudades,
raphael.


From:
"Raphael Vizeu Gil"

To: pai

oi pai,

eu tambem sinto bastante tua falta.
mas para mim voltar nao seria evoluçao, eu preciso de trilhar o meu caminho sozinho, ja decidi o que quero fazer da vida.
alguns pais perguntam aos seus filhos o que gostariam de ser?
uns respondem: engenheiro, jornalista, a maioria advogado, ou se for pobre; policial.
voce teve a sorte ou o azar de ao fazer essa mesma pergunta, voce escutar:
-quero ser revolucionario.
bom pai, essa é minha decisao, essa é minha evoluçao.

saudades,
raphael.

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Monday, February 02, 2009

the anarchist kid - part 2

This is what makes our life a struggle, once we see our lives merged in the overall context of existence it is not possible to ignore the course of our tragedy, therefore we comprehend the immediate necessity of acting.

This explains my anarchist desires of changing this society, my anarchist vision and dreams fit into a broader concept of existence.

It is interesting to notice that the perception that we are part of an entirety is something manifested in different currents of western and eastern thought; as if this conception were intrinsic into human spirituality.

The human being makes questions that we cannot answer, that are far beyond our logic and language to be methodologically explained. Nevertheless, we could have the infinite power of perceiving that the act of living and dying has a broader connection to the entirety and movement of the universe.

Spirituality is something inherent to the human, it is her/his natural instinct of perceiving the energy and the life contained in the being. It is the desire of wanting something more, of connecting, of dreaming, of evolving and entering into the unknown.

Connecting ourselves to this being is what can be sensed as love, the experience of perceiving that the whole universe is within us, and by being within us, it is also surround us. Because as a matter of fact there is no "us", but just an entirety that is always in constant movement.

we, or "I" is just a limited perception we have of this universe. But we are the universe, and by being "I", we have the opportunity of acting and transforming. A drop of this ocean can act and define the paths of the ocean. We are the ocean at the same time we are drops. But to transform this ocean we need to act collectively.

Nowadays this ocean is dying, it is far from equilibrium; the perception that we are actually all one is being forgotten. The individualist idea that we are just drops, and it is our ego the only thing that matters, is making us loose the connection within ourselves; which is the same thing than loosing the connection with the being.

In the present the drops are so apart from each other that the ocean might disperse so much that it could eventually dry into nothingness.

But we do have the power of changing. And that is what is magical about existing, is that through our actions we can define the paths of ourselves and the universe.

that is why we are at war. many currents of this ocean we call entirety are leading ourselves towards nihilism, wanting to delude us into nothingness. The reflects of these desires in tangible "I"perception life is the monstrous development of capitalism and the cruelty and inhumanity it imposes to the living condition.

Cruelty is probably an understatement, what we are creating through our capitalist way of living is much worse, is the complete and total indifference, it is nothingness.

as drops of the ocean we can sense the reflections of our auto destruction, through the nothingness and nihilism which transposes into reality in the feeling of complete solitude and emptiness.

As a human being I can decide how to use my potential force as part of this universe, as a minimal configuration of the entirety. I can either ignore the movement and dispute of the currents and just throw my existence into nothingness, or I can fight for change in the world, connection, evolution towards the unknown. I can either conform myself into just being a passive spectator of universal existence, or acting to spread love.

I chose to take part in this war, a longstanding war that has long ago started. Anarchism is far beyond destruction of the capitalist society, it is the creation of something new, it is the determination of a different and new path into existence, it is the non conformation of emptiness and nothingness, it is the ultimate desire to love.

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Sunday, February 01, 2009

the anarchist kid - part 1

the anarchist kid - part 1

Anarchy is the desire to be free; therefore I am an Anarchist.


Life is the opportunity we have to transform; it is action, it is creation, it is evolution.

We Human beings exist and what we share in common is the desire to pursue happiness. Nevertheless, we are part of an entirety, we are not alone in the world, and today this entirety is dying.

It is dying because today's social configuration forces people to live in an inhuman way, stimulating individualism and selfishness, instead of connection and love.

In order to survive in the capitalist jungle we are forced to sell our labor at absurd low prices, being exploited by the few privileged that receive the results of the work of millions.

Nevertheless life is the opportunity we have to forge existence, to transform it accordingly to our own desires.

And our desire is to have a society in which we can live without the necessity of prostituting our lives to a boss, without the necessity of giving most of what is our misery wages to a landlord, without the sick desires of consumption presented daily by the massive media, without the need of forgetting our drams of freedom.

It is the common desire of many not wanting to live in this sick world anymore. And if we are many we do have the power to transform it.

...........

I am so sick of this world that I am writing this text in order to stimulate transformation, I feel hate, but I sense I could feel love, and this is what gives me hope in using my life to fight for a better world.

A better world is achieved by transforming this world we live now. A sick world that undermines the human condition to its minimum. It undermines the poor by forcing the workers to prostitute their lives and desires, and it undermines the few privileged, that live in excessive material comfort but lacks human feelings. It also undermines this thing called middle class, a bourgeois kind of people that are mostly preoccupied in living a comfortable, secure, and mediocre life; based on schedules, work, phoniness, success, waste and consumption.

For me it is hard to bare a world like this, and this is why I am writing this fucking message, because I am sick of it all, and I decided that I want to fight. With these words I want to stimulate change, to contribute in a war that has already started; it is true that we, the oppressed, are now loosing, that our scene is an underground laugh into this capitalist mainstream. But we are there, and despite all the brainwashing massive annihilation of the media, and of massive school education, we will be there, in order to preserve and resist the bit of humanity that is left.

But it is necessary to do far more than only resisting, it is necessary to spread a different mentality, a different way of being and living. Because capitalism is a system created by humans, it can be changed by humans. And it is because we are humans, and not pieces of shit, that we are going to change it.

It is true that most of us live with anger and hate, it is comprehensible, after all the ones that are not conformed to be sheep of an asshole of productive-democratic system are persecuted and outcasted.

Let it be, we are social outcasts, but we are active, and we will keep on into the fight, being a threat, despite all the persecution from the state and the all so called repressive authority.

It is because we refuse to die that we keep our dreams alive, we say stop to this mediocre human state, and we act in order to have a better world.

Sometimes I wonder why it is worth fighting for anything if I am gonna die. But then I start reasoning and understanding that I am not alone in the world, that the state of "I" is just a provisional state, an opportunity, a potential force that can be used to transform.

I want happiness, but I realize that this happiness is far beyond personal happiness. Happiness is something I have to find within myself, but if I go deep enough I realize I am part of an entirety. That I am part of humanity, of existence.

I perceive myself as a drop of a sea, this sea is entirety, and can represent humanity. Each one of us is a different drop, with different perceptions and different desires. But often these drops act together, and then they make up a current. In this sea there are many currents flowing, many of them are fighting each other, being antagonistic, and it is always the stronger current that imposes itself.

Unfortunately a major current that defines itself as capitalism,but that is nothing else than auto destruction, has been dominating the sea during the past decades.

It is a current that has evolved, worsening its auto destructive capabilities, strengthening itself with the illusion of equality and freedom, increasing but at the same tie making its repression more subtle - selling us the illusion we are free.

We are told that capitalism is freedom, that work is dignity, that we are equals. But at the same time in capitalism we have hierarchies, imposition of power, submission, exploitation, mass mentality and consumption. We have replaced our condition of humans to a condition of consumers. We have become voters, instead of active creators. We have consumption desires, instead of motivation to act. We have sold our bodies, our work force, and we are not far from also selling our dreams. This is the glorious days under the capitalist sky; some people console themselves thinking that paradise is in another life. But guess what, I refuse to believe and withstand the way we are living now, paradise is on earth, I can be free, be myself, share, love, live. I am not a beast, even though human condition has turned out to be worse, which is a sheep. I am a human, therefore I am, therefore I want. And what I want now, and not tomorrow, is to make a different reality. And because we are the universe, we have the power to act. And we say, let's unite and act now.

The establishment tells that work is dignity, that it is necessary to work in order to succeed in life. Omitting the fact that work in this capitalist society is nothing else than prostituting your life into a capitalist production pyramid that will only benefit a very small minority that will set through their power over institutions and influence on the massive media, all of their standards, including the aesthetic, religious, sexual and racial types that will be praised and discriminated.

We are told we are all equals, but then we have all these states in which capital can flow freely, but human beings are denigrating other human beings in deportation camps.

I was almost sent to one by a fascist bastard police man in Italy, in a "regular" police check. I wasn't sent to one because the police man was racist and I somewhat looked like him. All these people being treated like shit, and being persecuted just because they don't have these sick conception of "first world blood"; because nowadays the world is being separated by casts, like in Hinduism, in where you can find the desirable first world citizens class, and the undesirable ones that dies crossing bravely barbed wires in the desert or seas in stick boats. All to look for a better living condition, because their "homelands" have been devastated by the so called "development first world enterprises", and by civil wars, supported by first world countries that profit from selling wackos that will favor their interest all those weapons.

The world is far too complex in order to try to put everything in paper, I don't think it could fit my mind. But all I know is that there is no illegal man in the universe, that if we are all equals we cannot tolerate the persecution of brothers, these deportation camps, and the fact of being divided by borders and nationalism.

So fuck the world cup, your passport, and the stupid flag of your country. Understand that we are all one, even the fucking police man is your brother, but he is so damn brainwashed that he doesn't realize it.

I feel it is my task, and sense it should be everyone else task to spread a different mentality, a different attitude, a new way of being. This world is being led to autodestrucion.

In the United States masses of people are overwhelmed because of the election of Barack Obama. But Obama won't change the world, won't improve anything, he can't and doesn't want to do it. He is just another face of the machinery of capitalism, that hides through fake concepts of equality and freedom of speech a complete democratic dictatorship.

It wasn't easy for me to understand that democracy has a direct correlation with capitalism. There is no freedom if there is centralized power. There will always be hierarchies if power is concentrated. When you go to vote you are giving your power to do something respecting your life to someone else that is going to decide for you. In a democracy all the decisions are delegated to rulers that will govern us;therefore such system cannot represent freedom. Because freedom is deciding by yourself. It is community, it is direct action.

That is the big problem in today's humanity, the fact that action is not stimulated. The only stimulated action is the action towards profit, that will of course benefit the privileged capitalist pig class that will believe themselves to be powerful because they have money. But even money isn't action, is just an illusion, and illusion of power in this complete underpowered world. Because we have turned ourselves into zombies that do not live, in sponges that follow and conform themselves, into nihilists that delight themselves with cheap and mediocre comfort. That is not a human being, a human being creates, instead of accepting reality, making of reality its own desires; a human being connect with others, love, think, create, transform. Human being is evolution, and evolution is action. But now we are just sterile, numb, and not even the dirty illusion of money can give us a truthful sensation of happiness. With this system we are doomed to feel empty, that is the reason of this war, of social transformation, of anarchism. Is the personal desire of each one of us to stop with this state of numbness. And let's not lie to ourselves and think we can find our happiness alone, in the middle of the forest. Dear hippie friends of mine, there is no possible oasis that will not be contaminated by the desert. We are all one, we are the sea, the universe, and not the "I", and therefore all the "I" in this world need to understand that what actually prevails in life is the entirety. And now the entirety is claiming for help, because if done is done it will be led to auto-destruction.

It is a war, dominant forces insist in just destroying humanity, of imposing capitalist structures, and destroying life and nature. Therefore we need to fight it. Searching happiness in ourselves is perceiving we are all connected, and that no man can be happy alone, ignoring that there is a world suffering. We need to change, to actively change, and that is to unite, to organize, to make and spread insurgency, to create and spread a different attitude. To transform zombies into humans, to recover the sheep and instigate them so they can find they track to creation. We are all drops of a huge sea, so let's not give up, because this sea, in you and me, is claiming for evolution. Evolution into what? I don't know, it is the unknown. An unknown that instigates movement. If there is no empty spaces, if there is no unknown, there is no movement. All i know is that the road to evolution comes through love and creation, through sharing and being, through connection. And that these attitudes are quite distant than the cheap under living of today's society. The war of anarchism is a war towards the evolution of humanity, is a war of life, is a war that feels, that senses, that loves.

It is undeniable that we are living in a war, that life is dispute between different forces; but unfortunately for us, the force of love is loosing space to the force of nothingness. Autodestruction, and involution into emptiness is foreshadowing by far the attempts of us living and growing. Life is worth living, because life is action, in life we can transform, we can be that tiny point in the universe and decide what to do. We can let ourselves be dragged into a complete vacuum, or we can decide to wake up and act.

Perceiving ourselves as part of an entirety has nothing to do of feeling inactive as "I", or as a drop. The entirety is the connection between all "I"s, it is living the power of being to the maximum. The collective is not the annihilation of the individual, but the connection among individuals that share ideals in common. And the desire anarchist individuals share is Life, and living is much more than a previously established automatized subroutine. Contributing to the well being of the entirety is at the same time being well with ourselves. It is not through annihilating my feelings and my desires that I will be able to evolve. Evolution, or the idea of actually living (not the underliving of present days) means feeling and loving to the maximum, feeling so much that the ego can be overpassed and connected to the entirety. It is the opposite of the nihilistic approach taken by buddhist. evolving and well being has nothing to do with suppresion of ego, but with exponential living of the ego to the point that we are so connected within ourselves that we perceive that ourselves is actually everything in the interior and in the exterior, that there is no actual boundaries from one and the other, that all is a matter of perception and that in fact all is one.

the approach of the ascetics and buddhist is to eliminate human suffering by eliminating human feeling. This is just pure nihilistic practice. The idea is not to kill the ego in order to stop samsara and merge into nirvana, but to live so much that we can understand that even as minimal configuration of atoms we are part of an entirety that wants to love, but that in this moment is being led to autodestruction.

The idea of enlightenment is realizing and feeling we are actually more than our ego, that our ego is connected to everything, from a bee that flies, to the strenght of the waterfalls. It is the cosmic energy that flows. The fact of being everything does not undermine the fact of being "I", it just enlightens the need of understanding that we are part of one All.

The most fundamental thing is to enjoy life, to love, to feel, to connect, to evolve, to collectively transform.

love and anarchy.



..................

the concept of the unknown:

Existence flows. It is always flowing, moving from one space to the other. Our atoms, our dreams, our sensations, it is always moving. Heraclito mentions that we could never cross the same river twice, when expressing the idea that all is in movement.

This flow is motivated by emptiness, there is no flow if there is no undiscovered. There is always something else motivating us human being to go further. This desire of evolution is human spirituality, the desire of wanting to go further, of surpassing the boundaries of individual perception, of wanting to love, of wanting something more. we humans are spiritual beings.

Therefore it is precisely through spirituality that control has been thoroughly exerted over us.

The human beings has questions that she/he cannot answer, questions about its origins, about what reality really is. being spiritual is feeling around you and asking what the hell is all this? it is the ability of being surprised, the shock of realizing that we are alive. it is the natural curiosity of wanting to know. It is desire, want to perceive, to grow, to evolve. This is what living is about, about evolving.

And it is by trying to annihilate this magical and most lucid capability of the human being that many religions have developed. In order to explain, to monopolize perceptions, to frame every being into the same believe, to make a uniformed army of thought; to impose control, to provide comfortable answers that suppress the surprise of existing.

Through christianism we are told that there is a God,but God is nothing else the word invented to suppress the mystery of existing, it is the nothing else than saying that there is an unknown, that there are things we cannot answer.

The problem comes when christianism and other major religions that have imposed its sick moral upon the world, start claiming that this unknown called "God" is actually a creator, and as "he" is our creator we owe him obedience. Therefore we are inferior beings, just reflects of an external will. We have to understand that We are God, we Are the unvierse, and we have the power to change it according to our own will. We are not submissive to noone, to any obscure creator that committed sacrifice, we don't own anybody any sorrow.

Is through the belief that there is a superior being that created us that hierarchy starts to get imposed, sheep agglomeration start to take place, moral values and dogmas start to brainwash, oppress and control. Then stupid - but hell yea creative metaphors- are invented in order to explain (and misinterpret Plato) the mysteries of life to people, by priests that withhold the bible in one hand the a shotgun in the other. Throughout 20 centuries christianism has been actively fighting to spread its power, to gather more and more sheeps, to keep on brainwashing and controlling; they start up nucleus, cells, schools; they convince other Christians to make the Bible study groups, to knock into the neighbor's house and talk about God.

They are actively fighting their brainwashing war, preparing their field towards total nihilism. Therefore we need to do more than them, tell to all these people brainwashed that they do not need to sacrifice, that they do not need to follow dogmas, believe their body and sex is impure, that life is not in another place, but here, right now, right in this moment waiting to be created. It is a war of convincing, of action, and ignoring the situation is letting sick mentalities such as christianism and capitalism to actively spread. They do it everyday through mass media, through massive education, since we are kids. And then parents repeat the same thing, because sheeps also raises their children as sheeps, in a terrible vicious cycle that undermines freedom since the first moment of birth.

But our freedom spirit will always be stronger, will always resist, and when directly confronted to imprisonment the human heart will always at the end yell out loud Freedom!, but we got to be fast, because hearts may also freeze.

But when we do it, we got to have be careful not to become another movement of leaders and followers.To follow is mediocre, to command is also mediocre; freedom is on creating. The one that commands forces others to obey, this will only give him/her a limited freedom, limited on his/her own individuality. The one that commands will only be able to exert its freedom until a certain point, but if she/he wants to overpass that point she/he will need to others as well exert freedom, therefore she/he will not be able to command. The one that commands is just as mediocre as the one that obeys. .

What are the pretense communist revolutions for if they repeat the structure of leaders and followers? If they repeat the pyramid system? The followers, the big human masses, are not free.

Fidel transformed Cuba to the better, but in Cuba exist the leaders of the revolution and the followers of the revolution - which doesn't work for human liberation, because every follower of the revolution is a counterrevolutionary!

...............


I feel I am part of an entirety, but this entirety is dying. I am a drop of the sea, but sea at the same time. The same life that's in me is the same life in every plant, animal, human being, in a stone, in everything that is. Nevertheless this life is dying, this is the perception I have as a drop of this gigantic sea.

The concept of entirety should not undermine or suppress my desires as a drop. In order for the sea to be well a drop needs to be well. That is why drops should unite their desires and fight for a change in the world.

Damn, right now I got to this demonstration, which is trying to spread the consciousness that we do have the power to change. This fucking woman tells me change is within herself, she is right in that aspect, but you know what, it is also necessary to spread transformation.

It is not through a dictatorship that the world will change, if it is Marxist or not it is irrelevant, the thing is that the means make the endings. Therefore if the Marxists believe the world will change through a dictatorship of the proletariat, they completely miss the concept of evolution.

Evolution is changing the people's attitude towards life. Changing a conformist, passive, submissive way of being. The human being needs to act, be the owner of its own life, exert its own desires. Decide by hemself, without any authority telling us what has to be done.

There should be no fucking law. the regulations should be made by each community, according to their communal desire.

Every desirable relationship should be beneficial to every component participating in that relationship, therefore every relationship regulates itself, without the need of an external power.

Of course that there will be occasion in where the basic principles of humanity will be violated, but in that situation the affected person should look for the support of the community, and the community will decide what to do respecting the oppressor.

There is no need to have a law and a state, because it is more than proven through the evolution of society that today's law system is unjust, and it will always be unjust despite all the desire of reform, because the own structure of a constitution - the state- is already a system that is not based on the assumption of equality and freedom, but on the hierarchies, suppression and authority.

Damn, is it so hard to understand that the law is fucked up? Adorno has a phrase that illustrate it pretty romantically; "The blindfold over the eyes of Justitia means not only that justice brooks no interference but that it does not originate in freedom".

Then I start wondering how an anarchist society would work, and how the hell, I, just an angry human being can make a change.

There are so many things someone can do. I guess the first thing is to change my own attitude, change my perception and vision of the world.

It bothers me so much all this nationalist crap as having proud of our country. Countries are just stupid borders to control and segregate people. Countries are confinement prisons, controlled territories in which the rich can exert their oppression freely.

But governments insist in classifying people as different, as "we" the italians, we the "french, we the "brazilians". What the fuck is that, the only we that exists is "we" the humanity that is sick of this drastic reality.

Since you are a baby you are thought to obey your mother and father, that this is "your" family and that the others are strangers.

Our family is our world, the strangers are just the people we haven't connected ourselves with but they are still our family, our brothers, but capitalism insists in motivating this individualist way of being, wants us to die in loneliness afraid of showing who we are, motivates us to be afraid of the others.

In this sick system we have to be successful, and being successful means destroying and being better than your competition, being the best, the only one; it makes us so attache to our ego that we just don't care on the others, making the others just hostile strangers that wonder around in a complete disconnected existence.

After all is undeniable that we will feel empty, we might hide it faking a provisional smile on our faces, or even distract ourselves with the trash show of capitalism; nevertheless this magic being that is made to love and deeply feel is just a moving mass that breathes and feel unbearable anguish, and worst of all- a decadent sensation of nothingness.

We feel numb as hell in what might be an ending stage of complete self- destruction. Because that is what life is. It is the power we have to move; we are always moving towards something, as a direct result of our decisions and actions.

Capitalism is making us move towards nihilism, we are so apart from each other that at some day we will be so apart within ourselves that we are gonna be lost into nothingness.

I wonder why I feel so sad and pessimistic tonight. After all is Saturday and I am wondering in this squat at the suburbs of Rome. But i guess it is inevitable to feel shity that way, as if a uncontrollable flow of nothingness had just occupied the whole of my soul.

This is what actually dying means. Death has nothing to do with what we conceive as death. The end of our lives as bodies is just a change of configuration our life as universe is experiencing. As long as the universe lives we will be alive, since I am the love and hate of the mountains, the anger of the clouds, the desire of the desert, and the passion of the lovers. What we are is everything, and right now in life we perceive this everything we are part of, just as a minimal particle.

But even with this minimal perception of what our existence is, many great things can be done. We have the power to transform the universe, because we are the universe. Is just a matter of collective want.

And we are tired of the way the universe is choosing to go. We are antagonist of these miserable tendency, that is why we are at war.

Life is a war, is a war between this different currents flowing in this huge ocean called universe. And we, even though we are the ocean, only have this tiny perception as drops. But let's be happy with this minimal perception, and try to enjoy life at the most.

Enjoy life at the the most means connecting with ourselves, and ourselves is nothing else than this ocean, that is in us and surrounding us.

But this ocean is not in equilibrium, it is a constant dispute, different disputes that leads him to disperse into dryness, or unite into evolution. It is up to us decide which way we have to go. As if right now, in this instant, we were one point of the universe, in which the past has died, and tomorrow is a new page, a great unknown in which we can forge our own desires.

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Tuesday, January 27, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 39

yesterday was raining as hell, so the only thing that came in my mind was just to get into the thomb of the lover of and old roman emperor, a sign explains her name is priscilla, and that the emperor build it to honor her. i thought it would protect me from the rain, but shit, how wrong was i. i got all wet, and this feeling that ive become some sort of street dog. after a wet night came a wet day, but right now i am wandering in this squat i found, with people seriously politically engaged. the movement is quite big in rome, lots of underground collectives that organize the future uprising. lot of contacts with the zapatista, and boum, when i told that ive actually been with them immediate connection happened. i might find a spot in a squat tomorrow, all of them pretty crowded, but today i decided to leave the emperor's lover body alone and just move in to the woods, in where i am trying to build some sort of plastic lodge that will keep me well from the rain. rome is a fascinating city, got here after walking into the autostrade, dodgying the police cars that were wondering around. then in an autogrill police came, one of these fascist bastards wanted to deport me because of this clandestino status i have, but the other one was much nicer and saw that i was globetrotting, so just convinced the other one to let me go. cold night into the snow, but in the morning this family stopped. they took me all the way down to rome from bologna, they invited me for lunch in her daughter's house and gave me 50 euros and osme clothes to support my travelling. what good people i meet, with shows it is worth to insist in changing the world.
trying to get around with the italian; visited the shithole of the world, called vatican city, and then decided to sneak into a place where they give food to the homeless. it is the first time i attend this free eating places, and it was quite different. i cannot describe it, but there where people from all over the world, mainly africa, trying to make their living. but everybody looked pretty sad, i had the feeling that this community sensed we where actually the low of the low in this capitalist hierarchy, that we where so down in the piramid, that we where worth the pope's fake piety, just in order to keep us alive in order to keep us faith and work exploiting.
lots of homeless people in rome, sleeping just next to the colesseum, i wonder why they dont sneak into a catacombe, or just into the woods, where life can be much nicer. but babylon has this power of attraction, this vicious cycle that most of the times is autodestructive. roma, feels nice underliving in the place where all this shit world has started.

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Wednesday, January 21, 2009

cronicas de uma viagem sem rumo 38

yahau....im alone on the road waiting for my hippie hippie friends. no matter, freezing cold in this big bad city, berlin. four hours later a philosopher stops with her car saying hey digga...let´s go up, some messing around later with schopenhauer and plato, i started forgetting the beauty beauty ive just met the night before. after telling how amelie poulain she was i just felt the necessecity of making out the intense hours of the cold freezing night, intense fragance of girls can be as exciting as boys. but the real passion was left out in munich, a soldier i met wondering in the night, but i guess now he is in some sort of training camp preparing the hate shit to afghnistan, kinda of miss him, the counterbalance of my anarchistic toughts, but too sexy to be resisted; but well real love was in hamburg, so i just went there wondering if the loony of my friend was gonna answer to all my calls to the unknown,. i was thinking all this singing the hippie songs i remembered from beneficio, and the moments of the shining moon. then i got in hamburg and was received buy this other anarchistic friend that i met wondering in panama, el jefe, el jefe, and remembered all this chicken boat stuff when trying to cross the darien gap. nice seeing him after so much time,anarchistic deliria, but he is somewhat in a dualistic conflict, i tell him all this, but he is confused, living the life of a future executive with the dreams of an adventurer. spend some nice days in the city of prostitutes, ports, and lunatics; big liked the city, and then i met fabian, and it was nice, boum, everytime i write this word i remember him. nice friend of mine, india, india is the road. dont know what i feel, might be friendship love, intense mate, boum again. and then after some days i was forgetting my mother that had met me in this hippie manor in portugal and went running away to the closest hotel looking for a hot shower and a private bathroom. cracked my soul out for so much bourgeois desesperation, not understanding the movie she was projecting. nice being with her, she suffocating me all the time, with this normal sheep college thing. want to live life mother, dont you get that. she doesnt, but she loves me, and that is all that matters. i tell her all about this messing around with boys and girls, and of all this free love of sexually living the intense energy on the road, she gets scared, wondering how deviated i am from the way towards god the creator. but then i tell her that god is in me and she, that there is no superior shit called christ, and she gets more scared, but i tell her we are all one, so lets love and live. and nice, thats what i am finding out what life is about, when we get into some trains and cross the pyrenees and france to get into genova. and the snow, boum, the snow that falls and i want to swallow the shining crops with my mouth. all terrifically wonderful, but then she is in big ville hotel, and i wonder if a bum like me that is still wondering with the clothes ive found in the street in orgiva would be accepted in such a fake looxy looxy lobby; but glad i had my card, and just the contrast of getting in to the palace my mother was staying with her boyfriend was wow, this is not my life, but for a while i will enjoy eating all this fine buffet with all sort of things, the same things you can find dumpsterdiving, but just more nicely presented. and then we go cross the alpes meeting heidi and the irarilou tribe, i crack out seeing all this coookoo coming out of a clock tower, and then old ladies look at me disturbed for me disturbing their sacred boreness. i try to enjoy all this introspective and unnactive time with my mother, but i needed to mess around a bit,so i just went deep into the munich night; and boom, passion was felt towards unknown soldier, some hours later i just got into this hate demonstration against this israel genocide of gaza; and big contrast of love and hate, and my soul cracks up, because few hours before i was loving so much, and now i see this mass demonstrating against genocide with nationalism which is the same shit that causes genocide. so well, i wonder around a bit more until at night me, my mother and her boyfriend go to this mountain place few hours away, and i just boum, can ski deep into the night. then comes berlin, and the circle is once again completed, we say goodbye, thinking all this fast loosing myself into the eyes of boum mate, and then the road comes once again; after couple of good rides i arrive to munich and meet this traveler that will try the hobo train hopping style tomorrow with me. i try to have sex with him, but its ok, he is somewhat closed, and now we are being hosted by this very nice girl, that initially met this new travelling mate in this crazy website where nomads of the world offer their place to the tribe.

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Monday, December 29, 2008

cronicas de uma sem rumo 37

and wow man, connection is what matters. and i am realizing it right now, that it's possible to live intensely and to feel lots of deep feelings with all those complex minds and portals that wonder round and round the universe. hitchhicking through the algarve i met a guy with whom i ended up in a virgin beach occupied once in a while by nomads surfers and hippies, then we had a intense eroticintrospection relationship that showed me some of the powerful affection a soul can feel. then i got to an abandoned manor in a town close to lisboa, that is occupied by some esoteric circus hippies, one of them called krishna; then we made a sweat lodge recalling the old yankee indian tribes, in where everybody sensed the strong energy of messing around with everybody, but then, after some energy escaping, the deep sensations of collective love dilluded, but we all ended up swinming naked in an old natural pool with freezing water to chill after around the fire under a rising night sky.
the following day I was all alone again, in a dense introspective mood, because i guess in some way or another i am dying and reborning again. the wrath that dominated my being is completly gone, and this makes me feel the aura of the shallow emptiness, because it was anger my main motor. I feel right now I am in my mother's womb, still waiting, completely inactive, but sure that in a while something great will come out.

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rascunhos filosoficos

A existencia é perfeita, ela é tao perfeita que todas as poissibilidades de acao e naoacao ja sao parte dela. Ela é tao perfeita que pode ser transformada.

Tenho vontade de sentir o que ße o ser humano, o que ßé esse existir que nos fay acordar de dormir. Quero sentir o que ße tanto o que nao é. Quero mais, quero liberdade e amor.

A existencia è a potencialidade que temos para nos transformar. È o movimento gerado por sentimentos e acoes. Somos deuses criadores da nossa prpropia existecia e de tudo o que esta alredor dela. Porque nos somos parte do todo, somos ao mesmo tempo individuo e coletivo.

O ser humano. O ser. O ser è tudo o que é. Ao ser seres humanos somos parte do ser. Este Ser è o eterno movimento de nascer e morrer. Ao ser homens somos ao mesmo tempo parte desse ser.

A magia de ser individuos è que temos o controle absoluto de uma parte limitada desse ser. Por ende o existir como individuo nos tray a aoportunidade de transformacao.

O que é a realidaded ?

Estou pensando, observo e percebo, sinto. Quero perceber o que ´ße isto que existe, alredor e ao interior de mim. Talveey esta tenha sido a minha pergunta mais elemental, e eis porque agora tentarei responder-la. A realidade è tudo o que é. Ela è tudo o que penso, o que percebo. Ela sou eu, e tambem tudo o resto.
Isto me fay perceber metaforicamente que sou uma gota de um mar, mas ao ser uma gota do mar eu sou mar ao mesmo tempo.
Eu faco parte do todo, mas ao fazer parte do todo eu sou o proprio todo. Eu sou ma configuracao especifica do todo.
Tudo è um, tudo è Uno porque nao podemos entender o que existe, simplesmente porque ao pensar como gota nao podemos comprender o pensamento do mar. Por isso inventamos o conceito de Deus, para suplir a falta de tudo o que nao podemos comprender.

There is.

Eu quero entender a existencia, a realidade.
Vejo o que meu querer chega somente atüe certo ponto, que de certa forma nao consigo entender o porque existimos ou o que è esta realidade que nos rodeia. Certamente esta realidade sao as arvores, o mar, as pedras, os outros humanos, os animais, todo o que minha percepcao percebe. No entanto meu pensamento ße curioso e insiste em indagar mais ao fundo e entender o misterio de existir.
È certo que por enquanto deixei de me adentrar em estas questoes mais ativamente porque estou proecopado com o amor. Mas sinto que tenho mudado tanto desde o ultimo tempo em que registrei minhas ideias, que desde esta natureya hippie nas ladera de Sierra Nevada gostaria de deixar plasmada o comeco d euema cosmologia. Acredito que a existencia è perfeita, ela ßeperfeita porque em sua completude ela è tudo o que è, tudo o que existe e o que nao existe, tudo o que foi e tudo o que será; tudo o que è real. Gostaria de determinar tudo o que è e tudo o que nao è como EXISTENCIA:

A existencia esta sempre em equilibrio; no entanto esta sempre em movimento e portanto esta sempre em disputa. Dentro do mar existem varias correntes que disputam o movimento entre si, no entanto o mar serüa sempre mar. Gostaria de conectar esta alegoria do mar com o meu conceito de existencia. A existencia esta em constante luta dentro de si. E es ai onde reside a magia de existir. Ao existir snos somos existencia, existimos portanto amesmo sendo infima parte dea temos a oportunidade de modificar-la.
Claro, uma gotra nao pode transformar o mar soyinha, e eis ai onde vejo a necessidade de conexao.
O que è conectar? De certa forma è amar, è amar o outro, e o proximo.

Mas o que queremos transformar na existencia?
Antes de me adentrar em essa questao fundamental ße necessario introduyir o conceito de percepcao humana e tentar entender como a percepcao de cada existente se enquadra na existencia.
Cada coisa que existe è um existente, porque tudo è feitod e existencia.
A final de contas todos somos UNO.
Consigo perceber que todo este UNO esta em movimento, e ´ße precisamente esse movimento em que vejo a disputa. O quere humano è a exemplificacao de como a existencia sempre se mexe, assim como o nascer e o morrer, e até desintegrar de tudo o que nao vive mas existe.
Tudo esta em constante transformacao. Existe tranformacao porque existe movimento, e vice e versa.
Existe transformacao, no entanto nao necesariamente temos que ver esta tranfsormacao como algo completamente externo a nos.
È claro que como uma configuracao limitada do todo, como gota do mar, nao podemos ter controle absoluto de todas as forcas que a compoe, como o constante transformar de viver e morrer.
No entranto temos sim certo poder porque nos somos essa existnecia que se tranforma a si mesma, e eis ai a liberdade de acao, e a magia de ter uma percepcao desde um ego.

Escutei deiyer que somos instrumentos do universo para gerar o amor. Nunca estivge tao de acordo com tao belas palavras, no entanto estava morando numa comunidade hippie no meio da montanha. Queando descia a cidade, depois de perceber que tanto a comunidade quanto eue stavamos contaminados, entendi que na verdade somos instrumentos do unvierso para qualquer coisa que seja, nao somente o amor, mas tambem o odio, a autodestruicao, o niilismo, etc…
Os sentimentos estao em disputa, e ße triste perceber que essse sentimento pelo qual luto, que è o amor, cada vey peder-se mais e mais.

A guerra.
Tudo se tranforma, tudo esta em movimento, tudo è UNO. Somos multiplo e UNO ao mesmo tempo, somos uma gota do mar, e isso nos fay mar. Estamos em guerra.

A existencia è perfeita. Ela è tao perfeita que todas as possibilidades de acao e nao acao sao parte dela. Ela è tao perfeita que pode ser tranformada.

Estamos em uma grande guerra. Nao uma guerra entre Estados, nao uma guerra por riqueyas, mas em uma guerra da prorpia existencia. O que es ta em luta nao è ter mais ou menos terriotria, ter mais ou menos petroleo, mas o que esta em luta é o prorpio fato de existir.

Como ser humano somos parte da existencia, tanto quanto o è uma pedra, um cachorro ou uma planta.

Como ser humano temos a autonomia sobre uma infima parte do T_ODO, do que cammamos eistnecia. Por isso os er exisntente è uma oportunidade de transformacao.

Existe um movimento unviersal de nascer e morrer, o movimento universal que te fay respirar ou tert desejos sexuais. Esse movimento universal ´ße a forca da vida, è a forca da existencia. No entanto em uma outra esfera, essa forca esta sob nosso dominio, do dominio do ego.

O nosso ego, ou seja, a percepcao de uma configuracao determinada da existencia, tem o poder de transformar.

Transformar o que?

…………

O fantanstico de existnir è que estamos evoluindo. O presente è sempre um ponrto de criacao, no qual entramos mais e mais na eesfera de um desconhecido.

Talvey è isso o unico que podemos saber com certeya, que existe um desconhecido.

O ser humano pensa, e ao pensar de maneira ontologica chega a uma certa limitacao.

A limitacao da mente na qual nao podemos responder logicamente e nem sequer coo forma de percepcao.

Nao podemos responder a pergunta “ o qeu è a ralidade?”, e eis esta limitacao que me faz intuir a existencia de umg rande desconhecido.

Nos seres humanos estamos sempre cirando, e essa criacao sempre è um ato de evolucao ao desconhecido.

Muitos preferem chamar esse desconhecido de Deus, numaf orma de simplificar tudo o que nao-è e que de certa forma vem a ser atraves da forca de criacao.

A cricao é a movimentacao, essa movimentacao no entanto nao è simplesmente tranformacao, se assim fosse nao existiria naea novo, tudo ja existiria e apenas haveria uma mudaca de formas. Isto eh certo na perspectiva de que o desconhecido eh parte do existir.

Mas de uma outra perspectiva a criacao eh o que fay do que nao eh, o que eh.
È tranformar o nao ser em Ser.,. portanto criar è se adentrara no desconhecido; criar equeviale a acao, e acao ßé uma atitude fundamental para todo ser que queira ser feliy.

No entanto o desconhecido è uma questao de percepcao. O que è desconhecido para uma configuracao determinada (mente) pode ser conhecido para outrta.

O que è o desconhecido?

Platao diria que o desconhecido è a Verdade, e que o caminho a essa Verdade chama-se amor. Certamente ao sabias palavras, estou de acordo.

O que è o desconhecido?

O desconhecido è o que permite que exista o movimento. Sem o desconhecido nao existe criacao, por ende nao existe tranfromacao.

Desconhecido sempre vai junto ao conceito de movimentar-se e de tranformar, e tambem vai junto ao querer, e ao ter desejo. Tudo isso chama-se viver.

Nao aexiste amor sem desconhecido, o amor eh o caminho ao desconhecido. Amor equivale a evolucao.

Querer = amor?
Desconhecido= verdade?
Samsara= viver?

O desconecido coletivo è o que nós como seres humanos nao podemos responder, e ao desconhecido que nos leva a evolucao.

No entanto od esconhecido è uma questao de percepcao.

Viver talvey sempre seja sofirmento porque è um estado de constante inconformaco, o que se mexe nunca esta conforme, sempre existe um suplir do vayio em todo movimento, em todo ato de criacao.

O desconhecido de certa foma è um estado de incompletude, e o que nos mostra que nao estamos completos.

Mas claro tenho tudo isso desde a percepcao de gota. Todo o meu pensamento, todo o meu crer esta como o pensamento de gota do mar. Se´ra que ter a percepcao como mar seja um existir sem desconhecido e serm movimento, um existir que apenas è?

Sim. Eu percebo que ha desconhecido, e que ha movimento, mas se eu fosse apenas mar esse movimento em meu interior me seria indiferente.

Somos multiplo e Uno ao mesmo tempo- sim mas quem disse isso?

Estea esse Uno tambem imiscuido no desconheciudo?

Existe algo assim como a totalidade, A verdade?

O unico que posso saber è que ha algo como desconhecido, maws nao posso afirmar se esse desconhecido eh finito ou infinito.
Se ele for finito ele eh parte do todo, e existiria algo como a Verdade, ou o Mar, ou tudo que que é. Nao existiria criacao, e tudo nao seria mais que reminiscencia.

No entanto descarto a ideia de platao. Minha percepcao, como a de todos oso outros humanos è individual, afimrmar que ha um tudo, ou uma mar, ja è um salto muito grande.

O unhico que posso comc erteya afirmar è que existem questoes no meu interior que nao tem resposta, e isso me fay afirmar a existencia de algo que desconheco.

So sei quepouco sei, è a maxima de todo o ser que pensa. Se pensas, sabes algo, no entanto tamberm sabes que ha muito que nao sabes.

Existo como gota, e percecobo que existo como mar, como algo que vai mais alem da gota, no entanto nao ttenho ideia de como sera este algo. Nao posso saber se há algo como a Verdade, o estado de Bem ou nao, o unico que sei è que há algo. Algo mais.

Esse intuir è Natural a partir do momento em que se pensa, talvey seja esse crer que há algo que nos fay ascetas. De certa forma Nietysche tem ryao ao diyer que nós sers humanos preferimos acreditar no Nada do qeu nao acreditar.

Traspassar a fornteira do prorpio corpo eh algo inherete de todo pensar. Sei que há algo, mas nao sei o que é. Minha unica certeya è que Eu como ser humano me enfrento ante o podedroso desconhecido, que estima toda criacao e por ende todo movimento.

Tambem como ser humano consigo perceber que existe o vayio, mas que tambem existe o amor. È esse pensamento que me faz entrever que estamos em guerra.

O que sao esses sentimentos tao opostos quanto o amor e quanto ao vayio? Tenho sentido os dois intensamente, e percebo que de certa forma sao dois polos em contradicao.

Eu sinto esse vayio quando estou soyinho, e sinto o amor quando estou como outro.

Isso me leva a cer que est5a existencia esta em uma luta entre dois polos. Quenela se combatem duas forcas. Uma forca tende a conexao entre os seres, e a chamaria de amor, è uma forca que quer a evolucao ate odesconhecido.

E existe uma outra forca que quer segrecacao total odo todo, essa eh a froca que quer o nada, a total inexistencia. Sinto que è essa formca que esta ganhando desta batalha.

Devo explicar porque acredito nessas duas frocaos queestao em batalha.

Com ser humano sinto a necessidade d me conectar com outras pessoas. Os dois plos que explicariam minha teoria….


A existenia esta composta por multiplos em eterno movimento qeu fayem parte de um Uno. Nos seres humanos somos uma configuracao especifica e limitada, um poder sobre essa serie dde multiplos.

Iomovimento esta em constante disputa, em uma luta entre dois polos.
Esses dois plos sao o desocnhecido e o outro polo e a Nada. A forca que leva ao desconhecido eh o amor, que se da atraves de uma conexao entre multiplos. A outra forca que leva ao nada se da atraves da segregacao, è uma froca autodestrutiva da vida que tende a dispersar a exsitencia no nada.
O que è o nada? È o estado de nao-ser, um estado onde nao ha morte nem ivida, onde nao ha movimento, è a completa inexistencia. Sentimos reflexos desse deploravel Estado, è o mal-estar que sentimos quando estamos sos. AS pessoas que sentem a mais deplofravel solidao untada com uma depressao existencia se acercam a esse Estado de vayio.

O polo aposto disso eh o amor, que éa unificacao de todos os multiplos em Uno, uma unificacao que leva a evolucao do Uno ao desconhecido.

O desconhecido nao è parte do UNO, no entanto pode chegar a se-lo mas isto somente è uma possibilidade.
Esta talvey marca a minha maior diferenca com Platao, mesma sdiferenca que existen entre Reminiscencia e criacao, alem da percepcao que todo existente tem o poder e è livre para transformar, somos guerreiros e estamos em guerra, e com cada uma de nossas acoes fortaleemos de ceta forma um dos plos, seja o amor, ou seja a compelta autodestruicao do ser.

O capitalismo e a froma de viver atua è a mostra que a vida esta acabando, esta diluindo-se no nada. Quando digo vida nao somente me refiro ao ato biologico de nascer e morrer, mas tambem ao existir ao sentir cada vez nos humanos como menos humanos.

De fato penso que o existir multiplos eh um sinal inequivocavel de um desejo de dispersao. O proprio fato de ter ego ja eh um sinal da existencia do nada.

Mas esse estado de multiplo nao necessariamente eh um Esetado de retoracao. Nada me indica que antes eramos o proprio estado de perfeicao UNO que se dilui em multiplo. O unico qu ecom certeya posso perceer eh o seguinte:

1- eu penso, logo existo.
2- 2- percebo que exiwtemoutras pessoas que pensam, lgo tambem existem, lgo o nao sou o todo, mas sou uma parte do todo.
3- 3- percebo que sou uma gota domar, mas que como eu existem mutias outras gotas que agem de sua prorpia forma.
4- 4- ao ser gota eut ambem sou mar, eh somente uma questao de percepcao.
5- 5- alcancar a felicidade nao eh aniquilar a percepcao como gota e perceber-se como mar, mas eh superar a percepcao como gota e ver-se como mar.
6- 6- nao tenho tanta certeya disso, qualquer tentantiva de rsuperacao do ego eh uma negacao da vida, portanto do existir tal como ele eh.
7- A questaonao eh tentar superar a percepcao de gota ounao, a questao eh percbwer que somos parte de um todo e portanto para que nos estemos bem eh necessario que esse todo esteja bem.
8- A questao eh perceber que esse todo nao esta bem o que fica ainda mais evidente se nos limitamos a identficar o todo com a forma de vida humana.
9- Este todo precisa ser tranformado.

Ok. Como tranformar o todo, essa eh toda a questao.

Para mim esta msi que claro que o ponto desta vida eh o disfrutar.
Serio, nao existe nada mais importante que desfrutar.
Mas como desfrutar.
1- eu desfruto amando,v iajando e aprendendo.
2- Tambem desfruto tranformando.

Sera qeu desfruto transformando?
Sera que as pessoas querem ser transformadas?

Se elas quisessem tser tranformadas porque nao se tranformam soyinhas? Sao tao retradadas assim ?

Mas a nao atranformacao das pessas esta afetando a minha tranformacao, e minha evolucao. Nao tem como eu evoluir nessa podre sociecade ocidental, eh necessario partir quanto antes.

Meu objetivo na vida eh a ilumnicao?


Break….descobri nos meus ultimos dias que minha felicidade esta em fazer algo grande. Quero tranformar coletivamente, assim desfrutaria a vida. Para mim viajar eh a introducao da vida, eh evoluir, mas nao eh um estado constante. Quero voltar a um lugar especifico, ao Brasil, e lutar numa guerra da existencia. Isto implica combater a forma de Ser imperante. Quero fazer algo grande, para mim isso eh evoluir pessoalmente, e isso eh o sentido de existir. Portanto viajarei durante no maximo tres anos mais. Para voltar ao brasil e me dedicar um ano no maximo a filosofia, para no maximo em cinco anos, ou seja final do 2012, comecar a plena acao.

Continuacao depois do break…..talvey preciso de um objetivo que me moetive. Sera feita a vida de determinacoes. Ok. Eu quero fviajar, me encontrar, conhecer o mundo, me apaixonar, que alguem me ame com grand eitnensidade reciprocamente, quero rodar o mundo, tocar musica, escrever minha filosofia, votlar ao brasil e ter um grupo radical de transformacao,talvey incluso com um jonral. Estou entrando no pratico.

Enquanto viajar:
vale a pena ficar passandfo muito tempo em bibliotecas? O fundamental eh sempre ter atividades, de certa forma sinto a importancia de me focacliyar.

O ser livre e chefe de sua prorpia vida eh importante se autofocaliyar, senao te perdes na inatividade.

Qual eh o problema da nao tividade?

Gostaria de examinar nestes racusnhos a relacao de dominacao entre o sseres humanos.

O primerio passo para encontrar a liberdade è saber que nao eres livre, portnato estas buscando.

- sera que eh certo que viver eh sofrer?

Tantas coisas que fayer na vida mas realmente questiono porque as pessoas nao popotam por ser livras de forma mais ativa. Sao tao burras assim ?

So posso concluir que sim. Eh necessario ensinar as pessoas a pensamrem por simesmas, o capitalismo fay precisamente ao contrario.

Como mudar entao? Como combater um sistema que produy infelicidade massiva.

1- mtentar nao paraticipar nele.
2- 2- wse focaliyar geograficamente em um lugar.
3- 3- tentar estabelecer uma sociedade alternativa .mas isso foi feito em Beneficio e nao funciona porque os oasis sempre sao afetados pelos desertos. Eh necessdario fayer do deserto um oasis.
4- Espalhar uma atitaude de transformacao, masa para isso eh fundamental esta4r bem consigo mesmo.

Estou eu bem comigo mesmo? Nao. Coloco o amor como barreira a ser vivida. Como nao sinto amor e acho que nunca senti amor em forma reciproca, acho que deveria aprender a estar bem soyinho, comigo bmesmo, sem a necessidade de ter ninguem mais.

Agora aco rascunhos, mas depois comecarei a escrever, a criar, sinto que tenho que criar a partir do meu texto precedente.

Porque as pessroaos nao se transformam soyinhas’?
Porque acietamos er exsplorados?
Porque temos medo?
Porque nao diyemos o que pensamos?
Porque nao fayemos o que quremos?
Porque nao simplesmesmente amamos?
Porque nao apenas smos nos mesmos?
Sonhar, viver, realmente viver. O que esperar para largar o teu trabalho, o que esperar para deixar de prostrituir tua vida ? viver…. Viver…

Acredito qeu existe uma limitacao atual na nossa forma de pensar, no entanto eh uma limitacao que nos indica que entre nos se enfrenta um enorme desconhecido….


A guerra de existir.
Volume 1

Introcucao

A existencia eh o espaco de tempo quenos existentens temos para tranformar.
Ela esta sempre em ovimentom, mexendo-se, fluindo, ela nucna eh estatica, er nos osmos parte dela. Somos uma parte infima, mas mesmo assim podemos tranforma-la.
O ser humano e a vida sao coisas realmente magicas como o potencial ilimitado, tanto para fayer e para criar. No entanto por algum otivvo nos contentamos em viver esta erxistencia da forma mais infeliy possivel, nos contentamos com apenas sobreviver, esqueendo de realmente viver.
Este eh um livro de uma filosofia que vai dirigida a aqueles eque como Eu qeurem tranformar.

1- todos somos multiplo e uno ao mesmo tempo.

O ser humanoe xiste, tem um ego, uma percepcao unica de isi e de outros. No entanto os er humano, a pessoa,nao esta so, ela esta em uma naturea, em um universo, e pertence a ele.
Ele eh uma infima parte dessa existnecia, mas aomesmo temppo ele eh a existencia em si.
Eh como se imaginassemos que o unvierso seja o mar, e que nos somos ese mar, no entantoe nquanto vivos temos a percepcao desse mar como se fossemos apenas uma gota. Mas o bem estar dessa gota depende do bem estar do mar. ao ser gota somos mar ao mesmo tempo.

O Uno ou o Todo ou o Mar, esta sempre em constante movimento, eis ai que observamos a vida e a morte, o germinar de uma flor, ocrescer de uma arvore. Tudo esta em contante tranfromacao. O movimento equivale a transformaco de tudo o que hßa, e isto fica mas que evitente na materia.
No somos parte de um Tiodo qeu sempre se tranforma, e por isso nos estamos sempre nos tranformando tambem.

2- o que somos nos?
3- Nos somos autonomia sobre uma parte do todo.
4- Eis ai onde reside nossa oportunidade de transformacao. Nso somos poder, uma quantidade potencial de acao que eh dirigida pelo nosso querer.
5- Eh o nosso querer o que nos mexe, e esses quereres estao em disputa entre si.
6- Omoviemnto da existencia eh determinado porn os, existe omovimento universal do todo, no entanto este eh refelxo da decisao de cada um dos componentes da existnecia que tem autonomia propria.

O que diferencia o wser humano dree outros sers com vida; vida eh o que chamo ter autonomia de decisao, eh queno ser huamno esta autonomia esta mais ddesenvolvida. O ser humano tem o poder de decidir com maix complexicdade.
Eh erto que existem situacoes na qual nos seres humanos nao temos influencia de decisao, isto eh o rspirar, e a maior parte de acoes biologicas, estas regulam-se completamente pelo querer unviersal, pela forca intrinscia do unvierso que deseja preservar a vida; no entanto viver nao eh igiual a felicidade. Nos seres humanos osmos reflexo de vida de uma vida que deseja a felicidade no entanto nao ha consegue.

O ponto mais importante a destacar eh que nos seres humanos osmos uma parte infima de todo, todos somos uNo, no sentido qeu ha em mim eh a mesma vida que ha no outro. Todos osmos variacoes minusculas do mesmo ser, um ser que se dissipa em multiplos, multiplso dos quais nos somos a representacao. No entanto o ser multiplkot ambem nos fay Uno, uma gota do mar tambem eh mar.

3- a luta.

A existencia esta sempre em movimento, mas este nao eh um movimento unico e monodirigido, tudo que fay parte dela; ou serja nos, mexe-se de acordo a sua vontade prorpia. NO entanto tudo esta em contstante disputa. Mas dentro dessa ifninidade de disputa podem-se distinguir dois polos principais, duas tendnecias que dominas o sumo de existir.

4- os polos.
5- Estes polos tendem a unico e conexao entre os multiplos ou a segregacao.
6- A conexao entre os pultiplos leva a evolucao ate o desconhecido, enquanto a sergregacao leva a disolucao do exsitir no Nada, ou ao completo niilismo de inexsitir.
7- Cada acao uqe tomamos no nosso dia-a-dia nos leva a fortalecer um desses dois polos em uma guerra continua.
8- Eh triste perceber quna autliadade estamos perdendo esta guera, a humanidade e oexistir em si cada vey tende mais e mais ao niislimo. Reflexo disso eh o capitalismo, forma de vivier na qual os humanos e contentam em ter uma atitude niilsia e inhumana frente a tudo. Uma atitude passiva de ovelha, seguem os caminhos tracados pelso que ocminam de forma mediocre.
9- 5- ativdade e acao e craicao.

O ser humano exerce o seu poder quando age e cria, e iso que o leva a eovluir, no netnato na forma de viver atual poucos somos os que ciramos. Quando existe criacao ela esta determinada por pensamentos de mercado, e eh sempre uma criacao moldada por certa coercao social.
No dia—a-dia tudo esta sempre em ovimento e poucas ve yes questionamos o porque de nossas acoes, estamos inseridos em uma grand emaquinaria de porducao massiva e subhumanidade.
Estamos em tempos niilistas, completamentes af astados uns de outros, poucos criamos a o nosso prprio caminho, e amaioria se contenta em seguir caminnhoh s previamente tracados.

Notes

It is not sotp of sufferign and cessation of samsara. Because there is no such a thing as karma, as karma attached to the individual. Karma is the process in which the entiretz diludes itself in multiples. Tehrefore the cease to existe is the individual perspedctive is irrelevant. What we all want is liberation which is attain ed collectivelz; therefore the need for social change.
I see the point of Buddhism. It is the gradual sensatiuon of karma by attaining individual liberation but I believe the processs is more towards evolution than towards cessation of karma, is not ceasing to exkst but bz existing more that happiness is attained.

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cheap and corny bus love poems - not valid anymore

I fucking love so much
that i´m not sure
if I can bare this
existence without you
Ive been damn sick
when I first got addicted
but babe you are my clandestine
vice
that dominates my being
In every other way.
what can I do
bluestorm of
deep blue eyes
I see in your face
the dreams of a lost child
so afraid
so shy
why why why
the secret
corners of your mind
are so hard to find
you build
these amazing walls
but what amuzes me
is that after all
I am still there
Trying to find
Your love

I don’t feel like writing any cheap
love poems anymore
Im so depressed
after arriving in supposedly
dream land.
but I realize that paradise is
hell
if you are not there with me
I can´t even tell I love you
cause you wouldn´t understand
these words would make you scared
you would run away
and I would never see you
again

Im so fucking scared of this world
Of this sick humans
That are so inhumans
Of this zombies that
Carry fear
Of these dreams that
Tend to disappear
Im scared of this
People
So indifferent so into
Themselves
So protected so
Cold.
I would like to sense the potential
Of love.
Is there anything left
In there?

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Saturday, December 20, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 36

Foi escutando musica romena com os ciganos e nomades de rua do lado do Tejo que dele me despedi.
No comeco fiquei triste, porque mais uma vez questionava a minha capacidade de aguentar tanta intensdiade em tao pouco tempo, tantas relacoes intensas que vao passando, fazendo-te viajar profundamente em seres complexos que te mostram uma outra forma d(e)o Ser. O conheci no Algarve, onde ele me tinha dado carona ate uma praia deserta habitada temperalmente por nomades que viajavam. pensei na sorte que tive, porque a lua estava mais que luau se refletindo naquelas ondas de um atlantico perturbado. o barulho do mar motivava um ritmo vazio e introspectivo que estava vivendo desde deixar Beneficio. mas era afeto precisamente o que estava buscando, precisava de sentir o que era um abraco o que era apenas sentir. uns dias depois ele aparecia la e me convidava passar um tempo numa moradia no meio do bosque mas perto do mar. comecei a descobrir um sexo distinto de afeto, que antes nao conhecia. talvez porque antes minhas relacoes eram algo obscuras, fulgidas, tendo sexo mais com massas do que com corpos e mentes. tempos de eroticoinstrospeccao depois atravessavamos o Alentejo para chegar em lisboa, uma cidade colorida que me lembra ao Rio; e mesmo depois de deixa-lo aprendi que a tristeza temporal complementa a felicidade, sentindo que cada momento pode ser maxima intensidade.

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Tuesday, December 09, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 35

cheguei em portugal, e que merda descobrir que fomos colonizados pelo povo mais cafona de toda a europa. estou em faro, a capital do algarve, o unico mais ou menos bacana desta cidade sao os doces, e as confeitarias. ja saio daqui, porque descubro que vale muito mais a pena estar fora das urbanizacoes, cada vez me canso mais de estar cercado de tanta gente com mentalidade sub-humanas, pessoas medrosas.
eh disso do que estou cansado, do medo das pessoas, do medo das pessoas de apenas ser, de apenas se conectar, de falar o que pensam, de ser e fazerem o que quizerem.
pedia carona em adndalucia e ninguem parava, me olhavam estranhados, como se fosse um extraterrestre, teve hora que enchi o saco e apenas comecei a tocar o meu violao azul com minha nariz de palhaco verde. nem isso dava certo. depois de umas horas desisti e fui pra rodoviaria, onde tentei entrar escondido num onibus, so que nao deu certo, nao tive maiores problemas. so algo de vergonha, mas isso eh exatamente o que quero perder.
afinal de contas cheguei numa localidade de huelva e fui andando kilometros ate a fronteira de portugal, pouco antes consigo uma carona e chego ate faro.
que mais dizer, nos ultimos dias estive realmente deprimido, tudo perdia sentido. deve ser porque volto a viajar sozinho. meu amigo voltou pra alemanha, e wow, o tempo mais pra la do tempo que estive em beneficio,na comunidade, foi mais que sensacional.
eh certo que nao existe comunidade que nao esteja contaminada, eu mesmo estou contaminado com tanta merda que existe no mundo, mas la pelom enos as pessoas ensaiavam ser felizes. eu fuip ra la aprende com os hippies drogos que vivem no isolamento da natureza, meu lance emsmo eh voltar pro brasil e bancar uma de revolucionario, quero ser uma ameaca real a este modo mediocre de viver, pelo menos eho mais divertido que encontro pra fazer na vida. essa vidinha confortavel e mediocre burguesa, seja como pseudo intelectual academico ou como empresario do grande capital nao me chama a atencao, muito menos ser trabalhador explorado, escrever talvez, mas preciso de acao, nao ficar parado lendo e escrevendo. boum boum. viver. e claro, nao o faria somente pelo o divertimento, mas porque acredito que podem-se fazer-se serias transformacoes. nos humanos somos capazes de transformar o mundo. evoluir. afinal qual eh o pior que pode acontecer. morrer...uahaha...felicidade geral.
enfim ha pouco tempo tava viciado nesse tal de fabian, eh isso de estar viciado em pessoas eh uma merda, pior do que droga, porque existem pessoas que entram na tua vida para deixar uma bagunca. nao eh o caso dele, fui eu mesmo que quis fazer desse espaco de tempo uma bagunca, mas ele foi a excusa. enfim, superei esses apaixonamentos tolos que nao correspondidos nunca dao certo, porque acho que ele ainda tem muitos muros e eu perdi a vontade de tentar continuar escalando. conheci uma garota, Mira, que quer fazer de sua vida um show do jim morrison e eu o seu protagonista. senti o maior tesao por ela, mas acho que ela muito boba. gostei dela porque estava fugindo de hamburgo de uma vida chata com um namoraodo gente boa, rodando a espanha em busca de caras malvados que buscassem a aventura. falei dela das minhas viadagens psicoespaciais no mundo hippie, e o fabian lhe disse que tomasse cuidado, que eramos ladroes de carros. nao a enganei com promessas insensatas, mais o tesao que senti por ela foi infundado, que antes mesmo de perguntar o seu nome no anarco-hippie-circulo do fogo ja a estava beijando. pouco depois estava ela la na minha cabana, e nos dias subsiguentes tambem, ate que vi que a coisa nao ia dar certo, que emsmo sentindo maior tesao nao sentia paixao.
pouco depois o fabian tomava a sua sexta viagem de lsd, e decidiamos descer a montanha e andar a estrada ate granada, era noite e chovia, mas um carro parava e nos deixava perto das cavernas, ondi voltei a ver meus amigos punks com um ar bastante mais dharma.

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Tuesday, December 02, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 34

oi pai
amanha parto direcao a granada, e depois pra portugal. tenho transado com mulheres e estou descobrindo toda uma nova parte da minha sexualidade, que diferente eh, antes so o tinha feito uma vez, mas era num sexo coletivo, entao minha atracao era mais pelo cara do que por ela. tenho vencido varios bloqueios sexuais, e mesmo gostando muito mais de caras, tenho bastante tesao sexual por mulheres. de homosexual, na comunidade hippie passei a ser pansexual. nada mais bacana.
saudades.
raphael.

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Monday, November 24, 2008

collective trip with fabian

no se porque tengo que ser un prisionero de todas las dimensiones posibles.

this text is about this trip.

porque no te puedo
amar
en ninguna dimension
en esta, en la otra,
en todas.
porque no puedo
saltar.
saltar es la belleza del
más allá
de lo que no nos atrevemos
a probar.
no sé de que
enigma hablo
de las cuatro que ahora visualizo
debo saltar o no saltar?
caer en el precipicio
y salir de la realidad
besar a Fabian
y reqlmente amar
volver a la dimension no artificial
y volver a lo natural
cruzar la puerta de la decision, de la pildora roja o azul de matrix
y elegir la roja e ir al mas allá
en cual decision tengo que caer
saltar
ahora decides tu,
saltar o no saltar
por mientras he dicho
no pero tú
portal de mi existencia
me has dicho dos cosas muy importantes, la primera es que mañana tu verás lo que harás

ahora vulvo a escribir
fabian se fue
i think i will visualize this alone
esta oscure
want i want to pint out
the nuances of the conversations, the possibilities of multiple perceptions that are in game

ok. i want to come back to register everything. because thats what i decided to do, not to be enlgihted, because to e englihted i must complement the analyzing with passion
and fabian is a example of the is the passion bu lack analytical talent (in the beginneing when he was leading the trip the trip he created as not about analysis and really creating, but where all about sensations such as "you should get raiki, and we should go to yogam because tomorrow when we get back from this reality we will nedd to desintoxicate ourselves and what we pereived is that we can come just back outta this more evolved, or more stupid, or crazy. and now i think i point out in love).
but seriously fabian has twoproblems and is this i tried to help out in this trip. in saying he has to go by his own way, not always respinding but all creating, going to the mountain by his own way, without the necessity of always worring about people´s reaction.
he told me two things and showed me their diff. situations.
the two things he said is that tomorrow he will show me something, and also that tomorrow we should grow with this experience.
the he showed me four moments of independenc
- when he treathed to hit me, kiss me, or run away
but he was saying that he was afraind and that the situation was too destructive for him. now i see how much we complement each other
the second way he acted with complete independence is when he started also analysing the situation, creating a trip, and not only responding. then he showed me he can also create and develop his own trip
and he was living deeply inside himsel, because he started analyzing things about his girlfriend and his childhood and his fears.
but i dont know why, but now i sense i interrupted him but when he was creating the trip he said things that really helped me and that showed my dualities
that duality that i have to combine rason with perception just being good with myself, without so much analysis ut just enjoying.
fabian taught me that ideas.

and i can see how helpful he is - but then i taught him that he can make his own path in the mountain , create and not only respond. he gave the examples of reacting to comparative texts, and not really creating. but then he showed he can be himlsef and creating.
the we see how much we complement each other. that we both made the decision to complement each other in a equally mutually equilibrated and benefical way ecause we are all one, so when i grow he grows.
he has mentioned that i have the possibility of making great transformations and that he can also do great things but in a different perception, such as raiki, and teaching yi, and martial arts to people. and that is the complementation we are helping ourselves to be one, he his helping me overpass my problems and me overpassing his.
this main problem is mostly lack of confidence in himself, eventhough i have the lack of conficdence in terms of sexuality.
when he was reating the trip he said he would choose to help me in voluntarily and i think because we are all one he sould help me voluntarily.

you can also comment the .....with the decision of going to the matrix or not. and then i just decidad that i decided not to go to enlightment but the trip started when i said i was afraid of telling him that i like him and that in order for me to connect with im in this trip was to loose the fear of telling him my fear of liking him.
after that the trip really started because we all were one, because we sensed an unique senses and consciousness and perception.
that we wherer one in complete connection . i thought what he thought now i sense how powerful are drugs into showing you this.
but now we should be careful of really learning from what we aw and i learned todays to make it really evolution.
what i learned is the following.
1- that i hould always sepeack the truth, that i should ber myself, and only speak the uncounsciousness.
and i am writing all this because i decided not to commit suicide, not to be enlgihted, not to kiss him because i still want to live and live up the challenges of being free to decide all that,
and that´s what the vice of drugs are, they always take you back in the room in which final decsions are made.

i tried to kiss fabian many times, but he always resisted,
he said he sould really like to love me because i was such a important person in his life and he was such a important person for me.
fabian also started crying and i almost did so when i found out that drugs can alys brig you back to the room of final decisions.
fabian told me that he has already made his decision of not jumping , of not going crazy, he said he had already come back from the world of crazyness, that he had gone to the point and also decide if it was time to say yes and take the right time.
probably the end of samsara is suicide, but we are chossing that we want to live, not to suicide and stop, but also evolve, keep fighting, keep fighting.
now we are going back to reality. i am starting to forget but what i want to point out is that we are going to come back stronger.
we really connected in this trip, we said that tomorrow we swould really hug each other.
and we will do so.
i think he can make his own way over the hill and the mountain and that i also can just take the decision of being, stop analysing and be happy.
fabian wants to sleep, i hope he doesnt forget the magic fo all these moment, really they were the most magic moment of my life. eventough sometimes i overreact. fabian and we are not connected in the ame way anymore....(forgot)
but we demonstrated much affection to each other. in how important different but complementary we are.
i think fabian evolved in the sense that he can ralized do whatever he wants to do and be free. i guess is the ame say with me.

only make a trip with people you are previously connected with.

actually i know whtat i am since i am coming back. i say that its nice to writing all this.
fabian told me he likes being passive and responding but i think i am waiting him to be like this, and take the initiative.
once i would have waited for his decision.
i did not let him choose whether kiss me, beat me up or run away.
but when i did not let him choose because he was consistently and emotionally telling me to help him out.
i helped him out when he asked me for my help (first task i gave to him).
he sent over that task in some extent, and therefore i decided to hug him, and propose we should hug ourselves in the morning.
i also tried to go over a roof, but fabian prevented me from doing it.
we also agrred that we both we fear on how things would turn out.
i asked him if he wants to write something but he said no.
he agrred that he´s is helping me and i am helping him.
we also said on how drugs are sensational because we see on how different perceptions can play a difference into reality.
we saw that reality was the unification into all dimensions into something greater that evolves into the unknown.
should i kiss him tomorrow.
in fat the trip started being trip when we seated in a bank in orgiva after a ride and i told him i liked him and that he knew that from the beginning.
tomorrow i will try to kiss him again.
i think he left me, he decided to come back and leave me, therefore we coudl be in diferent dimensions and therefore .......love; hwhich is connection form these two different dimensions.
before hte trip, fabian told me that the trip was a way (a game) in which reality is imagined different ad tasks got superated, overcomed. i should hav let him run away, beat up or kiss me...
interesteing and what complex and introspective trip. CONEXION
Fabian told of how importnat this was because it had evolved us into so many many years.
interesting that we started talking since the mornimg one day ago. and it is almost morning now, so we hve been the first ones to be connected in 24 hrs very intensely like On the road best very good friends that could even loose the FEAR of also going into the erotic
i know but htat is the decision he made. but i still need much evolution in order to make it. if i dont find love now i will find it after.

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Wednesday, November 12, 2008

Days of War Nights of Love

realmente recomendo, uma das mais belas introducoes a forma de viver anarquista
- Days of War Nights of Love
tem o seguinte site
www.crimethinc.com

Monday, November 10, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 33

11 anos de prisao, isso eh o que viveu o meu vizinho de caverna. ele matou um homem, mas o incrivel eh que ele nao mostra arrependimento, a cabeca dele esta fudida: mas eh interessante conversar com esse tipo de gente, gente maluca que tem outra percepcao do que eh liberdade. Sou livre, me disse ele, que divide caverna com um outro italiano que tambem passou na prisao outros quatro; como o Paco tem muitos outros cavernicolas assim, verdadeiros outcasts do sistema que moram conmigo nas cavernas de granada; foram cavernas feitas a centos de anos, ocupadas por ciganos, e depois por nos, os punks, os anarquistas, os hippies, todos os seres que nao querem a vida normal la debaixo, seres que acreditam que sao as estrelas que iluminam a cidade, e nao ao contrario.
como gosto desta cidade, recitais de poesia, noites que viram dia, dias que viram tres, quatro, tudo continuo, sem parar, okupando, conscientizando, circo de praca, teatro, viadagem, transa de rua, auuuuuuu!, transa de rua, palhacada, e infelizmente o opium da maconha, do speed, e de outras coisas mais que desconheco mais que nego a consumir. sou livre, sou forte, e nao faco escapismo baratos. essa gente entende mas nao entende.
saimos sem dinheiro, nao compramos, mas reciclamos. reciclagem de lixos, nesta sociedad basura, nos somos los come basuras, tem de tudo, chocolate, queijo, pao, alcool e muito mais. tudo o inimaginavel na sociedade do desperdico. temos pouco mas temos tudo, donos do nosso tempo, patroes de nossa propria vida, queremos criar e nao copiar; viver, e nao sobreviver, e sobretudo amar. faco a reciclagem com meus companheros cavernicolas, somos africanos, por assim dizer. um de canarias, e outro de melilla, dois enclaves imperialistas espanhois em plena africa.por enquanto fico aqui, tem coisas pra aprender nesta guerra de rua, neste enfrentamento direto, neste estilo de vida que eh uma insurgencia. talvez assim nao esteja tao so, pouco a pouco consigo mais me conectar, pensar, atuar. talvez encontrei nas cavernas de granada o refugio dos dharma punks, ou dos hippies urbanos, ou dos que ainda acreditam num combate pessoal e coletivo. eh hora, descubro, eh sempre hora agora.

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Wednesday, November 05, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 32

alguns diriam que eh miseria, mas eu prefiro pensar que eh aventura. o lance que so tenho o essencial, mas que magico eh isso de so ter o essencial: sai de montpellier, aparentemente iam expulsar a casa okupa mas o pessoal nao estava disposto a resistir: peguei umas caronas ate chegar em barcelona, entre elas uns hippies franceses que viajavam de onibus. que chuva em barcelona, eu estava com meu amigo um alemao que conheci no caminho, entao todos enxarcados achamos um predio abandonado onde dormir, mas era noite e barcelona chama as pessoas que querem se conectar, foi circulando pelas ruas que essa lingua tao bela como o catalao me pegou por surpresa, beijos de lua, mas a agua caia entao fui novamente ao meu endereco do predio abandonado onde meu amigo me esperava na plena escuridao. depois de alguns dias vou traçando de carona a rota do POUM en Hommage to Catalunya ou em Land and Freedom, esses povoados Catalaes, todos muito organizados, muito certinhos, muito fechados, parece que a industrializacao acabou de vez com aquela sociedade anarquica e feliz que alguns anos atras por estas terras se sonhava. continuei descendo a espanha, parou um romeno pervertido, ele me perguntou se gostava de ciganos, mas o cara nao me provocou tesao, entao depois continuei pegando carona, sempre ao sul, sempre ao sul, ate que em alicante fui convidado por um fundamentalista cristao a dormir em sua casa. papo interessante para ver que o cristianismo estimula a obediencia, a submissao, e nunca ah revolucao. mas tava com vontade em continuar descendo, queria chegar em granada, porque a rota da evolucao passa por aqui, mas antes parei em Murcia, e que localidades conservadoras, o pessoal eh paranoico e ninguem para pra dar carona. so um maluco que parou no caminho e de passo parou numa casa de uma cigana pra comprar cocaina, pouco depois chegava em Lorca, que nao tem nada a ver com o poeta e dormia num canto afastado fora de uma iglesia: comprendi que a existencia eh eterna, realmente eterna, e magica: estamos vivos! comecei a gritar, vivos! e tantas possibilidades existem ao estar vivo! vida! vida! finalmente cheguei em Granada, ah o acento andaluz, conheci um amigo ontem e ele me convidou para sua casa, mas fico aqui somente alguns dias, porque o paraiso escondido de paz e amor me espera um pouco mais la, nas laderas escondidas de Sierra Nevada.

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Thursday, October 30, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 31

le monde c'est fou, je sais pas comme je peux le dire, mais c'est tout absurd. c'etais la premier fois que je suis alle dans une recuperation. c'etais la nuit deja, nous etions trois, mais il y a quelques punk-anarchists, et une qui autre arab qui attendions avec nous aussi. j'ai pris mon velo avec la intention de recuperer nourriture, mais quand je suis retree sur le squat j'etais sure que je vecu une des plus fort experiences de ma vie. c'etais la premier fois sur le voyage qui je vraiment realise l'autre cote du monde, le monde underground qui la gens qu'est aliene peux pas le voir, ou simplement ignore. nous sommes sur le epicentre du capitalism, un systeme fou.
quand l'agent de securite a ouvrir la porte tous nous qui attendions on directment pris le enourmous containers de poubelle qui le supermarche jette tous le jours. on a trouve la viande, des legumes, vegetables, fruits, tout, tout. la poubelle etais plus grand qui moi. et tous le jours il y a de monde, peut etre une dozene qui attend les dejets du capitalism. et tout normalment, comme si tout c'etais normal.
j'ai trouve une punk et il cherchais la viande, j'ai trouve beacoup de coup j'ai le donne mienne, apres quinze minuite tout a ete normal, et nous on sortir de la poubelle du supermarche avec plus de 20 kilos de nourriture. quando nous avons rentree sur le squat on a fais une vrai banquet, plus grandiose qui le banquet de platon, je jamais ai mange comme ca, et il faut qui nous mangions tout le meme jour, parce que demain tout la viande et les fruits se deviennera pourre.
mais c'est pas mal, c'est une experience different la de nager sur dejets alimentaires, mais c'etais bien, parce qui comme ca on peux manger, et vivre a cote d'un systeme que je vraiment haie.

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Wednesday, October 29, 2008

no te das cuenta

no te das cuenta
que eres el dolor de todas las madres
el vacio de todas las putas
el grito de todos los poetas
la muerte de todas las guerras
el placer de todos los amantes
que eres eterno
y en ti llevas toda la belleza
toda la tristeza
todo el desespero
toda la alegria
que eres comedia y eres tragedia
que eres la eternidad de todo lo que es
que fue en ti que murieron todos los soldados
que en ti siguieron todos los fieles
no te das cuenta que eres todo el pasado
que se acumula y se diluye eternamente en este exacto momento
en que me miras y percibo
que tanto tu como yo
somos parte eterna de la misma existencia

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Tuesday, October 28, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 30

je sais pas qu'est qu'il y a avec moi, mais hier j'etais tres triste. je pense que c'est le meme problem toujours, la solitude. vayager c'est une vrai aventure, mas je sais pas, des fois en fois je seulement sense en la sensation de neage. c'est la angoisse que quelqu'un sens quand on decouvre que la vie c'est infinite. je pense que c'est ca, que je suis toujours le infinite, qui le present c'est parallelment le passe et le future. je suis tous qu'a vecu, et tout que vivrera. maintenant je sense tristesse, mais al meme tempe je sens bonheur, maintenant je sens action, mais al meme temp je sense routine. je sense tout al meme temp, et ca sensation c'est plus fort que moi. je suis toi et je suis moi, je suis tout, tout; c'est indignant et incroyable etre tout!!! ma vie jamais finira, jamais, peut etre avec le niilism, mas surtout le niilism c'est le infinite. mas oui, il y a l'espoir du inconnu, peut etre ca c'est qu'on appel l'amour.

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Monday, October 27, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 29

c'est le circus qui arrive a montpellier, et ils sont mes amis, j'ai les trouver il y a deux moins quand j'etais ici avant aller a barcelone. ils sont du chili, et de fois en fois ils practicent le circus sur la comedie. je voudrais bien faire le clown, mais avant ca j'ai la besoin de me preparer. ainsi a parle le judge...il y a une grand possibilite que le squat sera expulsable a partir de la semaine prochaine. maintenant nous ne savons pas que faire, mais il avais une an que nous sommes ici, et la justice, oui la justice a dit qu'il faut que nous partons. c'est incroyable cette monde capitaliste. mais il faut resistir, oui, bien sur; on va resistir jusqu'au le fin. maintenant je suis a la universite de montpellier, je me cache dans la salle pour apprendre les cours, la education en europe c'est pire que en amerique latine, c'est plus capitalist, et en la plus part du temp c'est pas possible ecouter les lessons. je suis pas encore interesse en la vie academie, je suis ici parce que aujourd'hui la cinematheque c'est ferme, alors j'ai rien a faire. hier je essaie de commencer a ecrire une texte politique, la continuation de une text que j'ai deja commence, is s'appelle la guerre du voulouir, inspire surtout en la philosophie buddhist et en le approach niilist de schoppenhauer. maintenant le sole motive pour lequel j'ecris en cette blog c'est pour me exprimer mieux en francais. mais j'envie de aller au sud de la espagne la semaine prochaine, puis je voudrais bien aller en portugal et apres en italie. mais pas problem, si il n'y a une expulsion on va squatter encore, enconre, et encore, parce que le squat c'est une forme de vie anarchiste. ahh et je franchement recommed voir terre et liberte, du ken loach, le plus fort film anarchiste que j'ai jaimais vu.

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Wednesday, October 22, 2008

cronicas de uma viagem sem rumo 28

Le squat ou je habite c'est fou. toujours il y a des bruits et dormir c'est une question impossible. mais il n'y a pas problem, j'aime ici, and des fois en fois je pense que tout et part d'une scene de la nouvelle vague. maintenant ma journee se reduit a frequenter la cinematheque, tous le jours je regard des filmes; c'est godard, c'est araki, c'est rocha. maintenant je seulemant absorve les images qui viennent me inspirer inspiration.
le dimanche dernier je suis allè a la plage avec des amis je connu en la fete rock punk du squat, je pense que la majorite de gens que habite avec moi ont a vrai revolt contre le monde, mais malheureusement cette revolt n'est pas connecte avec une attitude de transformation. ainsi la quantite des drugs en circulation c'est incroyable, c'est une vrai dommage, parce que la echappatoire n'est pas une solution. c'est le monde dark qui j'ai trouvé ici, le monde de punks, de hippies urbaines qui fai